De Zurique a Philadelphia

Apesar de achar que certos detalhes não agregam em nada, eu acho que vale comentar como foi a nossa experiência de ir pra Nova York partindo de Zurique. Nós moramos perto de Genebra, mas decidimos ir por Zurique porque era mais barato (mesmo tendo que pagar mais no trem pra chegar lá, ainda assim era mais barato). E fomos de Zurique pra Philadelphia (onde passamos um dia, antes de ir pra Nova York).

Pela primeira vez na vida a gente conseguiu se organizar e sair de casa tranquilamente, mesmo que as 5h10 da matina. Eu deixei tudo organizado na noite anterior, e nós pegamos o primeiro ônibus em direção a Gare. A situação era um pouco tensa porque eram muitas trocas, e todas com pouco tempo, mas no final das contas deu tudo certo.

Chegamos em Zurique e fomos direto pro check-in da US Airways. Quando entramos na fila com somente uma mala, um funcionário veio voando, mas assim, voaaando, e gritando com a gente em inglês: Vocês dois vão viajar? Respondemos que sim e ele perguntou de novo: vocês dois vão viajar? Respondemos que sim de novo e podemos prosseguir. A primeira comoção do dia: duas pessoas viajando com só uma mala é coisa de outro mundo.

Antes de chegar no balcão do check-in você para em um atendente para checagem de documentos. Uma senhora num mau humor do cão fez milhões de perguntas sobre quem fez nossas malas, se alguém mexeu nelas depois de fechadas, se mantemos as malas conosco durante todo o trajeto… e lá lá lá. Na hora de checar o visto veio a segunda comoção do dia: nós temos dois passaportes. Sim, porque o passaporte tem validade de 5 anos e depois você faz outro. No nosso caso, nosso visto pros EUA tá no passaporte velho, então pra viajar precisa dos dois. Funcionários de bobeira vieram espiar porque tínhamos dois passaportes e começaram a discutir o assunto, e tentar adivinhar de qual país era o passaporte. Desagradável.

Na hora do check-in, uma atendente ainda mais mal humorada do que a senhorinha dos documentos atendeu a gente. Tipo, grossa mesmo. Começou a implicar que o nome da reserva tava errado, mesmo a gente tendo um papel pra provar que tava certo. De novo implicou porque só tinha uma mala e tínhamos dois passaportes cada. Desagradável ao extremo.

giphy (3)Eu odeio o meu trabalho. PROXIMOOOO!

Saí do check-in pu** da vida com tanta grosseria. O que salvou o momento foi achar um supermercado Migros dentro do aeroporto de Zurique com os mesmos preços de todos os outros supermercados (sem o tradicional assalto do aeroporto) – e conseguimos tomar um café da manhã gostoso e barato.

Passamos pelo controle de passaportes e os atendentes foram muito educados e gentis. O que nos fez pensar que o problema não é Zurique, o problema é US Airways. Depois disso, você pega um trenzinho que leva até o portão de embarque. E no trenzinho tem uns sons tipicamente “suíços”, com vaquinhas mugindo e sinos – achei uma graça. Lembrou a Disney, ahauhauhauah.

Na hora do embarque (com voo atrasado), novamente fomos questionados sobre as nossas bagagens de mão, se ganhamos algo no aeroporto, compramos algo e blá blá blá. Entramos no avião e aí veio o choque de realidade: eu esperava um avião qualidade TAP* (já que a duração da viagem é quase a mesma que pro Brasil), e encontrei um avião velho, sem telinha no banco da frente pra assistir filme e com uma equipe de comissários de bordo com o mesmo mau humor dos atendentes do check-in. E que avião barulhento! Tipo tempestade em teto de zinco. Passei todo o voo com meu fone de ouvido, plugado a nada mesmo, só pra manter a sanidade mental – entre o barulho do avião e das milhões de crianças que tavam dentro dele, não sei o que era pior.

A refeição foi até ok (o que significa ruim como sempre), mas na hora do lanche eu tive que rir. Sanduíche e café. E a moça perguntava “queijo ou salame”, e no sanduíche de queijo só tinha queijo – e no de salame, só tinha salame. Pensa num pão seco e meio congelado com uma fatia de queijo dentro, era isso.

Chegando nos EUA nós passamos por aquela “inspeção”, onde o cara fez algumas perguntas sobre o que íamos fazer, onde ficaríamos e tals, onde moramos, o que fazemos na Suíça, tiramos impressões digitais e foto – tudo muito tranquilo, tudo muito educado, muito rápido. Pegamos nossa mala, saímos do aeroporto e começou a chover. Pegamos o trem pra ir pro “centro” da cidade, mas isso eu conto depois.

* Tem gente que reclama da TAP, mas sinceramente, eu não tenho nada do que reclamar. Muito melhor que US Airways, ganha de lavada.

De Zurique a Filadélfia, passando por Floripa, as mina na praia, os manos se agita….

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