Dois dias em Amsterdam: o que fazer

Em maio de 2013, depois de passar uns dias na Bélgica, nós seguimos em direção a Amsterdam, a capital da Holanda. Nós chegamos de trem e, em frente a Estação já compramos um cartão de transporte público válido por 48 horas e entradas pro Museu Van Gogh (tudo pra evitar filas). O cartão do transporte público é super fácil de usar, é só lembrar de passar ele na maquininha, que fica na porta de entrada, sempre quando entra e também quando sai do transporte. Sem mistério.

Ficamos hospedados no The Poet Hotel, distante 1 quadra do famoso IAMSTERDAM e de vários múseus incríveis – a localização não podia ser melhor e o hotel também era bem bacaninha. Com um mapa em mãos, eis o que fizemos em 2 dias em Amsterdam:

O que ver por lá:

Nosso primeiro dia começou pelo Concert Gebow, um concert hall do século XIX.

Voldenpark: parque criado em 1864, em homenagem ao escritor Joost van den Vondel.

A gente fez um pique-nique por ali e caminhou um pouco – lugar bonito e tranquilo. Saímos do Voldenpark e fomos caminhando, sem pressa, em direção a Dam Square. Usamos a saída Leidseplein (totalmente sem querer) e passamos em frente do Holland Cassino. Depois fomos em direção ao Bloemenmarket, onde comprei vários pacotinhos de sementes pra minha mãe (mas só sementes, pra facilitar a minha vida).

Bloemenmarkt: mercado flutuante de flores, fundado em 1862.

Subimos pela Kalverstraat, que é uma rua de comércio bem movimentada até que chegamos a Dam Square.

Dam SquarePraça localizada no centro histórico de Amsterdam, tem vários prédios importantes.

  • Royal Palace, que servia como prefeitura até 1655 e foi transformado em residência real em 1808
  • Nieuwe Kerk (Nova Igreja), do século XV
  • museu Madame Tussaud’s
  • Monumento Nacional em memória das vítimas da Segunda Guerra Mundial
  • Hotel Krasnapolsky
  • Loja de departamento De Bijenkorf

Palácio Real

Monumento Nacional
Nieuwe Kerk
Nieuwe Kerk
De Bijenkorf

Passeamos um pouco por ali e fomos pra casa da Anne Frank. Essa minha estratégia deu certo: a maioria dos museus fecha as 17h – 18h, mas a casa de Anne Frank fecha às 21h (de 1 de abril a 31 de outubro). Então eu supus que a maioria das pessoas não sabe disso, e fomos pra lá umas 18h30. Chegamos lá, pegamos uma fila minúscula, compramos o ingresso e passeamos pela casa.

Casa da Anne FrankAnne Frank é uma entre os milhões de vítimas da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Ela nasceu em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, e em 1933, com a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha, a família Frank mudou-se para Amsterdam, onde o pai de Anne abriu uma empresa. Em maio de 1940, o exército alemão invadiu os Países Baixos e a família Frank escondeu-se no prédio onde Otto Frank tinha sua empresa. Mais tarde, a família Van Pels uniu-se a eles no esconderijo. O prédio era composto por duas partes: a casa da frente e o Anexo Secreto. Viveram no anexo por cerca de dois anos, em total confinamento. Foram denunciados, por alguém não identificado até hoje, presos e enviados a campos de concentração. Toda a família morreu, menos o pai de Anne. Quando a guerra acabou, Otto voltou ao esconderijo e encontrou um diário, onde Anne narrou toda a experiência de vida no esconderijo.

Bom, é uma experiência bem impactante, eu diria. Além de conhecer as dependências da empresa e o anexo secreto, a gente lê vários trechos do diário nas paredes, e pode assistir também a alguns vídeos e depoimentos. Enfim, por mais que a gente conheça a história, estar lá é bem diferente. Vale a pena a visita.

Westerkerk (1620 – 1631)Primeira Igreja construída pelos Protestantes em Amsterdam, entre 1620 e 1631. Fica perto da casa de Anne Frank e é onde Rembrant foi enterrado, em 1669.

Saindo dali, voltamos pra Dam Square, e caminhamos em direção ao Red Light District.

Red Light District: como já era final de tarde, o bairro estava meio movimentado. Prostituição legalizada em uma cidade que ama janelas: as ‘mocinhas’ realmente estão ali, se exibindo e tals, de biquínis ou roupa íntima. Algumas muito bonitas, outras nem tanto. Algumas falando no telefone e lixando a unha do pé na janela. Sensualização fail.

Foi engraçado demais! Vários grupos de velhinhas passeando, velhinhas até de cadeiras de rodas passeando e olhando curiosamente pras vitrines. Casais de velhinhos tentando bater fotos (não pode) – e aí fiquei pensando pra quem eles mostrariam aquelas fotos.

Não tem só mulheres na vitrine – tem também sex shops, cinemas e casas de show relacionados. Mas tbm tem várias opções de alimentação, coffee shops, muita gente na rua… enfim, é um lugar animado pra andar.

Museumplein: começamos nosso segundo dia na praça dos museus, que reúne o Rijksmuseum, o Van Gogh Museum e o Stedelijkmuseum. E tem o letreiro famosão que o povo se estapeia pra ver quem é mais criativo na pose.

Van Gogh Museum: museu dedicado a obra de Vincent Van Gogh e seus contemporâneos, fundado em 1973, possui a maior coleção de obras do artista no mundo. É o museu mais visitado na Holanda. Mais informações aqui. Nós chegamos antes mesmo do museu abrir e, com o ingresso em mãos, entramos rapidinho e sem stress.

Caminhada Sandemans

Depois de conhecer o museu, fomos até a Dam Square onde encontramos o grupo do Sandemans para fazer uma caminhada orientada. Bem, eu nunca tinha feito uma caminhada dessas, mas pesquisando sobre a cidade eu achei interessante a proposta. No site eles dizem que é uma caminhada ‘gratuita’ e sugerem um valor de 3 euros como contribuição. Na hora que você encontra o guia na praça, ele sugere 10 (!). Enfim, cada um contribui com quanto quer, com o valor que acha que o passeio valeu. Aqui embaixo está o roteiro do caminhada – eu risquei os locais que já tínhamos visitado na segunda, porque já descrevi brevemente ali em cima.

Oude Kerk: essa Igreja, fundada em 1213, fica no De Wallen – o Red Ligh District. Foi construída como uma Igreja católica, mas após a Reforma, em 1578, transformou em Igreja Protestante.

De Waagé um prédio do século XV, era um portão da cidade e fazia parte do muro de defesa.

Red Light

Jewish Quarter

Royal Palace

Jordan District: o Jordan é um bairro, perto da casa da Anne Frank (um bom lugar pra bater fotos).

Anne Frank house

The Dutch East India Company

Begijnhof: beguinas eram mulheres que viviam em ordens, sem no entanto fazer votos formais. O Begijnhof é o jardim da beguinas. Nesse caso, valeu muito a ajuda do guia, pois a gente não encontraria a entrada sozinhos. Nessas casas só podem viver mulheres solteiras, e o guia contou que algumas moças chegam a esperar 10 anos pra poder viver ali = loucura.

Masterpieces of Dutch Art: entramos em um corredor que tinha algumas obras, mas esqueci de tirar foto – ou não podia. Acho que era isso.

Widest Bridge and Narrowest House: mais larga ponte e mais estreita casa

* acho que esqueci de tirar foto da ponte. Ou tirei e não sei mais qual é, porque o que não falta nessa cidade é ponte.

Essa caminhada vale muito mais pelas curiosidades da cidade que o guia conta do que exatamente pelos pontos turísticos e explicações. Depois da caminhada ficamos com o resto da tarde livre. Não que fosse assim muito tempo, porque precisávamos voltar pro hotel, pegar nossas coisas e ir pro aeroporto, mas fomos até a Estação Central e até a Biblioteca, onde subimos pra fazer fotos.

Estação Central

Vista da Biblioteca

Basiliek Van de H. Nicolaas: igreja Católica em estilo Neo Barroco e Neo-Renascentista, construída entre 1884 e 1887.

Casas Barco

Depois voltamos pra Dam Square, caminhamos mais um pouco por ali, entramos em algumas lojas e no Albert Heijn pra comprar mais Stroopwafels. Compre stroopwafels! Compre muito, faça estoque! Pense em duas “bolachinhas” unidas por uma camadinha de caramelo…

Eu gostei de Amsterdam, mas não foi assim, aqueeeele amor. É uma cidade legal, com bastante coisas pra ver – tem as bicicletas, os canais…

Num geral, achamos uma cidade meio cara (pensando em entradas de museus, hotel e alimentação), no comércio fomos muito mal atendidos (mal atendidos meeesmo) – e isso deixou uma impressão péssima da cidade. Cada um tem uma experiência diferente, e conheço pessoas que amam Amsterdam, mas comigo não rolou essa empolgação toda.

Resumindo: Foi ótimo conhecer, mas não deixou muita vontade de voltar.

* Pra quem vai a Amsterdam, recomendo visitar o Ducs Amsterdam – peguei várias sugestões de passeios  e informações interessantes lá.

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