Bélgica: Bruges

Como expliquei no post anterior, esse mês eu to completamente ocupada e sem tempo pra escrever post novos. Então até o final do mês eu vou ficar revivendo posts lá do blogger – e em algum momento em teria que fazer isso mesmo, então melhor que seja agora.

Em maio do ano passado viajamos para a Bélgica, e no nosso segundo dia lá pegamos um trem bem cedinho pra conhecer a cidade de Bruges, uma cidadezinha medieval considerada a “Veneza do Norte”. Chegamos na cidade bem cedo e o tempo estava horrível. Andamos pela cidade meio sem rumo e a cidade estava deserta.

Pra nossa sorte, lá pelo meio da manhã saiu um solzinho – dá pra perceber pelas fotos a diferença. E, de repente, a cidade foi invadida por turistas. O centro histórico de Bruges é Patrimônio da Humanidade desde 2000, então arrisco dizer que é a cidade mais visitada da Bélgica.

Assim como em Namur e em Dinant, em Bruges nós não tínhamos roteiro, nem mapa. A gente foi simplesmente andando, olhando, entrando onde dava pra entrar. Pense numa cidade pequena com muita coisa bacana – e você vai andando e aproveitando, de boas. Foi um passeio bem tranquilo, sem preocupação com “tem que ver” – e por isso tem algumas fotos que eu não lembro onde foram tiradas, alguns lugares que entramos e eu não lembro o que eram. Acontece gente.

Por isso eu vou tentar focar no que foi mais interessante. Esses são os pontos que você pode procurar e que vão valer a visita, os outros locais você pode fazer que a nem a gente, vai andando tranquilamente e aproveitando a paisagem – afinal de contas, tem turismo melhor que esse?

Torre de Bruges

Passamos 20 minutos antes de abrir e não tinha ninguém. Voltamos 20 minutos depois que abriu e tivemos que enfrentar fila. Eu já contei que as pessoas aparecem do nada nessa cidade?

A mais importante torre da cidade fica no Grote Markt, o mercado da cidade, tem 83 metros e 366 degraus. Lá em cima você encontra um carrilhão de 47 sinos que tocam 27 sons diferentes. Essa torre faz parte de um conjunto de 56 torres semelhantes tombadas pela Unesco como Patrimônio Histórico da Humanidade – na bilheteria você pode ver as imagens e a localização das outras torres.

O esquema pra subir é um pouco tenso, porque em certos momentos a escada é super estreita, então ou sobe-ou desce. Mas não tem ninguém cuidando/controlando, então a gente tem que se encolher e fazer malabarismos quando encontra alguém vindo na direção contrária.

A vista lá de cima é ótima!

Grote Markt

Praça Burg

Basílica do Sangue Sagrado

Originalmente construída no século XII e promovida a Basílica em 1923, nesta Igreja está o famoso relicário que – dizem – contém o sangue de Cristo, colhido por José de Arimatéia. A entrada para a Basílica fica em um canto da praça Burg, e é preciso subir uma escadaria para chegar an Basílica.

Existem horários específicos do dia para a adoração da Relíquia, e chegamos quando estavam fechando as portas. Eu fiz cara de decepção (pra vida mesmo), a moça que estava fechando as portas viu e deixou a gente entrar. Lá dentro, as pessoas fazem fila para subir e ficar bem pertinho do relicário. Não pagamos pra ver o relicário, mas deixamos uma contribuição simbólica.

Aqui dá pra ver a fila e o padre que fica cuidando do relicário

Catedral de São Salvador

É a principal igreja da cidade, e chegamos nela enquanto estávamos vagando por uma rua de comércio. Passou a ser catedral em 1830, quando a catedral de São Donato foi demolida pelos franceses.

Outra Igreja muito importante na cidade é a Nossa Senhora de Bruges. Fomos até lá mas não entramos, estava bastante tumultuado e um pouco confuso (parecia uma reforma), então desistimos.

Moinhos

Enquanto nada abria na cidade, caminhamos muito embaixo da chuva e chegamos nos quatro moinhos que marcam o ponto em que as muralhas exteriores da cidade foram construídas.

Minnewater

Esse a gente passou sem querer, porque erramos um pouco a direção na hora de voltar pra estação de trem. E acabamos passando pelo lago do amor <3

Fotos aleatórias do resto do passeio

Nós não passeamos pelos canais, mas isso porque não queríamos passar o dia todo em Bruges, e também porque não estávamos com paciência pras filas absurdas que surgiram de repente. Também optamos por não entrar em nenhum museu, senão não conseguiríamos fazer todos os passeios programados para Bruxelas.

Antes
Depois

O Waffle que encheu meu casaco de açúcar

A cidade é linda e é um passeio “top” pra se fazer na Bélgica. Com certeza é um destino muito especial, mas é legal ter em mente que é uma cidade muito turística, então vai ter um movimento do cão.

Nós chegamos em Bruges perto das 8h da manhã e ficamos até o início da tarde, tipo 14h (a passagem Bruxelas-Bruges, ida e volta para duas pessoas custou cerca de 30 euros). Foi tempo suficiente pra fazer um passeio agradável e conhecer os pontos turísticos, mas acredito que vale a pena reservar, no mínimo, 1 dia inteiro pra esse passeio. Como comentei lá no início, é uma cidade agradável pra caminhar, descobrir as coisas com calma, apreciar a vista – e ter um tempinho extra pra lidar com as filas.

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