26 nos 26

Bom, em um mundo ideal eu teria postado isso ontem, no dia do meu aniversário. Mas as coisas complicaram um pouco – eu tive um dia muito louco – e não rolou.

A verdade é que, depois que a gente envelhece, a gente percebe que o dia do aniversário e só mais um dia comum.

E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum

Ele tem 24 horas como os outros dias, a gente tem que trabalhar, entregar trabalhos, fazer faxina… mas mesmo assim eu sempre procuro fazer algo diferente e especial. Afinal de contas, é o meu dia do ano!

Nesse ano, eu resolvi recapitular as 26 coisas mais bacanas que aconteceram nos meus 26 anos – como parte da reflexão que a data exige. Elencar esses coisas serve para agradecer tudo de bom que aconteceu e pensar no que eu quero mudar pro próximo ano (fazer aniver no fim do ano tem dessas coisas, a gente já junta com as metas de ano novo). Alem do mais, 26 é o meu numero favorito, então eu tinha certeza que os meus 26 anos seriam especiais – e foram, vamos ver?

Tá longo, como é de se esperar…

1) A Mudança para a Suíça: bom, 2013 foi um ano bastante bizarro e bastante confuso. Eu passei um tempo aqui, um tempo no Brasil, eu terminei mestrado, eu viajei, eu corri atrás de visto, eu casei, eu não podia começar nada porque eu estava sempre prestes a me mudar.. mas quando eu fiz 26 anos eu já estava aqui, finalmente bem “assentada” e pronta pra viver uma nova experiência.

2) Bruxelas: logo no início de dezembro eu pude voltar pra Bruxelas. Bom, eu já expressei por aqui meu amor por Bruxelas – e poder voltar pra essa cidade que eu amo tanto em época de Natal foi demais! E eu ainda to devendo post (tá programado pra semana que vem)…

bruxelas

3) Paris: bom, ninguém pode negar que Paris é especial. Conheci a cidade em 2010 e, num primeiro momento, eu achei meio decepcionante (já contei isso aqui). Mas depois que eu voltei pra casa e a euforia passou, eu entendi qual era a real Paris e fiquei com uma vontade enorme de voltar. E esse retorno acabou acontecendo em uma época muito especial, no Natal (logo depois de Bruxelas). A cidade estava linda e incrivelmente tranquila, e eu tive uma experiência super bacana, pra amar Paris mesmo.

catedral

4) Eurodisney: e nessa visita a Paris tbm rolou Eurodisney! Eu nunca escrevi sobre isso aqui, mas é porque eu nunca fui pra Disney-Disney, então não tenho como fazer comparação. Na época eu nem tinha celular bacana pra postar no insta e essas coisas, e quando voltamos pra Lausanne se sucederam muitíssimas coisas, e o assunto foi ficando pra trás. De qualquer forma, o passeio foi ótimo e ainda vai aparecer post por aqui.

disney

5) Matterhorn: e ainda em Dezembro (dezembro bombou né, mas é porque a família do Henrique estava aqui e a gente aproveitou pra passear muito) a gente foi conhecer o Matterhorn. Gente, é um passeio mara pra quem quer viver um pouco a experiência de neve e montanha! Não rolou ski, mas foi demais! Nessa época a gente também foi pra Zurique, pra Luzern, pra fábrica de chocolates da Cailler, pra Genebra…

matterhorn

6) Therion e Almah: ainda em Dezembro (jura que dezembro teve só 31 dias?) eu fui pro show do Therion! Ahhhhhhhh! Therion é tipo uma das bandas favoritas da vida, e eu perdi um show deles em POA tipo, há muitos anos, por não ter companhia pra ir (não é exatamente fácil encontrar amigos que gostem de Therion). Então quando eu soube que tinha show em Lausanne, foi a vida dando voltas! O show foi no Les Docks, e como eu cheguei cedinho, eu fiquei de “barriga colada na grade”, o que não foi exatamente uma maravilha (eu to meio por fora das últimas músicas e eles tocaram o último cd inteirinho), mas na hora do Theli e do Secret of the Runes, eu super cantei e me emocionei. E pra completar a maravilha, quem abriu o show deles foi o Arkona!

therion

E falando em shows, em junho quando estive no Brasil eu fui no show do Almah, em Caxias mesmo. Sério, foi demais! Fiquei muito feliz com a coincidência do show com a minha visita, e foi ótimo rever alguns amigos e o Falaschi, porque né, Falaschi é muito amor <3 Eu tbm não tava muito por dentro das músicas (porque eu ouço muito pouco e tenho mania de ouvir as mesmas coisas desde a adolescência), mas mesmo assim o show foi demais!

7) Muquifo: não, o muquifo definitivamente não foi uma coisa boa, mas ter superado isso com certeza foi uma vitória! E tbm porque nos mudamos pro nosso apartamento atual, que eu amo!

8) Liechtenstein: Em janeiro, lá no meio da confusão de troca de apartamento, a gente tirou um dia pra passear e foi conhecer Liechtenstein, por puro despeito de conhecer um dos menores países do mundo!

vaduz

9) Curso de Francês: lá em janeiro, no meio do turbilhão de emoções da vida no muquifo, eu comecei meu curso de francês na EPFL, e sigo nele até hoje. O curso é meio lento, vou admitir, mas é tão divertido! Sério, é aquela aula leve que nem parece que é aula! A professora é super simpática, os colegas tbm, então a gente acaba se divertindo muito e aprendendo não só a língua, mas também a cultura do país. E nesse meio tempo, colegas vem e vão, mas pude fazer muitos amigos!

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E, mesmo nesse curso lento, em 10 meses eu consegui sair do nível zero (aquele que a pessoa só diz merci, au revoir, bonjour, soutien e abajur) e chegar num nível B2. Orgulho, viu!

10) Nova York: fevereiro e março foram meses dedicados a nossa mudança e ao planejamento da nossa viagem pra NY, que aconteceu em abril. Não foi só minha primeira vez em NY, foi também minha primeira vez nos EUA, e foi super diferente e super bacana. Esse era um sonho que eu tinha e que imaginava que demoraria muito pra acontecer, mas aí encontramos passagens em promoção, estadia de graça… um conjunto de fatores que fez com que a gente decidisse ir djá!

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11) Brasil: em junho nós fomos pro Brasil, e foi super corrido e stressante, mas tbm foi demais! Foi stressante porque a gente tem que aproveitar esses dias não só pra ver família e amigos e matar as saudades, mas também pra ir ao médico, ao dentista, fazer exames, ir no banco, resolver problemas… E como o país inteiro estava em clima de Copa, não foi fácil conseguir resolver tudo. Mas, tirando isso, pude passar bastante tempo com a família, ver os amigos, apertar meus mimes lindos e o meu Bobiculi *.*

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E eu tbm fui num jogo da Copa no Beira Rio! Assisti Austrália e Holanda e sai de lá rouca de tanto torcer pra Austrália – nunca pensei que iria me divertir tanto num jogo de futebol (e que alguém poderia sentir tanta dor de cabeça depois).

copa

12) Recebendo amigos: voltando do Brasil, a gente recebeu amigos! Foi nossa primeira experiência recebendo amigos no novo apartamento, e foi super divertido! Nós passeamos, assistimos jogos da Copa (sim, a gente voltou pra cá antes dela acabar), comemos, bebemos, tomamos chuva no lombo… Depois nós recebemos mais amigos em setembro e em outubro, e também voamos as tranças por aí… enfim, é muito bacana poder conversar coisas diferentes, matar as saudades…

13) Lauterbrunnen: em julho eu conheci Lauterbrunnen e fiquei assim ‘emocionada’ ao saber que esse pequeno vilarejo foi inspiração para Tolkien criar Valfenda. E lá eu pensei: bem, se Valfenda fosse real, seria aqui =)

lauterbrunnen

Eu já contei pra vocês que a Suíça é um país incrível?

14) Paléo: em julho nós tbm fomos ao Paléo, e foi minha primeira experiência em um festival desse tamanho! Eu estava empolgadíssima pra ver Elton John e Zaz, mas preciso dizer que foi o Thirty Seconds to Mars que me conquistou – showzaço! Up in the air ta nas cabeças desde aquele show!

paleo

* Amanda, amiga, compreendo totalmente sua paixonite pelo Jared-dorme-no-formol-Leto!

15) Itália: bom, a gringaiada caxiense descendente de italianos tá sempre sonhando com a Itália e chamando de segunda pátria. Apesar de ter orgulho das minhas origens, eu nunca tive esse apego todo ao país. Mas a verdade é que a Itália é especial, e eu me sinto extremamente bem quando estou lá. SÉRIO. O jeito das pessoas, a língua, a extravagância… são várias pequenas coisinhas que fazem a gente se sentir em casa (mas deixando bem claro q eu só conheci o norte da Itália até agora, e achei tudo tranquilíssimo e mara). Em agosto nós passamos rapidamente por Como, e eu não queria mais ir embora. Sorvete italiano, sinto tanto a sua falta!

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16) Bellinzona: assim ó, as vezes eu me pergunto porque Bellinzona não é um dos pontos tops tops tops de turismo da Suíça. Eu penso que a cidade é uma pérola do turismo que ainda não foi descoberta (o que tem um lado positivo: nada de stress com acúmulo de turistas). Porque sério, aquele lugar é maraaaa! Pense numa cidade com 3 castelos medievais – três – e uma vista maravilhosa! E perto de Lugano e de Como…

bellinzona

17)  Strasbourg e Nice: nesse ano eu também tive a oportunidade de conhecer um pouquinho mais da França (acho que Evian les Bains não conta muito, porque é um ovo – um ovo fofo – e é muito parecida com Lausanne). De qualquer forma, é maravilhoso perceber como a França sempre tem cara de França, mesmo se a cidade for um pouco mista culturalmente falando, como foi o caso dessas duas que visitamos. E aproveitei pra fazer comprinhas, porque é bem mais barato do que comprar na Suíça.

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Catedral de Strasbourg
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Nice Nice – linda mesmo num dia de chuva!

18) Taney: se tem um lugar mara nesse país, eu diria que é Taney. Eu nunca fiz post aqui (mas vou fazer), porque Taney é um local que nós sempre fomos de carona com os amigos e, portanto, eu nem sei dar dicas práticas de como chegar lá e tals. Mas assim, pense num lugar lindo e numa experiência realmente suíça – só que sem turistas e sem clichês – é Taney. Temos uma amiga que faz parte de um clube de montanha, e quando eles fazem mutirões de limpeza no chalé ela nos convida pra participar. A gente troca estadia e alimentação por trabalho, e a experiência é super!

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19) Dinamarca: e eu comecei as minhas aventuras pelos países nórdicos muito antes do que eu imaginava! Eu sou muito louca por vikings e cultura nórdica, então sempre quis conhecer essa parte mágica do mundo. Em outubro nós fomos pra Copenhagen e, apesar de não ter rolado muita coisa viking por lá, a viagem foi mara!

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20) Espanha: Espanha é um dos primeiros países que vem a mente quando a gente quer conhecer a Europa né, mas eu ainda não conhecia. Depois de fazer amigas espanholas no curso, a vontade de conhecer o país só cresceu. Em outubro o Henrique teve um congresso em Barcelona, e nós aproveitamos a oportunidade para conhecer a cidade. Que lugar demais! Alegre (as vezes até demais), leve, ensolarado, quente… outra vida gente, outra vida…

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21) Mônaco: Sha la la la la la la la, sha la la la la la (clique pra entender). Aproveitamos o passeio em Nice em novembro pra dar um pulinho em Mônaco e carimbar mais um mini país no passaporte (imaginário). Que lugar incrível! Eu fiquei avacalhando com o Henrique e falando que era a primeira vez que alguém me levava visitar uma “curva” e um “túnel”, mas a verdade é que esse mini país é tão bacana, mas tão bacana, que eu fiquei andando com mochila pesada nas costas o passeio inteiro e nem senti.

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22) High skills for life: bom, se por um lado a vida profissional foi meio parada, posso dizer que eu ganhei altas habilidades para a vida cotidiana. Meus conhecimentos culinários foram de 0 a 10, eu aprendi a cortar cabelo masculino, eu faço faxinas, desentupo ralos, monto móveis, limpo mofo, lavo e passo roupa, me comunico em 4 idiomas diferentes na hora do aperto… Eu não sei bem o que aconteceu, mas eu passei de “pessoa que só faz omelete” para “pessoa que faz seu próprio agnoline: massa, recheio e confecção”.

comida
Empadinha, agnoline, pâte du chalet, estrogonofe, bolo salgado, moranga com açúcar (pra lembrar de casa), biscoito de estrelinha, lasanha, quibe, bolo de chocolate… e muito mais 😉

23) Consumo controlado: eu nunca fui uma pessoa consumista, bem pelo contrário, eu sempre fui meio pão dura mesmo – mas esse ano eu tô de parabéns! Eu não só consumi pouco, como eu consumi bem! Sabe quando você encontra a roupa dos seus sonhos? Aquela que você sempre quis, com um precinho bom e que veste super bem? Foi mais ou menos assim. Acho que isso tem muito a ver com você compreender, finalmente, qual é o seu estilo e o que te cai bem, e correr atrás disso (sem ligar pra modices). Acreditam que eu comprei 1 único par de sapatos no ano inteiro? E o coitado tá sofrendo já, de tanto ser usado.

24) Cultura/entretenimento: nesse ano, além de muitas viagens, também teve muita cultura. Além de conhecer muitos museus, eu também consegui ler muito (depois que descobri a mágica de ler no Ipad), e eu e o Henrique assistimos muitas séries – virou nossa novela das 9h, sabe? Aquele momento agradável depois de um dia cheio, que a gente aproveita pra relaxar e rir um pouco.

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Viciei alguém em GoT!

25) Blog: não podia deixar de falar do blog. É muito legal poder contar um pouco das minhas viagens e da vida por aqui, não só porque eu sei que tem alguém do outro lado esperando pra ler e ver as fotos (oi mãe!), mas também porque assim eu vou construindo uma espécie de diário dessa experiência bacana de morar fora… e eu posso voltar sempre para os “capítulos” e matar as saudades. E recentemente eu comecei a escrever quinzenalmente pro E Aí, Beleza?, onde eu tenho a oportunidade de contar algumas coisinhas bacanas pra um público diferente.

26) Estudar: gente, essa eu deixei por último porque justamente é o eu quero mudar para o próximo ano. Eu fiz curso de francês o ano inteiro, e agora estou fazendo curso de pintura, mas eu sinto falta mesmo de estudar. Veja bem, quando eu estou estudando eu nem gosto muito… mas quando eu não estou eu sinto falta (pode isso? é doença, só pode!). A Suíça pode ser um país meio ingrato nessa história de estudar, pois não tem a variedade de cursos que temos no Brasil e nem a nossa mobilidade (aqui eles são mais assim: fez gradução em direito, tem que fazer mestrado em direito e doutorado em direito). Acho que no Brasil a gente é bem mais aberto a interdisciplinaridade, e também temos mais opções.

É isso então! Pra uma pessoa que AMA viajar, ter passado por 10 países diferentes em 1 ano é realmente especial, não é mesmo? E poder fazer tudo isso com a companhia de alguém especial é muito melhor! Então eu quero agradecer ao Henrique, por ter me acompanhado e me proporcionado várias coisas incríveis esse ano, e ser sempre super companheiro e compreensivo comigo! Ele tá sempre pronto pra embarcar nas minhas loucuras e a gente se diverte muito! E um obrigada a minha família e aos meus amigos, que vão lá em casa me ligar no skype, e que entendem que eu sou o tipo de pessoa que visualiza e não responde: mas que mesmo assim eu amo todo mundo =P

E que venham os 27, e que sejam ainda mais incríveis que os 26 – e que eu possa continuar contando tudo por aqui!

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