Suíça: Aigle e o Château d’Aigle

Como não amar um país onde as compras do Ebay chegam em 7 dias, você ganha chá gelado na rua, toca Uriah Heep no supermercado e tem festas medievais em castelos medievais?

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Essa foi mais ou menos a minha semana passada. Minhas comprinhas do Ebay chegaram em 7 dias, eu ganhei Nestea na rua (duas vezes), escolhi meu desinfetante cantando Lady in Black e fui pra uma festa medieval no château d’Aigle no domingo.

No sábado nós fomos no supermercado em Crochy (agora que descobrimos um ônibus que sai perto de casa e vai direto, tudo ficou mais prático). E quando eu entrei no mercado eu vi esse cartaz:

2014-07-19 15.29.55Vamos sim sim, amanhã, vamos, vamos, por favooooor!

E assim, no domingo, mesmo com uma previsão de tempestade, trovoadas e fim do mundo, a gente pegou o guarda chuva e foi pra Aigle. A passagem de Renens pra Aigle custou 20,80 CHF (cada um, com direito a ida e volta). Aigle é uma cidade que fica passando Montreux, então é pertinho. Chegando em Aigle nós pegamos um trenzinho que vai pro Diablerets e descemos na primeira parada – Place du Marché. É tão perto que eu nem sei se vale a pena esperar esse trenzinho. De qualquer forma, da Place du Marché já dá pra avistar o castelo e nós fomos andando até lá.

Por causa do festival medieval os entornos do castelo estavam fechados, então chegando mais ou menos perto a gente já pagou a nossa entrada pro Festival (12 CHF cada). A ideia do Festival era reconstruir de forma fiel a vida em 1475 nos arredores do castelo.

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Chegamos no festival perto das 14h, e fizemos um percurso de 4700 pés (1,4 km) entre videiras, onde eram encenadas diversas atividades: queijeiro, ferreiro, carpinteiro, ceramista, cervejeiro, tecelão… Nesse caminho também encontramos diversos jogos típicos da época, e tivemos uma vista espetacular do castelo até chegarmos nas demonstrações de artilharia  – foi demais ouvir o eco dos tiros nas montanhas. No final do caminho encontramos um acampamento, onde as pessoas estavam preparando comida e também havia demonstrações de tiro com arco e com uma espécie de besta.

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Voltamos pro castelo, onde assistimos uma encenação de invasão do castelo (nada brutal, já que é um evento mais família). Depois visitamos a parte interna do castelo, onde também estavam acontecendo algumas encenações, e pudemos visitar também o Museu do Vinho.

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Assistimos também a um espetáculo de falconaria (que eu não curti, porque me deu muita pena dos animais) e depois fomos conhecer um pouco mais do castelo.

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A parte mais antiga do Châteu d’Aigle foi provavelmente construída no final do século XII. O castelo foi parcialmente danificado pelo exército Bernês quando a região foi conquistada, em 1475, e reconstruído alguns anos depois. Após a Revolução de Vaud, o castelo foi adquirido pela cidade de Aigle e transformado em corte e prisão. Desde 1976, o castelo abriga o Vaud Vine e o Museu do Vinho, além de salas para banquetes, recepções e conferências.

Tudo o que a gente viu nesse dia foi interessante, mas a comida merece um destaque. Não tinham muitas opções de comida e bebida, mas tudo era muito gostoso e com um preço bem ok. O Henrique comeu uma espécie de hambúrguer, que tinha até geléia dentro, e eu comi uma tarte a la creme. A tarte era feita na hora, tirada do forno, cortada e entregue pra gente, quentinha. Sério mesmo, que coisa boa! O Henrique não resistiu e comprou uma pra ele também… e saímos de lá tentados a comprar mais uma.

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Enfim, o Festival foi demais e eu já estou de olho no próximo, que vai ser em St. Triphon, agora no mês de agosto. Quanto ao castelo, eu achei lindo e a paisagem é espetacular, mas a parte interna só vale a pena se você está interessado no Museu do Vinho. Caso contrário, a visita no Chateau de Chillon é bem mais completa e interessante.

No final das contas, choveu muito pouco quase nada enquanto estávamos em Aigle… mas quando chegamos em Renens, despencou o mundo e tivemos que ficar 30 minutos esperando o ônibus porque tava impossível encarar a chuva.

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