Copenhagen: impressões

No início de outubro mês fomos a Copenhagen – Copenhague – Copenhaga – vocês entenderam. Eu sempre tive vontade de conhecer a Dinamarca (e a Suécia, a Noruega, a Finlândia – difícil é saber o que eu não quero conhecer) mas não tínhamos planos pra fazer essa viagem muito cedo. Só que lá em agosto ainda, quando fomos pesquisar um destino pro feriado de 22 de setembro (que fomos pra Baden Baden e Strasbourg) encontramos passagens pra Copenhagen com um preço realmente muito bom. É hora!

Saímos de Genebra na sexta a noite (03/10) e foi a primeira vez que viajamos com a Swiss. Apesar do atraso, a experiência foi super agradável (tem até lanche e chocolate a bordo, o que hoje em dia é raridade né). Chegando no aeroporto de Copenhagen pegamos um trem lotado até a estação central da cidade, e dali caminhamos até o nosso hotel.

Hospedagem

Nos hospedamos no hotel Wake Up Copenhagen, que fica perto da estação central em um região um pouco deserta. O quarto era pequeno porém funcional, estava tudo muito limpinho, o atendimento também foi muito bom, e tem armários com chave pra deixar os pertences depois do check-out – não temos queixas.

A questão interessante a destacar aqui é o preço. Nós pagamos por esse hotel mais ou menos o dobro do que costumamos pagar por hotéis em outras cidades da Europa – em Bruxelas já ficamos até num 5 estrelas com um valor similar.

Alimentação

No sábado a gente acabou comendo fast food mesmo, e achamos o preço bem ok com relação ao preço suíço. E no domingo nós experimentamos um sanduíche aberto, o smørrebrød, que é uma comida típica. Eu estava esperando algo um pouco mais literal, mas acabou sendo uma refeição bem gostosa – gastamos cerca de 35 euros para duas pessoas e comemos super bem. Desistimos de comer perto do Nyhavn, onde todos os restaurantes estavam sempre lotados, e escolhemos um restaurante qualquer pelo caminho.

smorrebrod

Transporte

Nós utilizamos o transporte somente pra ir do aeroporto pra estação central e depois voltar pro aeroporto. O bilhete é barato e é fácil entender como tudo funciona. Na hora de conhecer os pontos turísticos a gente fez tudo a pé tranquilamente – é uma cidade onde os pontos turísticos são próximos uns dos outros, e é tranquilo ir caminhando e vendo tudo.

Ciclistas

É impressionante a quantidade de gente andando de bicicleta em Copenhagen! E, ao contrário de Amsterdam – que é um inferno e toda hora você pode ser atropelado por um ciclista – em Copenhagen os ciclistas são educadíssimos e as ciclovias tem suas próprias sinaleiras e regras. É surpreendente ver como tudo funciona direitinho.

Língua

Não vou negar que eu me senti um pouco desconfortável ouvindo um idioma completamente novo, que eu não tenho noção de nadica de nada. Apesar disso, a maioria das pessoas fala inglês e fala super bem, então não tivemos nenhum tipo de problema de comunicação.

Dinheiro

A Dinamarca faz parte da União Européia mas não adotou o Euro como moeda. A moeda lá é a Coroa Dinamarquesa = dkk. 1 coroa corresponde a 16 centavos de franco e a 42 centavos de real. Uma continha meio chata de fazer…

Aliás, depois de conhecer a Dinamarca a história do “centavo furado” passou a fazer todo sentido…

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Preços

Quando comentamos com os amigos suíços que iríamos pra Copenhagen eles nos alertaram sobre os altos preços. E quando um suíço te diz que um país é caro, veja bem, é pra ficar alerta. Num geral, achamos que os preços são bem similares aos preços suíços. Uma coisa que eu achei super cara é a água: pagamos o equivalente a 3 francos em garrafinhas de 500 ml – coisa que na Suíça nós pagaríamos cerca de 70 centavos de franco (mentira, a gente encheria na torneira do banheiro). Naquelas: algumas coisas mais caras, outras mais baratas. Claro que, acostumados que estamos a viajar e gastar pouco, nós achamos essa viagem quase uma “extravagância”.

Mesmo com essa história de país caríssimo, Copenhagen foi a cidade onde achamos mais agradável gastar o nosso tempo no comércio e que mais compramos coisas. Isso porque encontramos alguns lojas muito legais com preços muito bons e elas não estavam entulhadas de gente – estou considerando a possibilidade de fazer um post específico com essas dicas.

Vikings

Antes de viajar eu estava animadíssima com a possibilidade de ver muitas coisas relacionadas a cultura viking. O momento mais viking de toda a minha viagem aconteceu no sábado a noite, em frente a tv: reprise da season finale da 2º temporada de Vikings =P

Brincadeiras a parte, o local mais interessante foi o Museu Nacional, que documenta toda a história do país desde a pré história, e claro, passando também pelo período viking. No entanto, a exposição Viking, que eu queria muito ver, foi uma exposição temporária e que, infelizmente, já acabou. Pesquisei outras opções de roteiros temáticos, e todos levavam para cidades próxima. Então decidimos que era melhor aproveitar Copenhagen e deixamos o turismo “viking” pra uma próxima viagem.

Sujeira

Meio triste comentar isso aqui, mas passamos por algumas ruas e praças muito sujas, estilo manhã pós carnaval. Isso não tirou a beleza da cidade, mas com certeza foi algo que eu não esperava encontrar.

Rasmus Klump

Além dos Vikings, eu também estava muito animada para conhecer o país do Petzi. Rasmus Klump  é uma série de quadrinhos criada em 1951 por um casal dinamarquês e traduzido pra diversas línguas – Petzi, no Brasil. A série conta as aventuras de um ursinho e dos seus amigos viajando pelo mundo a bordo do Mary (Petzi no Pólo Norte, Petzi no Egito…). Preciso dizer que Petzi é simplesmente uma das minhas melhores memórias de infância! Eu infernizava meu irmão pra pegar emprestado na escola e ficava mandando bilhetinhos pra ele lembrar quais eu ainda não tinha lido. Enfim, reencontrei Petzi na Dinamarca e comprei vários mini gibis (em dinamarquês, mas quem se importa?) pra guardar de lembrança.

Amo as tartaruguinhas!
O Norte do Mundo

Copenhagen foi o lugar mais ao norte onde já colocamos nossos pézinhos e  – Jesus – que vento! De qualquer forma, a arquitetura lembrou bastante Amsterdam, e nos pareceu muito mais austera do que aqui. Aliás, foi até um pouco desolador sair de manhã cedinho e encontrar as ruas vazias, aquele vento encanado de fazer voar o chapéu, aquele laranja de tijolo…. Mas assim que as pessoas começaram a encher as ruas, literalmente, a cidade se transformou!

Enfim, foi uma viagem mara e super diferente. Aguardem que ainda essa semana eu vou postar os pontos turísticos que visitamos!

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