Itália: 3 dias em Milão

Em março de 2013 fomos a Milão para assistir um show e aproveitamos para turistar um pouco também, claro. Antes da viagem eu fiz uma extensa pesquisa do que fazer por lá. Extensa e chata, porque as pessoas dizem que não tem nada pra se ver em Milão além da Duomo, e que Milão é uma cidade muito comercial e blá blá blá… Mas essas mesmas pessoas fazem posts com dicas de 400 lugares que você deve visitar em Milão.

Então, com muita paciência, eu anotei todos os pontos interessantes e criei roteiro que a gente fez em 3 dias e que vou dividir aqui com vocês.

Nós compramos passes de metrô ilimitados (de 48h e outro de 24h) para aproveitar tudo que a cidade oferece sem se preocupar com transporte.

Duomo e arredores

A Catedral de Milão, Duomo di Milano, teve sua construção iniciada em 1386 e foi finalizada em 1813, e é considerada umas das mais célebres edificações em estilo gótico da Europa. A fachada da Duomo é toda de mármore e, recentemente, a Duomo passou por uma restauração que durou 6 anos e consumiu cerca de 20 milhões de euros. Sem dar muita atenção a posição, já que cada link passa uma informação diferente, a Duomo está entre as 5 maiores igrejas cristãs do mundo.

E como essa Igreja é incrível! Mas vou deixar uma dica: fique muito atento enquanto estiver batendo fotos ali na frente. Existem pessoas, mal intencionadas obviamente, tentando vender umas pulseirinhas e amedrontando turistas.

Além de entrar na Duomo, você também pode subir nela. A entrada fica do lado da Igreja e pagamos 7 euros pra subir de escada (custa um pouquinho mais se quiser subir de elevador). Dá pra ficar tonto antes mesmo de ficar cansado.

O passeio lá em cima é demais! Tem muito espaço pra andar, muita coisa pra ver, e a gente realmente tem bastante liberdade. Existem os lugares que você pode ir, os lugares que você não pode ir, mas não tem funcionários controlando o fluxo ou limitando o seu tempo lá em cima. Dá pra passear tranquilo. São muitas esculturas e detalhes pra observar, além da vista da cidade.

Vista logo na saída da escadaria de subida, na lateral da Duomo

Vista da praça em frente a Duomo
Pessoas tomando um solzinho, bem em cima da Duomo

A entrada na Duomo é grátis, mas conseguimos fazer uma única foto antes que nos avisassem que para bater fotos era preciso pagar (confere isso?).

Nossa única foto!

Também é possível visitar o Tesouro (custa 2 euros e não tem quase nada) e a parte Arqueológica, que custa 4 euros mas é bem mais interessante. Informações sobre a área arqueológica aqui.

Do lado da Duomo encontramos a galeria Vittorio Emanuele II, que dizem ser o primeiro shopping da Itália. É um passeio rápido, a menos que você queira parar pra fazer umas compras luxuosas.

Entrada da galeria, vista da Duomo

Cúpula de vidro

Tem um “esquema” de pisar nas bolas de um touro pintado no chão com o calcanhar e dar uma giradinha. Realmente as pessoas fazem isso, e tem até um buraco no chão de tanta gente que vai dar a tal da giradinha. Mas como eu não entendi muito bem a moral do “esquema”, e sempre estava cheio de gente no local, nós passamos reto –  pobre animal. Que fixação que o povo tem com bola de touro né?

E ali pertinho, saindo da galeria, também tem o Teatro alla Scala (mas esse não entramos).

Parque Sempione

No nosso segundo dia em Milão começamos o nosso passeio pelo Parque Sempione. Descemos do tram perto do Arco dela Pace, que fica numa ‘ponta’ do parque.

O Arco tem estrutura de mármore e 23 metros de altura, e foi encomendado por Napoleão para comemorar as suas vitórias na conquista do norte da Itália. A construção começou em 1806 mas não foi concluída durante o governo de Napoleão. Em 1826 o imperador Franz Josef da Áustria ordenou que o arco fosse concluído e dedicado a paz, que foi restaurada em 1815 quando Napoleão foi derrotado e expulso do poder. O Arco foi concluído em 1838.

Arco dela Pace

Olhando ali no meio do arco dá pra ver, láááá longe o Castelo Sforcesco.

O Arco, visto pelo outro lado.

Depois de visitar o Arco, é só atravessar o parque em direção ao Castelo.

Parque Sempione

O Castelo Sforcesco foi construído no século XV por Francesco Sforza, sob as antigas fundações do castelo Visconti, e utilizado como residência por Francesco, então Duque de Milão. Durante a dominação francesa, o castelo sobreviveu a batalhas, saques, destruições e ocupações e, em 1521, uma das torres explodiu, comprometendo toda a estrutura (combinação de um raio com munição estocada). Durante a dominação espanhola, que começou em 1526, foi construída uma fortificação em formato de estrela ao redor do castelo, para torná-lo inexpugnável.

Durante a dominação austríaca, que começou em 1706, o castelo foi utilizado para propósitos militares. O castelo foi conquistado por Napoleão no final do século XVIII, que decidiu demolir toda a estrutura externa do castelo e utilizá-lo como quartel para suas tropas. Durante a segunda fase da dominação austríaca, o castelo foi restaurado (de 1815 a 1859). Com a unificação da Itália, em 1861, o castelo passou por uma nova série de reformas e em 1905 o castelo foi destinado a abrigar museus e livrarias.

Espiando o fosso

Fonte na frente do castelo
Igrejas

Relativamente perto do castelo está a igreja Sante Marie delle Grazzie, onde se encontra a Santa Ceia, de Leonardo da Vinci (a obra não está na Igreja, mas sim numa entrada lateral). Para visitar a obra, é preciso comprar ingresso antecipadamente, mais ou menos com 3 meses de antecedência. No nosso caso não deu certo pois decidimos viajar muito em cima da hora e não conseguimos ingressos.

Outra opção é a Basílica de San Ambrogio. É umas das igrejas mais antigas de Milão, iniciada em 379 e consagrada a Santo Ambrósio sete anos depois. Em 397, quando ele morreu, foi enterrado ao lado dos corpos de São Gervásio e São Protásio, onde está até hoje. A igreja foi bombardeada em 1943 e restaurada por Ferdinando Reggiori.

Dentro da igreja encontra-se o Tesouro do Santo Ambrósio, com pinturas, mosaicos, tapeçarias, mármores, roupas e outros objetos. Nós entramos no Tesouro (1 euro, preço para estudantes) e é muito mais interessante que o Tesouro da Duomo, vale a pena visitar. A igreja também tem um altar feito de ouro.

Curiosidade: já entrei em muita Igreja nas minhas poucas viagens, mas eu nunca tinha visto cadáveres nas Igrejas. E eles estão lá mesmo, com suas respectivas roupinhas, pra todo mundo ver. Eu me senti Uthred de Bebbanburg vendo o cadáver de São Cuthbert. Veja:

O altar de ouro

Nesse roteiro de Igrejas, incluímos também a Basílica de São Lorenzo Maggiore. Ela foi construída no final do século IV, e foi restaurada em 1911, 1916, e 1937-38.  Lá dentro, nós visitamos a capela de São Aquilino, que é uma capela que tem uma entrada a parte, que custa 1 euro.

Também é possível entrar em baixo do altar

Comida

Outro ponto importantíssimo – e muito citado – em Milão é o Panificio Luini, bem pertinho da Duomo. É um lugar pequenino e meio escondido, com uma fachada modesta, mas que sempre tem fila (e, vale avisar, não abre no domingo).

O produto mais famoso deles é o panzerotti, uma espécie de massa com gostinho de massa de sonho de padaria em um formato parecido com o de pastel e com recheios diversos. É tipo isso, só que mais gostoso. O panzerotti frito de queijo e presunto é sensacional! Pra completar a maravilha, 3 panzerottis e uma água saíram por 8 euros.

Compras

A área mais famosa de comércio de Milão é chamada de Quadrilatero D’oro, e é cheia de lojas chiques e maravilhosas e para pessoas de alto poder aquisitivo. Se esse não é seu caso (certamente não é o meu), considere um passeio na Via Torino, uma rua que sai em diagonal da Piazza Duomo, que tem lojas interessantes e mais acessíveis, tipo Zara, Pimkie, H&M, FNAC e outras tantas que nem lembro o nome

 

Museus

No nosso último dia começamos pelos museus do Castelo Sforzesco. São museus com exposições fixas: Museu de Arte Antiga, Pinacoteca, Museu do Móvel, Museu dos Instrumentos Musicais, Museu da Pré História. O acesso a todos eles custa 3 euros (muito barato), mas estudante paga meio (é dado praticamente).

mixmuseu1

Rondanini Pietá: Michelangelo

Outra opção é a Pinacoteca di Brera, mas não chegamos a entrar porque decidimos ir no Museu de Ciência e Tecnologia Leonardo da Vinci.

Pinacoteca di Brera

Museu Nacional de Ciência e Tecnologia Leonardo da Vinci tem departamentos bem diferentes pra se visitar: Materiais, Transportes, Energia, Comunicação, Leonardo Arte e Ciência, Novas Fronteiras e Ciência para crianças pequenas.

mixleo1 mixleo2 mixleo3

Esse é o museu do gato que mora no Submarino…

Adeus Monique, vou pro meu submarino.
Futebol

Outra opção interessante de passeio é o Estádio San Siro. A entrada custa 13 euros por pessoa, e isso inclui uma visita ao estádio e também ao museu. O estádio é utilizado pelo Milan e pela Inter de Milão, e no passeio ao estádio também se conhece os vestiários.

mixsanciro1

mixsanciro3

Num geral nós gostamos muito de Milão. Passamos três dias agradáveis, visitamos lugares interessantes, comemos muito bem, tomamos muito sorvete… e não vemos a hora de voltar!

Você também pode gostar de:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *