França: 2 dias em Marselha

Nossos dias na Provence terminaram em um final de semana em Marselha – Marseille – a segunda maior cidade da França, que fica na costa do Mediterrâneo.

Nós chegamos em Marselha na sexta final da tarde e fomos direto pro hotel. Aliás, nós ficamos no IBIS Marseille Euroméditerranée e recomendamos muito. A região é ótima, tranquila, perto de uma parada de metrô (Joliette), perto de um shopping, perto do Vieux Port (mas rola uma caminhadinha)…

Nós só largamos nossas coisas no hotel e fomos passear no Shopping Les Terraces du Port, que fica a umas duas quadras do hotel. O shopping é grande e cheio de lojas legais (tem H&M, Uniqlo, Sephora, Decathlon, Monoprix, Kiko…) mas, infelizmente, não tem muitas opções baratas para comer. Tem um Subway, e foi ali que jantamos.

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A vista do terraço do shopping

Nosso turismo em Marselha foi um pouco diferente do que estamos acostumados a fazer, mas isso porque a gente já estava muito cansado. Resumindo, não deu pra conhecer muitas coisas, mas deu pra conhecer o principal e curtir a cidade – aliás, que final de semana de tempo lindo! Com muito vento, só pra ~variar, mas lindo!

No sábado de manhã nós começamos o dia no Centre Commercial Marseille Grand Littoral, fazendo umas comprinhas na Primark. Nós estávamos precisando de algumas coisas e curiosos pra conhecer a loja, então passamos a manhã lá. É meio chatinho chegar lá porque é bem longe, mas valeu a pena (provavelmente farei post sobre). Nesse dia a gente comprou um passe diário de metrô, pra poder usar a vontade (5,20 euros cada passe).

Perto do meio dia nós voltamos pro hotel e largamos as compras, e partimos para o turismo propriamente dito. Fomos primeiro em direção ao Vieux Port. No caminho nós passamos pelo MUCEM, o Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo (Musée des Civilisations de l’Europe et de la Méditerranée).

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MUCEM

Depois nós subimos no Fort San Jean, uma fortificação construída em 1660 por Luís XIV na entrada do porto. Hoje o forte faz parte do MUCEM, com exposição de coleções permanentes e temporárias do museu. Na hora de entrar lá foi meio confuso, então a gente só foi seguindo o fluxo. Em resumo, a gente não pagou pra entrar, mas ficamos andando só nas áreas comuns. Acredito que é preciso pagar somente para ver as exposições do MUCEM. A vista lá de cima é incrível para todos os lados, vale muito a subida.

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Vista do forte a partir do MUCEM

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Vista para o Vieux Port
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Vista para o Palais du Pharo
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Vista para o Fort St. Nicholas e para a Notre Dame de la Garde

Saindo do Fort St. Jean nós resolvemos ir até a Notre Dame de la Garde. Pegamos o ônibus 60 ali no Vieux Port mesmo e ele larga do ladinho da Igreja. É muito prático, então realmente não compensa fazer esse trajeto a pé. A Notre Dame de la Garde, conhecida também como La Bonne Mère, foi construída em estilo romano bizantino entre os anos de 1853 a 1864 (no lugar de outra capela de mesmo nome construída no século XIII). A Igreja fica na colina de la Garde, a uns 150 metros de altitude, e tem uma estátua de Nossa Senhora de 11,2 m. Nesse link tem um vídeo super legal da Igreja, feito com um drone.

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Enquanto estávamos lá em cima, em frente a Igreja, eu pude sentir como é estar no meio de um furacão. Pense num vento forte – agora triplica! Nós não conseguíamos segurar a câmera pra fazer fotos, nós não conseguíamos nem ficar parados! Eu tive que segurar o lenço, segurar o óculos, segurar o celular, me segurar, porque a sensação é que tudo ia sair voando! Foi engraçado demais!

Depois nós voltamos pro Vieux Port, novamente com o ônibus 60 e giramos um pouco ali na região de La Canebière (a avenida que vai do porto até a Église des Réformés) e passei no ponto de infos turísticas pra pegar um mapa da cidade. Feito isso, pegamos o metrô e voltamos pro Les Terraces du Port, para mais um pequeno passeio e para jantar.

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No domingo de manhã nós levantamos cedinho e fomos direto pro Vieux Port para fazer o passeio até o Château d’If – que era o que eu mais queria fazer. O Château d’If é uma fortificação construída entre 1527 e 1529 sobre uma pequena ilha do arquipélago de Frioul, para proteger a cidade de um ataque marítimo. O forte foi transformado em prisão a partir do século XVII e ficou famoso por seus prisioneiros, principalmente os ficcionais. Os mais famosos são Edmond Dantes e o Abade Faria, de O Conde de Monte Cristo, do escritor Alexandre Dumas. Eu li esse livro na adolescência e amei, então eu estava muito ansiosa para conhecer o château.

Mas a verdade é que o vento aquele finde não estava para brincadeira (diz a pessoa que quase voou), e os barcos não estavam parando em If. Mesmo assim, a gente fez o passeio até as ilhas Frioul, só pra poder ver o Châteu de pertinho. Mesmo sem parar em If o passeio de barco foi bem bacana e a gente se divertiu bastante.

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Saindo do porto

Na ida, estávamos nós muito aventureiros e destemidos na parte de cima do barco, segurando firme e achando tudo aquilo o máximo, quando veio uma baita onda e deu aquele banho na galera! Nós ficamos com o lado direito do corpo encharcado e resolvemos seguir o passeio do lado de dentro 😛

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Local do nosso primeiro banho no Mediterrâneo
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Olha a Notre Dame de la Garde lá loonge!
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Château d’If

Ao término do passeio de barco nós caminhamos em direção ao hotel devargarzinho, e passamos na Catedral de la Major no caminho. A Cathédrale de la Major, ou Cathédrale Sainte Marie Majeure, foi construída em estilo neo-bizantino entre 1852 e 1893, também no lugar de uma antiga catedral do século XII.

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Vista a partir do MUCEM

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Depois disso, nós passamos no Monoprix comprar sanduíches pro almoço, passamos no hotel pegar nossas mochilas e fomos pra Gare St. Charles, onde pegamos o TGV com direção a Genève.

Durante minha pesquisa preliminar eu li alguns comentários negativos sobre a cidade – e conversando com alguns conhecidos ouvi mais ainda. E, depois de ouvir isso e passar 5 dias do cão em Arles, eu cheguei em Marselha sem muitas expectativas.

E posso dizer que tive uma surpresa: eu gostei muito da cidade. É claro que a cidade é grande e, por isso, tem problemas de cidade grande –  mas eu achei muito tranquilo andar por lá. Além disso, eu achei a cidade linda e não me cansei de ficar admirando o mar ali nos arredores do Vieux Port. Na disputa entre Nice e Marselha eu gostei mais de Marselha, e o Henrique gostou mais de Nice (mas talvez eu tenha sido influenciada pelo finde de tempo lindo versus o temporal, eheheh).

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