The Darkness

Acho que eu já comentei que não sou muito apegada com música. Acho que em algum momento da minha vida eu até fui, mas no final da faculdade eu acabei perdendo o hábito de ouvir música porque ela me desconcentra – e eu preciso de muita concentração pra trabalhar, porque eu sou o tipo de pessoa que gosta de trabalhar menos horas por dia e fazer essas horas renderem muito.

Então, eu nunca estou por dentro do que está rolando no mundo musical e dificilmente vou atrás de novos álbuns para ouvir. Com exceção do The Darkness, porque é minha banda favorita da vida – do mundo e do tempo espaço. Eu sei que não combina muito com o que eu já postei aqui sobre música, principalmente porque eu passei os últimos ~12 anos da minha vida ouvindo metal, mas The Darkness é completamente especial porque tem o poder de me deixar feliz em qualquer situação (e pode contar aí que já são uns 10 anos, mais ou menos, ouvindo a banda).

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Fonte: http://www.billboard.com/

Provalvelmente você já ouviu The Darkness, porque lá em 2003 (ai que dor) eles lançaram uma música chicletona chamada I Belive in a thing called Love, que foi parar até em novela da Globo (o mais triste é pensar que essa novela já passou no Vale a Pena ver de novo). A partir daí eu fiquei super curiosa e procurei ouvir o resto do cd – e nesse momento o amor se fez, ahuahauhauha. E desde então eu tenho esperado avidamente por novos cds e shows, e é por isso que resolvi fazer esse post hoje.

Isso tudo porque segunda feira eles liberaram a primeira música do novo álbum Last of our Kind que será lançado em 1º de junho. E esta primeira música, chamada Barbarian, fala do quê?

We are the sons of Ragnar!!!!!

Uma grande coincidência? Uma banda pegando carona num assunto que está bombando no momento? Eu não sei, só sei que achei demais e estou muito curiosa pra ouvir o álbum inteiro.

Vale lembrar que a história de Ragnar Lothbrok está sendo contada pela série Vikings, do History Channel, cuja terceira temporada estreou semana passada (já viram o episódio novo? muitas tretas) e será tema de uma série da BBC baseada nas Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell, que conta a história dos filhos do Ragnar e suas invasões à Inglaterra (mas do ponto de vista dos ingleses).

Não é muito incrível quando sua banda favorita faz uma música sobre uma das suas séries/livros favoritos? Todos os meus sonhos se tornariam verdade se eles tocassem no Paléo desse ano…

Ok, deixando de lado minha empolgação com a música nova, eu sou fã de todo o trabalho do The Darkness. Eu acompanhei o trabalho da banda com seus dois primeiros cds – Permission to land e One Way Ticket to Hell – e sofri com o ‘fim’ da banda, que durou mais ou menos uns 5 anos (sofri com a possibilidade de nunca ver um show deles). Até que em 2012 eles lançaram o Hot Cakes e eu tive a oportunidade de ver um mini show deles na abertura do show da Lady Gaga, em São Paulo (ambos os shows foram incríveis, só pra constar, mesmo que eu só soubesse cantar Alejandro Alejandro no show principal).

Como um mini show não foi suficiente, eu comecei a ficar de olho na turnê de divulgação do Hot Cakes e, por uma super coincidência feliz do destino, a turnê passou pela Suíça em março – bem na época da minha mudança. Estudando um pouco as coisas, percebemos que seria bem melhor e mais vantajoso assistir o show em Milão, e foi por isso que no meu primeiro final de semana morando aqui eu já fui viajar.

O show aconteceu em um local chamado Alcatraz e foi umas das experiências mais bacanas que já vivi. Não só pela banda, mas pela organização, pela civilidade, pela pontualidade, pela forma agradável como tudo se passou – e pelo passeio mara e cheio de panzerottis e gelatos em Milão.

Eu curto muito ficar na pista quando vou em shows, mas como não fui agraciada com o dom da altura, as vezes eu simplesmente não vejo nada. Nesse show ficamos no que chamaríamos de um mezanino, com uma vista privilegiada do palco, bem longe do tumulto e sem pagar nada a mais por isso. Ali no nosso ‘camarote’ aconteceu uma das coisas mais ‘loucas’ do show: nosso vizinho de grade saiu pra comprar uma cerveja e deixou seu casaco pra marcar o lugar. Ninguém roubou o lugar. Ninguém roubou o casaco. Primeiro mundo gente.

Nossa vista do camarote =P

A verdade é que não tenho muito o que dizer sobre o show. Pense que você tem a oportunidade de ver o show da sua banda favorita – é isso, não tem como ser ruim. Eu gosto demais das músicas, do estilo, de tudo! Justin usando sua roupinha de pirulito, cantando demais, várias músicas que eu gosto… sinceramente, foi tudo muito bom e záz!

Fazendo um positivo do dedão torto

Esse vídeo não é meu, porque os meus estão um pouquinho longe, mas serve pra ilustrar um pouco como é ao vivo. É a minha música favorita, versão show em Milão.

E vamos todos juntos esperar pelo novo cd!

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