Espanha: Barcelona

No final de outubro o Henrique teve um congresso em Barcelona e nós aproveitamos essa oportunidade pra conhecer a cidade. Nunca tínhamos ido pra Espanha, então não dava pra perder. Saímos de Genebra na quarta feira a noite, dia 22, e tava um frio do cão aqui na Suíça. Chegando em Barcelona o clima já estava muito mais agradável. Pegamos um ônibus comum no aeroporto pra chegar até na praça Espanya (€ 2,15) e, de lá, pegamos o metrô pra chegar no nosso hotel (estação Llacuna). Comemos qualquer coisa no hotel e caímos podres.

Quinta feira

Na quinta feira o Henrique foi para o congresso e eu fui explorar a cidade. Eu resolvi deixar os programas turísticos pra fazer com ele, e tirei a quinta feira pra explorar o comércio. Escolhi a região da Praça Catalunya, um pouco pra cima, pra baixo, pros lados… e foi super diver. Aproveitei pra entrar na Zara (nas milhões de), na Mango, na Sephora, no El Corte Inglés… Nesse meu passeio eu acabei encontrando lojas diferentes e super interessantes, e também acabei encontrando alguns pontos turísticos meio sem querer.

La Rambla é uma rua com um corredor central pra pedestres e cheio de banquinhas de coisas, que vai desde a Praça Catalunya até o monumento do Colombo. Num primeiro momento eu aproveitei pra entrar nas ruas laterais e explorar o El Raval, mas depois eu fiz todo o caminho até o Colombo (e esqueci de bater foto do monumento).

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La Rambla

 

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El Raval

La Boqueria é o mercado municipal mais famoso de Barcelona, construído em 1840. Eu encontrei graças ao acúmulo de turistas e aproveitei pra tomar meu café da manhã: um copo com pedaços de frutas. Aliás, o mercado é lotado de banquinhas de frutas e sucos.

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Meu ponto de partida, a Praça Catalunya, é a mais central das praças de Barcelona – e de onde partem ruas famosas, como La Rambla, Rambla da Catalunya, Passeig de Gracia… Aproveitei pra usar a internet da Apple Store (eu e a torcida do Flamengo), já que a do hotel era terrível. Aliás, a maioria das lojas que fui ficam ali bem pertinho da praça.

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Fotos feitas no último andar do El Corte Inglés

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Também conhecida como La Pedrera, a casa Milà é um edifício do arquiteto Antoni Gaudí construído entre 1905 e 1907 no Passeig de Gracia. Pro nosso azar, acredito que o edifício esteja passando por alguma restauração, e está com quase toda a fachada coberta. Consegui fazer uma foto no cantinho.

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A casa Batlló também é uma obra de Gaudí e, assim como a Casa Milá, é Patrimônio da Unesco. Também fica no Passeig de Gracia, só que mais perto da Praça Catalunya.

batlloDepois eu ainda caminhei até o Colombo, me perdi um pouco pra encontrar o metrô Barceloneta, e acabei voltando pro hotel perto das 16h, com uma dor de cabeça inimaginável. Ao contrário do que dizem, eu não me senti insegura em Barcelona. Fiz todo esse passeio a pé sozinha na maior tranquilidade – e claro, super colada na minha bolsa e sem dar bobeira (mas isso é regra pra qualquer lugar do mundo).

Saímos pra jantar perto das 20h, em um lugar bem pertinho do hotel, chamado 100 Montaditos. Pegamos essa dica no TripAdvisor e, chegando lá, não botamos muito fé no cardápio ultra barato e fizemos um pedido enorme (pensando que as porções eram minúsculas). Gastamos 16 euros entre comida e bebida e, ao contrário do que a gente imaginava, as porções eram super dignas e acabou sobrando comida!

100montaditos

Sexta Feira

Na sexta acordamos cedinho e começamos o nosso roteiro turístico. Começamos pelo castelo de Montjuic, e chegamos lá de teleférico. É ok, é interessante, mas achamos que o teleférico não vale o preço (€ 7). Pegue o ônibus 150 na praça Espanya e ele te deixa lá em cima por muito menos.

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O Castelo de Montjuic é uma fortaleza militar a cerca de 170m de altura. Nós pagamos para entrar (€ 5), mas o castelo não tem nada de muito impressionante. O que vale mesmo é a paisagem lá de cima, que é realmente muito bacana.

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Na região de Montjuic também passamos conhecer parte das instalações da Olimpíada de 1992 (descemos a pé a partir do Castelo). Nessa parte encontramos muitos turistas e, inclusive, algumas partes fechadas por causa de um show da Lady Gaga (e fãs acampados na frente dos portões).

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Passamos também pelo Museu Nacional de Arte da Catalunha, e descobrimos que ele é gratuito no sábado depois das 15 horas. Então ficamos com essa carta na manga, já que o museu é super perto da praça Espanya, o ponto de partida do bus pro aeroporto.

Passamos pela Fundação Miró, mas só pra espiar mesmo. Nessa viagem nós não estávamos super no clima de museus, e os altos preços dos ingressos contribuíram pra isso.

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Achei que gastaríamos muito tempo em Montjuic, mas acabou sendo um passeio tranquilo e meio rápido. Saímos de lá e fomos em direção ao Park Guell: que fica meio longe e meio isolado do resto dos pontos turísticos. Partindo da estação do metrô você tem que subir uma lomba – mas pense numa lombaaaa! Tem até umas partes com escada rolante pra ajudar!

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O Park Guell é um parque urbano concebido por Antoni Gaudí por encomenda do empresário Eusebi Guell. Foi construído entre 1900 e 1914, e em 1984 classificado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

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Sempre procurando por ela…

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Chegando lá em cima da lomba você entra por uma ponta do parque, e nós fomos caminhando, super tranquilamente. Só quando a gente atravessou o parque todo é que descobrimos que tem uma parte do parque – a parte mais famosa – que é paga. Dá pra acreditar que eu fiz uma pesquisa sobre a cidade, lendo blogs e sites de viagem, e que eu não li essa informação em nenhum lugar? Quando fomos comprar os bilhetes pra entrar (€ 7), descobrimos que só tinha bilhete pra dali 2h30. Desistimos. Se o parque ficasse perto de outros pontos turísticos e não tivesse uma lomba dos infernos pra subir, até dava pra pensar em comprar, fazer outra coisa e voltar. Acabamos passeando só na parte gratuita mesmo, e deixamos a parte paga pra uma próxima (compre com antecedência pela internet!)

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A parte paga

Do Park Guell nós fomos pra Praça Catalunya, onde eu fui mostrar pro Henrique algumas das coisas que eu tinha visto no dia anterior. Compramos um sorvete na Amorino na La Rambla e começamos a procurar a Catedral de Barcelona.

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Nessa hora a gente fez um pequeno passeio pelo bairro gótico, e eu adorei. Até me arrependi de não ter gasto meu dia livre por ali, porque tem muitas lojas também.

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Erramos total o caminho pra Catedral e fomos parar na Santa Maria del Pi (século XIV, gótico catalão), onde estava acontecendo um concurso de corais. Aproveitamos o erro pra assistir a apresentação de um coral de Portugal, e foi divino – coisa de profissional mesmo.

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Ali perto da Santa Maria del Pi nós encontramos a sorveteria Manna. Nós pegamos essa dica no TripAdvisor, e foi realmente sensacional (até esquecemos o Amorino). O lugar é super fofo, o atendimento é ótimo, é mais barato, você pode provar todos os sabores antes de escolher: é mágico!

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E tem sorvete de arroz doce!

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Saindo dali a gente endireitou a rota e finalmente chegamos na Catedral de Barcelona -que é maravilhosa!

A Catedral de la Santa Cruz y Santa Eulalia foi construída durante os séculos XIII a XV, sobre uma igreja românica que, por sua vez, foi construída sobre uma basílica visigoda que, por sua vez, foi construída sobre uma basílica paleocristã.

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Nosso dia acabou, mais uma vez, no 100 Montaditos. Dessa vez aprendemos a lição e pedimos menos comida, e foi super gostoso também. Depois de jantar, pegamos nossa mochila e trocamos de hotel (sempre em busca dos melhores preços). Fomos pra um albergue chamado TwentyTu, que fica meio perto da Torre Agbar.

Sábado

No sábado de manhã acordamos cedinho e fomos pra Sagrada Família, seguindo as dicas do TripAdvisor. Mesmo chegando cedo encontramos uma fila gigantesca e venda de bilhetes com entrada pras 13h, somente. Compramos mesmo assim, e fomos fazer uma hora na praia de Barceloneta e arredores, até as 13h.

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Passamos na Igreja Santa Maria del Mar (século XIV, gótico catalão), e depois seguimos para o parque da Ciutadela e para o Arco do Triunfo de Barcelona (construído em 1888, para a Exposição Universal de Barcelona).

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Parque Ciutadela
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Arco do Triunfo
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Castelo dos três Dragões

Depois, resolvemos voltar no Manna e pegar mais um sorvete, no caminho para o metrô. Chegamos na Sagrada Família uns minutinhos antes da nossa hora, mas entramos sem problemas. Vou falar da Sagrada Família em um post separado, porque são muitas fotos e eu não sou capaz de selecionar poucas.

Depois da Sagrada Família nós almoçamos e voltamos pro hostel buscar nossas mochilas. No caminho, na parada de metrô Glories, tem uma espécie de camelódromo, uma coisa muito louca (muita coisa barata, misturada com coisa velha, com coisa bacana e cara: uma loucura), e a gente passeou ali por uns minutos.

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Torre Agbar

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Com as mochilas, fomos em direção a praça Espanya. Como ainda tínhamos tempo, nós fomos conhecer o Museu Nacional de Arte da Catalunya. Não vou mentir, a gente tava super cansado e o passeio lá dentro foi rapidíssimo.

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Alphonse Mucha
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Chat Noir 😉

museu5 museu6Da praça Espanya pegamos o ônibus pra voltar pro aeroporto, e pegamos um voo Barcelona-Zurique, e outro voo Zurique-Genebra (era mais barato que pegar direto). O voo Zurique-Genebra é tão curtinho q o avião mal sobe e já está descendo…

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Praça Espanya
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Praça Espanya

Chegamos em casa no sábado a noite, e foi maravilhoso poder descansar no domingo. Uma das coisas chatas dessas viagens de finde é que voltamos no domingo a noite podres, mas na segunda a rotina volta ao normal – e parece que a semana inteira fica escolhambada. Não escolhemos voltar antes exatamente por isso (foi pelo preço mesmo), mas acabou sendo uma ótima ideia.

Alguns destaques desses 3 dias:

– Foram dias bem quentes e a gente não estava esperando tanto.

– A cidade estava super cheia de turistas. Não a ponto de incomodar, como em NY, mas a ponto de estragar alguns passeios.

– O catalão é a língua mais doida que eu já vi na vida. Ele parece uma mistura de várias outras línguas sendo faladas de um jeito meio errado (sei lá, me identifiquei…).

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– Eu achei os preços das atrações bem acima da média. Dá uma olhada nessa imagem que eu fiz pro E aí, Beleza? com os preços das principais atrações de Barcelona (preços para adultos).

Barcelona

* aliás, entra lá no E aí, Beleza? que eu fiz um post sobre como economizar em viagens.

– Eu nem consegui gastar meu portunhol porque a maioria dos atendentes falava em inglês mesmo.

– Tinha muito brasileiro – muito mesmo.

– As pessoas gritam pra caramba, é meio estranho – é tipo alegria, só que muita sabe?

– A cidade estava cheia de moscas brabas e abusadas.

– Eu adorei o bairro gótico e queria ter passado mais tempo lá (fica a dica: é um ótimo local de compras também).

– O metrô é super tranquilo de usar. Encontrei até um senhor cantando Ai se eu te pego pra recolher umas moedinhas (aliás, o repertório era variadíssimo: depois de Michel Teló veio Bee Gees).

– Seja esperto: compre as entradas pra Sagrada Família e Park Guell pela internet, com antecedência.

– Aproveite pra passar na Zara e Mango – os preços são realmente melhores do que no resto da Europa. E fique de olho numa loja chamada Stradivarius: o foco é mais adolescente, mas tem bastante coisas legais e baratinhas.

– E aproveite pra comer bem e beber muita sangria!

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1 Comentário

  1. Gostei muito da sua postagem, me abriu a mente para novas ideias. Espero voltar mais vezes e desde já agradeço por compartilhar ideias que somam, isso é apologia ao conhecimento e a um mundo melhor.

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