Alemanha: Baden Baden

Segunda feira, dia 22, foi feriado aqui e a gente teve um final de semana prolongado. Quando a gente ficou sabendo desse feriado decidimos que era uma oportunidade única pra viajar sem gastar dias de férias, e resolvemos pesquisar os destinos. As passagens aéreas estavam caríssimas e, num momento de bobeira, resolvi conferir as passagens de trem. Encontrei vários destinos com desconto, mas o mais em conta era Baden Baden, na Alemanha. Não parecia muito promissor, mas então olhamos no mapa e vimos que Baden Baden fica pertinho de Strasbourg, na França, e decidimos que seria esse mesmo nosso destino no feriado.

A capital do verão europeu durante a “belle époque”, ponto de encontro de milionários e beldades, Baden-Baden é conhecida hoje mundialmente como cidade balneária com uma excelente reputação medicinal e destino cultural. Com suas festas pomposas e uma elegância sem igual, Baden-Baden tornou-se sinônimo de exclusividade, nobreza e estilo de vida luxuoso. Seja saúde ou cultura: Baden-Baden oferece de tudo sempre o melhor. Germany Travel

Luxo, nobreza, elegância? É nóis manolo.

A primeira coisa ~chata a relatar é que existe muito pouca informação a respeito de Baden Baden: alguns posts, muitos elogios, algumas fotos… mas pouca informação prática. Tentei baixar aplicativos estilo city guide e só encontrei dois gratuitos: um pior que o outro. Então a gente foi na cara e na coragem mesmo.

Saímos de Morges às 7h41 e chegamos em Baden Baden às 12h30 (ficamos 1 hora em Basel, tempo suficiente pra fazer um passeio rápido). A primeira informação importante: a estação de Baden Baden fica longe, MUITO LONGE, do centro da cidade. Lá na estação tem um mapa confuso que mostra o centro da cidade, mas não mostra a estação de trem (erro feio, erro rude), então nós saímos caminhando em direção ao centro. Nós caminhamos 40 minutos num calor do cão até chegar num ponto de Informações Turísticas, pra descobrir que tínhamos feito só metade do caminho até o centro. A senhora do ponto de informação foi super simpática e atenciosa, nos ensinou como pegar o ônibus pra chegar no centro da cidade e nos deu um mapa com as principais atrações.

Portanto, chegando na estação pegue o ônibus 201 em direção ao centro e desça na Leopoldsplatz. Nós gastamos € 9,50 em uma espécie de passe familiar que, segundo a senhora das informações, era mais barato que comprar passes individuais.

Na falta de um bom aplicativo, essa foto pode ajudar

Ok, chegando na Leopoldsplatz você realmente está perto de todos os pontos turísticos mais importantes da cidade. O primeiro que você enxerga é o Trinkhalle, uma construção de 1839-42, com pilares de Corinto e 14 murais, que é utilizado atualmente como ponto de informações, ticket center e café. No sábado estava acontecendo uma feirinha de antiguidades no Trinkhalle.

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2014-09-20 13.41.34 2014-09-20 13.57.18 feirinha

Logo do lado do Trinkhalle tem o Cassino Kurhaus, considerado o cassino mais bonito do mundo (!). Nós paramos ali fazer um lanchinho, e eu fiz amizade com uma pombinha muito atrevida que comeu meu pão e não tirou o olho do meu cookie.

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Seguindo depois do cassino, tem 4 atrações turísticas uma ao lado da outra: Teatro, o Museu de Artes e Tecnologia do século XIX, a Staatliche Kunsthalle e o Museu Frieder Burda. Nós estávamos dentro do museu Frieder Burda, prontos pra pagar e visitar, quando o Henrique se interessou pela descrição do Museu de Artes e Tecnologia do século XIX – “Devotado as poderosas conexões entre a arte e a tecnologia no século XIX” (que tem tudo a ver com o trabalho dele), então a gente foi pra lá. Pagamos € 5 cada um e digo: que decepção. O museu pode até ser bem legal, mas a gente não entendeu simplesmente nada porque as descrições e explicações estão unicamente em alemão. Nenhuma palavrinha em inglês, nem em francês. É um museu pequeno, cheio de fotografias e algumas poucas maquetes, o que já caracteriza como meio ~sem graça, e sem entender nada então, foi uma tristeza.

2014-09-20 14.33.18Teatro: Construído entre 1860-62, no estilo da ópera de Paris (barroco tardio)

2014-09-20 15.07.11Museu de artes e tecnologia do século XIX

2014-09-20 14.36.28Staatliche Kunsthalle: Galeria de arte

2014-09-20 14.36.34Frieder Burda: Museu de arte moderna e contemporânea

Resolvemos não descer até o Rosengarten e até a Igreja Russa pois não sabíamos quanto tempo precisaríamos para o resto do passeio (e no final das contas teria dado tempo sim). Seguimos então em direção ao Museu Fabergé, passando pelo centro da cidade, que estava fervilhando de gente.

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Chegando no Museu Fabergé, eu quase cai dura pra trás dando cambalhota quando eu vi que custava € 15 por pessoa pra entrar. Eu realmente queria conhecer o museu e eu sei que tem que manter tudo e tals, mas 15 euros por pessoa é um desestímulo sabe? Eu fico pensando no custo do Louvre (€ 16 para ter acesso a tudo), no custo do MET (que você pode entrar pagando $1, se quiser), e me dói pagar 15 euros num museu minúsculo.

HasenColeção do museu Fabergé

Saímos do Fabergé Fail e seguimos em direção ao Caracalla Spa, o complexo de águas termais e saunas. Passamos pelo Friedrichsbad, uma área histórica com banhos romanos e irlandeses, onde visitamos as ruínas de um banho romano com mais de 2000 anos (€ 2,50 cada um e não pode bater foto).

IMG_6504Caracalla Spa

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Friedrichsbad

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Ao lado do Friedrichsbad tem uma escadaria que dá acesso à Stiftskirche, onde nós tivemos um momento de puro enbasbacamento com o sol batendo nos vitrais da Igreja.

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Ali da Stiftskirche é possível ver o Neues Schloss, a antiga residência do Marquês de Baden, e que agora é uma residência privada.

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Seguimos de volta para o centro da cidade, onde eu visitei a DM Drogerie e fiz a louca das compras. Gente, que farmácia barata! Produtos muito legais (eu foquei nos produtos da farmácia: P2, Ebelin, Balea) embalagens boas e preços ótimos. Assim, batom por 2 euros é tipo pura alegria! Dá até pra comprar uns mais diferentões que se depois não gostar o investimento não foi alto.

Nessa hora a cidade estava começando a “murchar”. O comércio começou a fechar e os turistas sumiram das ruas. Nós caminhamos até o Festspielhaus e descobrimos que era noite de evento, pois não parava de chegar gente bonita e bem vestida por lá – e excêntrica também, porque rico curte essas coisas. Sentamos um pouco num parque ali do lado do Festspielhaus pra descansar.

IMG_6567Festspielhaus2º maior ópera de toda a Europa, aberto em 1998

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Ainda tínhamos tempo na cidade, mas resolvemos não arriscar ir até o Merkur Bergbahn (funicular) porque não sabíamos o horário de funcionamento e, muito menos, quanto demoraríamos pra fazer esse passeio (nos folhetos turísticos que ganhamos no Ponto de Informações o funicular não é nem citado). Mas de alguns pontos da cidade conseguimos enxergar o ponto final do funicular.

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Do parque ao lado do Festspielhaus nós voltamos pro centro, compramos um sorvete, caminhamos a esmo mais um pouco e voltamos pra estação, onde ficamos um tempinho esperando o nosso trem. Pra voltar pra estação é bem simples, é só pegar o 201 na direção Banhof (é bem fácil achar as paradas).

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A cidade é bem turística e, mesmo assim, não me pareceu exatamente preparada para os turistas. Começamos com o mapa zoado na estação, o museu sem uma única palavra em inglês, o ponto de informações turísticas no Trinkhalle que era só um estande com alguns folhetos… então essa parte de “acolhimento e infra estrutura” deixou a desejar.

Acho que é um destino ótimo pra quem quer aproveitar as águas termais. Pra fazer esse turismo rápido que fizemos, eu diria que uma tarde é mais do que suficiente pra conhecer tudo. Nos arrependemos de ficar 7 horas na cidade: poderíamos ter ficado mais em Basel, ou então ter chego em Strasbourg mais cedo. Mas de qualquer forma, foi um passeio muito bacana, num lugar bem lindo e com um clima bem diferente das outras cidades que já visitamos.

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