Lausanne: a Noite dos Museus 2014

Sábado passado, 27 de setembro, foi a Nuit des Musées Lausanne-Pully. Eu não escrevi sobre isso antes porque eu realmente não tinha muita ideia de que como funcionava, pois foi a minha primeira chance de participar do evento. Mas agora que eu sei, vamos lá.

Funciona assim: O bilhete oficial Noite dos Museus custa CHF 10 e dá direito a entrar em todos os 24 museus de Lausanne e Pully entre 14h e 2h da matina. Além do horário especial, os museus também programam eventos diferentes, passeios guiados, oficinas… Junto com esse bilhete, você ganha um bilhete pra utilizar o transporte público de forma ilimitada nas zonas 11 e 12 (Grande Lausanne) entre 14h e 0h30 (e também desconto nos estacionamentos). Então veja que maravilha: por 10 francos você pode entrar em todos os museus que quiser e ainda por cima ganha o transporte entre eles.

cracha

“Crachá” lindão

E o mais bacana disso tudo é que todos museus participam, todos mesmo: inclusive o Museu Olímpico e o Museu de l’Hermitage, que são museus que não participam do esquema de gratuidade no primeiro sábado do mês.

Nossos carimbos

A nossa noite dos museus foi, na verdade, mais um “dia dos museus”. Nós começamos cedinho, lá na Fondation de l’Hermitage, que não conhecíamos. Compramos nosso bilhete lá, mas também poderíamos ter comprado com antecedência.

Fondation de l’Hermitage fica em uma mansão do século XIX, oferecida à cidade pela família Bugnion, e abriu suas portas em 1894. O museu é focado em exposições temporárias de belas artes, mas também possui uma coleção própria que não é exposta de forma permanente. A exposição em vigor no momento é Peindre l’Amérique – les artistes du nouveau monde 1830-1900 – uma exposição de pinturas americanas do século XIX, muitas delas pela primeira vez expostas na Europa.

A exposição é bem interessante, mas não é permitido fazer fotos lá dentro.

hermitage amerique_1900

Saindo dali nós seguimos em direção ao Vivarium. Se alguém aqui lembra, eu já classifiquei o Vivarium como merecedor do selo Bino de Cilada, mas isso principalmente pela sua localização (porque fica num lugar muito estranho prá la do Lac Sauvabelin). Além da localização bizarra, me doía pagar CHF 12 por adulto pra entrar. Nesse caso a Noite dos Museus foi a desculpa perfeita pra explorar o Vivarium sem dor no bolso. O Vivarium é a mais importante coleção de animais venenosos aberta ao público na Europa (tá mais pra um zoo do que pra um museu, mas tudo bem).

O lugar é maior do que parece quando visto de fora, mas ainda sim não é gigante. A atração principal do Vivarium é um dragão de Komodo, o Naga – que estava escondidinho quando chegamos lá. De qualquer forma, eles tem vários animais interessantes e bem diferentes (mais de 200, no site dá pra ver quais são), e um trabalho de preservação e colaboração com outros locais pra salvar animais em risco de extinção. Achei o trabalho deles bem legal e fiquei muito arrepiada – muito – na partes das aranhas. Sem comentários.

vivarium

albinasAs albinas…

cobras komodoO Dragão de Komodo aproveitando o sábado pra secar uma roupa* ele tá embaixo da casinha

sapoazulDeus-me-livre de viver num país que tem sapo azul =P

venenosaA cobra mais venenosa do mundo

Saindo dali nós passamos no Museu de Zoologia de Lausanne pra ver a expo especial “Bestiare Fantastique” sobre dragões, unicórnios, yétis…mas a expo tinha uma pegada totalmente infantil, nada do que estávamos esperando. Então entramos no Museu de Belas Artes e aproveitamos pra ver uma exposição de arte Russa (tbm não pode fotografar).

ruminePalais de Rumine

Passamos no super comprar um lanchinho e seguimos em direção da Coleção de Arte Bruta. Eu já comentei sobre ele, ainda no blog velho – e com certeza vou trazer esse post pra cá muito em breve. O conceito de arte bruta engloba produções artísticas realizadas sem nenhum treinamento formal, com um caráter espontâneo e imaginativo, geralmente, feitas por crianças, doentes mentais e criminosos. E é isso mesmo que se vê por lá: uma arte autodidata, extremamente pessoal, imaginativa e colorida. Meu museu favorito de Lausanne (gosto mais do que o museu Olímpico). Eu realmente posso passar horas lá dentro, porque eu amo ler a biografia dos autores e ver os detalhes dos desenhos. Mas logo logo eu faço um post contando um pouquinho mais desse museu.

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Josep Baqué

Depois da Coleção de Arte Bruta nós passamos no Musée d’Elysée pra ver a expo do Charles Chaplin. Durante todo o dia a cidade estava num clima diferente, muita gente na rua com seus crachás “Noite dos Museus“, nos ônibus, museus cheios de gente… mas só no Elysée a gente encontrou um museu lotado – lotado do tipo desagradável. Nos outros 4 museus foi tudo muito tranquilo, mesmo com bastante gente. É a minha segunda experiência no Elysée, e pela segunda vez, o museu estava lotado (contei mais aqui).

Saímos do Elysée perto das 20h30 e resolvemos encerrar nosso dia dos museus. Pra quem ainda estava no pique, ou estava só começando, a noite dos museus ainda se estendeu por mais umas boas horas. Nós resolvemos fazer tudo cedinho, porque moramos relativamente longe do centro e, quanto mais tarde fica, menos opções de ônibus temos pra voltar pra casa. Morar longe do centro tem vantagens e desvantagens…

Enfim, nós adoramos a Noite do Museus e aproveitamos pra fazer coisas que geralmente são pagas – fazendo valer muito os 10 francos que pagamos. Ano que vem vamos de novo, com certeza 😉

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