As Crônicas de Artur x As Brumas de Avalon

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As Brumas de Avalon e As Crônicas de Artur (O Rei do Inverno, O inimigo de Deus, Excalibursão duas séries que contam a história do lendário Rei Artur sob perspectivas diferentes. Enquanto nas Brumas de Avalon a história é contada pela perspectiva das mulheres e com um enfoque mais ‘místico’, no Crônicas de Artur temos uma história mais próxima da realidade, com foco para as batalhas e a situação política da Britânia.

Apesar da mesma temática, são livros bem diferentes. Ao explicitar algumas diferenças entre eles, espero dar uma ideia  a respeito de cada livro – principalmente pra quem já leu um dos dois e acha que não precisa ler o outro porque é tudo a mesma coisa, porque história do Rei Artur já é bem conhecida, que é repetitivo… e blá blá blá.  Ou pra quem ainda não leu e quer escolher por qual começar. Ao acompanhar as duas séries a gente pode perceber como a interpretação e o foco que cada autor dá a lenda pode gerar histórias muito diferentes – e muito interessantes.

Nas duas versões encontramos aquelas características clássicas: Camelot, Excalibur, Merlim, Guinevere, Lancelote, saxões, cristianismo… Portanto, podemos dizer que, num geral, o contexto é o mesmo, e os personagens também. O que muda de um livro pra outro são as relações de parentesco entre esses personagens, e o foco que o autor dá pra essas questões do ‘entorno’.

Nessa imagem a gente pode perceber como os personagens são basicamente os mesmos, mas como as relações mudam – o que, claro, influencia muito a história como um todo. Clicando na imagem ela fica maior – porém, ela contém pequenos spoilers das duas séries – no texto também (para ler, basta selecionar o texto ‘invisível’)

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Paganismo/Cristianismo: Enquanto nas Brumas de Avalon o confronto entre paganismo e cristianismo é exemplificado em um cabo de força entre Morgana e Guinevere, nas Crônicas de Artur o conflito entre religiões é uma questão muito mais ampla e entrelaçada com a política. Artur não adere a nenhuma religião (o que faz com que ele ganhe o ódio de todas), e acompanhamos Merlim e Nimue na sua tentativa de trazer de volta os Deuses, apoiados por exemplo pelo Rei Cuneglas – que não aceita missionários cristãos em suas terras. Do outro lado, temos o bispo Sansum e suas tramóias, apoiado pelo rei Meurig, que declara Gwent um reino cristão. E assim Artur tem que ficar se desdobrando e cedendo pra agradar a todos os lados.

Invasão Saxônica: Como as Brumas de Avalon é a história de Artur contada pelas mulheres, não acompanhamos Artur nas suas batalhas contra os saxões. Eles estão lá ameaçando, e Artur se ausenta pra combatê-los, mas nós não vamos junto. Nas Crônicas de Artur acompanhamos Artur em suas batalhas (a história é contada por Derfel, guerreiro e amigo de Artur), conhecemos os chefes inimigos, as estratégias, e de repente, estamos numa paredes de escudos!

Existem várias outras ‘semelhanças’ entre as duas histórias. Guinevere é filha de Leodegans (Leodegranz), Artur foi criado por Ectório (Ector) e tem um irmão de criação chamado Cai (Cei). Balam é seu primo, ou então seu guerreiro. Pellinore é um rei meio louco que caça dragões, ou então um doido de pedra auxiliado por Merlim. Em um livro temos a história de Drustan e Isotta e no outro a triste história de Tristan e Isolda. Mas apesar de todas essas semelhanças, as séries são muito diferentes. E essas diferentes ficam bem evidentes na caracterização dos principais personagens.

Artur

Brumas de Avalon: Artur aqui é um banana. Ele é amado pelo povo, amado pelos seus companheiros, é um bom guerreiro… mas é dominado pela mulher, aceita ‘tri de boas’ seu caso com Lancelot e não honra sua promessa de respeitar também os Antigos Deuses.

Crônicas de Artur: pra começar, aqui o Artur não é rei – e não quer ser. Ele é filho bastardo de Uther, e governa a Dumnonia graças a sua habilidade como guerreiro. É um homem honesto, solitário, bom guerreiro, que não se declara a favor de nenhuma religião, e cuja missão é unificar a britânia e expulsar os saxões.

Guinevere

Brumas de Avalon: um serzinho fraco e muito chato (mereceu meu ódio). Extremamente católica, fica arengando* e enchendo a cabeça de Artur para que ele se torne cristão. Enquanto isso, trai o marido com Lancelote.

Crônicas de Artur: Guinevere é uma mulher forte e inteligente. Não se contenta em ser a ‘grande mulher por detrás de um grande homem’, e tem planos para governar a Dumnonia. É defensora do culto aos Deuses Antigos.

Lancelote 

Brumas de Avalon: é o melhor amigo e o melhor cavaleiro de Artur, além de ser seu primo. É um estandarte de bondade, mas trai Artur. Chato define.

Crônicas de Artur: é um imbecil vaidoso, um rei sem reino, que nunca luta com ninguém e paga os bardos para que criem canções sobre seus feitos em supostas batalhas. Spoiler: É um baita dum traidor odioso.

Merlim

As Brumas de Avalon: Merlim é um título, que primeiro pertence a Taliesin e depois a Kevin, o Bardo. Taliesin é um velhinho sábio e tranquilo, e o Kevin é conselheiro de Artur, mas não defende tão ferrenhamente a antiga religião.

As Crônicas de Artur: Merlim é o maior druida da Britânia – e também é amigo de Artur. Merlim não fica restrito as questões de ‘religião’, ele também participa de questões políticas e de algumas batalhas. Seus diálogos e seu humor são extremamente inteligentes.

Morgana

Brumas de Avalon: umas das personagens principais do livro, a principal defensora da Antiga Religião de Avalon.

Crônicas de Artur: deformada por um incêndio, a irmã de Artur tem um papel importante na história, mas não é um dos personagens principais. Spoiler: (No decorrer da história, converte-se ao Cristianismo. Perceberam a inversão de papéis: nas Brumas de Avalon temos um embate entre uma Guinevere cristã com uma Morgana Pagã; nas Crônicas de Artur temos uma Guinevere pagã e uma Morgana cristã)

Enfim, eu poderia ficar aqui falando de ‘n’ outras características presentes nos dois livros, mas acho que esses pontos que eu destaquei já bastam pra ilustrar a ideia: são histórias sobre uma mesma temática, com o mesmo contexto e os mesmos personagens (não todos), e que mesmo assim são muito diferentes. Se você quer ler sobre Avalon, sobre a Antiga Religião, procura magia e mistério, leia as Brumas de Avalon. Se você quer uma leitura mais focada nos conflitos da época e bastante surpreendente, leia As Crônicas de Artur. Se você puder, leia os dois: é muito bacana ficar traçando os paralelos entre as histórias e percebendo como cada autor consegue fazer sua própria interpretação da lenda.

* arengando é uma palavra ótima que a gente aprende lendo Bernard Cornwell.

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19 Comentários

  1. Sério que você tinha a intenção de dar uma visão geral a respeito das duas obras?!? Acredito que se alguém for usar o que escreveu para escolher qual ler, sem pestanejar, escolherá as cronicas de Arthur! Pq? Porque da forma que foi descrita a obra de Bradley e a construção de seus personagens, você simplesmente a reduziu a nada!
    E por favor, “se aproxima da REALIDADE”?!?
    Só “não” ficou claro qual dos dois você prefere!!!!

    1. Olá Leonardo!

      Eu realmente prefiro as Crônicas de Arthur, sem sombra de dúvidas, e não vejo porque esconder isso. E sim, eu considero que as Crônicas de Arthur estejam mais próximas da realidade, principalmente porque a construção da história foi baseada em pesquisa histórica e descobertas arqueológicas. Mas não só por isso: dado que Arthur é um personagem histórico conhecido por sua liderança e estratégia militar, um livro que se propõem a analisar com mais detalhe essa faceta de sua vida me parece sim mais próximo da realidade (mas obviamente, há de se construir um romance em cima de tudo isso).
      Agora, quanto a caracterização dos personagens… você já leu as Crônicas de Arthur? É inegável que Arthur é um personagem muito mais forte e emblemático nos livros de Bernard Cornwell. Enquanto nas Brumas ele é manipulado pela mulher, gerando um ressentimento quanto a isso de sua própria irmã Morgana (ok que isso é gerado pelo enfoque feminino da história, mas não deixa de existir).

      E dizer que eu reduzi a história de Bradley a “nada” é bastante exagerado. Acho que eu deixei claro que os livros tem enfoques diferentes, sendo as Brumas de Avalon tem bastante enfoque na antiga religião e nessa parte mais “mística”, enquanto as Crônicas de Arthur são um pouco mais “masculinas”, com bastante política e batalhas (bem estilo Bernard Cornwell). Agora, deixando isso bem claro, cabe a cada um saber do que gosta mais, sobre o que quer ler e decidir qual o seu preferido/qual ler primeiro.

      Eu, particularmente, gosto muito mais das Crônicas. Com certeza existem pessoas que gostam muito mais do Brumas, e essa é a “graça” da internet: poder ler opiniões únicas de pessoas que pensam de uma forma diferente da nossa, e gostam de coisas diferentes das que gostamos. E é por isso que eu não tenho problema nenhum em dizer que gosto muito mais das Crônicas. Mas nem por isso eu deixei de achar o Brumas de Avalon muito interessante e envolvente. E como eu disse, eu acho que bom mesmo é ler os dois e tirar as suas próprias conclusões.

      Muito obrigada!

  2. Muito interessante sua avaliação Monique, meus parabéns, no entanto, qual das duas leituras nos prende mais? Devo ler primeiro um e depois outro ou tanto faz? Obrigado

    1. Obrigada Leonardo!
      Eu acho que as duas séries sabem prender o leitor, cada uma a sua maneira…
      Eu não consigo ser imparcial porque eu realmente amo As Crônicas de Artur. Cada vez que eu leio, mesmo já sabendo da história e tudo o mais, eu fico grudada nos livros e me surpreendo – como eu escrevi em algumas resenhas, é um soco no estômago atrás do outro.
      Eu te sugeriria ler primeiro as Brumas de Avalon, já que são livros mais curtinhos, e que vão te dar uma ótima base de toda a história e do contexto. Aí depois você parte pro Crônicas de Artur, pra ver como a mesma história como pode ser super diferente e empolgante (não que as Brumas não sejam, mas nas Crônicas você acompanha mais o Artur – e as batalhas).
      Enfim, ótimas leituras pra você!
      Depois volta aqui e me conta o que você achou deles!
      Abraços

  3. Olá, Monique.

    Gostei de sua análise. Estou prestes a começar “O Gamo-Rei”, terceiro das Brumas, e confesso que estou amando a história. Mesmo o Merlin sendo um personagem um tanto apagado na história até aqui, acho interessantíssimo o modo como ele lida com os fortes fiéis do cristianismo. Sua descrição do Merlin do Cornwell me deixou super empolgado para começar a trilogia de “As crônicas de Artur” (vou começar assim que terminar as Brumas hahah).

    Como sou curioso, li todos os spoilers e fiquei intrigado com os papéis da Guinevere e Morgana em cada livro, mas creio que abrirá muito minha mente após terminar tais obras (mesmo não odiando a Guinevere da Bradley, creio que terei de me esforçar um pouco para aceitar esse novo papel dela nos livros do Cornwell haha).

    De qualquer forma, obrigado pela matéria e os esclarecimentos acerca de cada obra, despertou bastante meu interesse em ambas 🙂

    1. Olá Gabriel!
      Muito obrigada!

      Então, se você está gostando do Merlin do Brumas, te garanto que você vai amar o Merlin das Crônicas… é um personagem impagável!
      Eu desenvolvi um ódio “quase profundo” pela Guinevere da Bradley (sem pensar em comparações, ok – odiei a personagem mesmo). E com a Guinevere do Cornwell também rola uma esquema de “amor e ódio”: prepare-se 😉
      Enfim, aproveita bem o final das Brumas e todas as revelações, aí depois você puxa um fôlego e abre bem a tua mente pra começar as Crônicas, tenho certeza que tu vai aproveitar muito as duas leituras e vai começar a traçar os paralelos, ver as semelhanças, odiar personagens, se surpreender…

      Eu que agradeço! E depois volta aqui me contar o que você achou dos dois livros!!! Quero saber tua opinião depois que tu ler as duas séries!

  4. Que bom que não fui a única a odiar a Guinevere das Brumas.Li este livro já faz uns 8 anos e mesmo assim, toda vez que ouço o nome da personagem meu estômago embrulha.Fiquei muito interessada nas Crônicas, dei uma desanimada quando você disse que a Morgana não é uma das personagens principais (sou apaixonada pela versão da Bradley),mas mesmo assim colocarei a trilogia na minha lista.É minha primeira vez no blog,então ainda não vi todo o conteúdo,então você poderia me responder se já leu A Busca do Graal?

    1. Digo o mesmo: bom saber que não sou a única a odiar a Guinevere. Inclusive, não consigo lembrar de odiar tanto um personagem… ehehee
      * e eu acho isso um mérito da escritora, conseguir envolver tanto a gente na historia a ponto de odiar um personagem.

      Olha, a Morgana tem sim um papel importante, mas é muito diferente das Brumas. Talvez você possa gostar muito da Nimue, que é uma defensora da antiga religião e tem um papel bem importante nesse livro. De qualquer jeito, eu amo esse livro e recomendo demais demais! leia e volte me contar o que achou!

      Sim, eu ja li a Busca do Graal – e adoro também!
      as resenhas estão aqui:
      O Arqueiro: http://gnomonique.com.br/resenha-o-arqueiro/
      O Andarilho: http://gnomonique.com.br/resenha-o-andarilho/
      O Herege: http://gnomonique.com.br/resenha-o-herege/

  5. As Brumas de Avalon foi o primeiro livro que li quando tinha 13 anos, e desde então releio de tempos em tempos, pois sou apaixonada pela série, de fato a G é odiosa, amo Morgana, Lance é um fraco mais amo, e Arthur nem era tão manipulado, ele não gostava de bigas a toa, dito isso parei aqui pesquisando sobre as crônicas, agora estou empolgada para ler e espero amar tanto quanto as brumas

    1. Olá Tatiana!
      Super entendi sua posição: acho que se eu tivesse lido o Brumas primeiro eu também me apegaria mais aos personagens (mas seguiria odiando a Guinevere, pq amar ela é impossível).
      Quando eu li a série toda do Brumas eu já tinha lido o Crônicas e já estava mega apegada na história (pq é incrível) então acho q eu já li com um pouco de birra, do Artur, principalmente.
      Mas enfim, leia o Crônicas! Eu tenho certeza que vc vai amar tbm!
      Boa leitura!

  6. Apesar de gostar muito dos livros do Cornwell, eu nunca havia parado para ler a respeito das Crônicas de Artur, e depois que li achei fantástico, porém acho que dificilmente terei interesse para ler Brumas de Avalon, uma vez que o que me chamou atenção para as Crônicas de Artur foi justamente o conflito político da época (que convenhamos, era uma loucura! rs).

    Considero a sua resenha a respeito da trilogia do Cornwell muito precisa, e depois de saber a respeito de como ocorre o desenvolvimento de As Brumas de Avalon, realmente escolhi a opção que me agradaria mais.

    Ah, ótima resenha, pena eu só ter tido acesso a ela quase 2 anos depois de escrita x)

    1. Olá Marcel!
      Realmente, as Brumas de Avalon tem todo um lado mais místico e focado em questões religiosas. Tem alguma coisa de conflitos políticos da época, pra dar uma contextualizada em tudo, mas não é muito aprofundado. Nesse sentido, você fez bem mesmo ao começar pelas Crônicas.

      Bom saber que você também gostou dos livros e gostou da resenha! Eu sou muito fã das Crônicas e indico pra todo mundo a leitura – é o tipo de livro que dá gosto de escrever sobre e recomendar!
      Muito obrigada!

  7. Como literatura As Brumas de Avalon é bem superior…a opinião da autora foi passional, esta apegada ao que conheceu primeiro, mas fazendo um esforço da pra se ver qual tem mais qualidade no enredo, na construção dos personagens, na voz narrativa e ambientação.

    1. Olá Diego!
      Este não é um blog de literatura, um blog especializado. Portanto, o que eu divido aqui são experiências de leitura. E, nesse caso, as Crônicas me proporcionaram uma experiência superior as Brumas, e eu não vejo porque esconder isso, já que o objetivo é dividir uma opinião.
      E não é um apego ao que li por primeiro, já que conheci as Brumas de Avalon muito antes do trabalho de Bernard Cornwell. Eu li os dois primeiros livros das Brumas na adolescência, não gostei e abandonei a série. Só depois de ter lido as Crônicas é que eu fiquei curiosa pelo tema e resolvi reler as Brumas – e assim sim, me apeguei e li tudo.
      Entendo o seu ponto de vista e também os seus critérios, mas não concordo. Mesmo “fazendo um esforço”, eu não consigo encontrar tamanha superioridade no trabalho de Bradley.
      De qualquer forma, obrigada pelo comentário. Acho que esse tipo de discussão sempre agrega e é muito interessante conhecer a opinião dos outros.

  8. Olá Monique, cheguei ao sei blog por acaso e gostei muito dessa comparação, até por que sou um grande fã do Rei Artur (de todas suas obras) e li as duas séries que vc comparou. Também prefiro a do Bernand Cornwell pq aprecio as batalhas e, políticas e estratégias que ele coloca tão bem, mas a leitura de Brumas também vale pra quem é fã. Outra série muito bacana: O Primeiro e Eterno Rei de T.H. White.

    1. Olá Andarilho =P
      Opa, bom saber que você gostou da comparação que fiz!
      Pra quem é fã do tema, com certeza toda leitura é válida! Eu curti ter lido as Brumas e agora vou atrás desse livro que você falou, que eu nunca ouvi falar mas fiquei curiosa…
      Abraços!

  9. Sou apaixonada pelas Brumas e ainda estou lendo as Crônicas. E depois do primeiro susto com os livros do Bernard: “Que absurdo, Arthur não é rei e Meu Deus, Morgana não é uma sacerdotisa maravilhosa” eu to amando viajar com Derfel e saber das batalhas e jogos políticos. Eu ainda acho a Guinevere chata pra caralho e tô adorando conhecer Nimue.
    E pra quem mora no Nordeste, arenga é uma palavra super comum!
    Um beijo e obrigada pelo paralelo entre as duas versões

    1. Obrigada pelo comentário Dri!

      Sim, dá um susto mesmo, mas logo logo a gente começa a curtir essa nova ~organização e as surpresas que ela pode trazer! E que surpresas!!!!
      Guinevere é polêmica sempre! hauahuah

      Eita, quando eu for pro Nordeste vou usar mt “arengar”!
      Bjos e boa leitura!

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