Les Baux de Provence: Carrières de Lumières

Minha intenção, naquela semana que fiquei em Arles, era explorar um pouquinho mais as cidades próximas, principalmente Les Baux de Provence e Gordes. Infelizmente eu esbarrei na falta de transporte público, e ir pra uma cidade maior pra conseguir transporte pra onde eu queria ir tirava toda a praticidade e a ‘barateza’ dos meus passeios.

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Por sorte, um dos passeios oferecidos pela conferência era o Carrières de Lumières. Pra ser bem sincera, não estávamos ligando o nome à coisa, e o Henrique nem queria ir. Aí eu pesquisei e lembrei que, um tempo atrás, rolou um certo falatório a respeito desse lugar, e lembro de ver matéria na TV da exposição do Van Gogh (no Fantástico, talvez? não lembro). Mesmo não participando da conferência, eu pude comprar o passeio e ir também.

Fomos num final de tarde gelado, e a intenção era parar uns minutos em Les Baux de Provence e depois seguir pro Carrières, que abriu em horário extra só para os participantes da conferência. O problema é que a saída atrasou, então o passeio em Baux não aconteceu… foi só uma corridinha, nem entramos no centro da cidade nem nada.

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O Carrière de Lumières é uma antiga pedreira, uma mina de extração de bauxita e calcáreo, da onde foram tiradas as pedras usadas para construir a cidade de Les Baux de Provence e seu castelo. A pedreira cessou as atividades em 1935, e em 1959 foi usada como cenário para Jean Cocteau e seu ‘Le Testament d’Orphée’. A partir de 1977 a pedreira ganhou a função que tem hoje, de cenário para espetáculos audiovisuais. A partir de 2011, passou a ser administrada pela Culturespaces, e reabriu as portas com o nome Carrières de Lumières.

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O espaço conta com uma superfície de projeções de 7000 m², que variam entre 6 e 14 metros de altura. O espetáculo dura cerca de 40 minutos e acontece através do funcionamento de 100 projetores.

O espetáculo que assistimos foi o “Michel-Ange, Léonard de Vinci, Raphaël. Les Géants de la Renaissance“, que será exibido até janeiro de 2016. De cara, quando entramos na pedreira, já ficamos surpresos. O local é enorme mesmo, e mesmo sem projeção nenhuma é bem interessante. Não sei como funciona normalmente, mas quando entramos não estava acontecendo nada – e pudemos explorar um pouco a área.

Quando a exposição começa… bem, é realmente uma imersão nas obras. As projeções estão por tudo – nas paredes, no chão – e elas não são simplesmente estáticas, como uma apresentação triste de ppt. Rola todo um dinamismo, aliado a música, que deixa tudo muito interessante. E não precisa ficar andando de um corredor pro outro: você pode escolher um local que te agrade e acompanhar dali, já que as projeções acontecem ~mais ou menos simultaneamente em toda a pedreira.

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Nós caminhamos um pouco – me deu até um baratinho ficar caminhando nas projeções, huahauha – e tiramos muitas fotos! A experiência toda é bem bacana, e bem mais emocionante que ver as obras num museu tradicional. Eu fiquei bem feliz de ter conseguido fazer esse passeio, acho que é uma experiência única que vale muito vivenciar. Claro que, passeando por lá com o pessoal da ‘Realidade Virtual’, eu fiquei ouvindo opiniões sobre como as coisas poderiam ser diferentes, mais interessantes e tals… mas eu só sorri e acenei.

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Em todos casos, o passeio é muito bacana. E pode ser ainda mais bacana se você conseguir conciliar com o passeio em Les Baux de Provence e assistir as ‘encenações’ da vida medieval que acontecem no verão no Château de Baux. O ingresso para adultos custa 10,50 euros e o Carrières fica aberto das 10h às 18h, e até as 19h na alta temporada.

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