Suíça: Lugano

Esse final de semana eu fiz algo que eu queria fazer já tem um bom tempo: conhecer a Suíça italiana. Desde que eu descobri (lá em janeiro) que a cidade de Bellinzona tem 3 castelos medievais, bem, eu comecei a me coçar de vontade de ir. Mas a questão é que a parte italiana da Suíça é o patinho feio do país é meio “desconhecida” aos olhos do grande público, e também pode ser um lugar de acesso complicado. Se você está em Luzern, Zurique ou no norte da Itália não é complicado, mas pra quem está em Lausanne a coisa é diferente.

A opção mais prática pra se chegar em Lugano é pegar um trem para Luzern, trocar por um trem pra Arth-Goldau (existem opções diretas Luzern-Lugano, mas depende do horário), e aí sim trocar para um trem pra Lugano – e essa viagem toda demora 5 horas. Nós saímos de casa as 6h da matina e chegamos em Lugano às 12h. É estranho pensar que a gente tem que ir pra cima pra depois descer de novo, mas a outra opção é ir direto até Milão e dali voltar pra Lugano – que é mais estranho ainda e mais caro (mas o tempo de viagem é praticamente o mesmo).

O sul da Suíça é uma região muito montanhosa, e isso que acaba complicando o transporte. No trecho Arth-Goldau – Lugano, eu realmente perdi a conta de quantos túneis nós atravessamos. Túneis curtos, túneis compridos, curtos intercalados com compridos… Tentar usar a internet era missão impossível. De qualquer forma, eu achei um dos trajetos mais lindos (se não O mais lindo) que eu já fiz de trem: túneis, pontes, pequenas cidades bem charmosinhas, igrejas perdidas no alto das montanhas e muitas cachoeiras.

E já que é pra ficar 5h sentados num trem, seria loucura de pedra querer ir e voltar no mesmo dia. Então nós passamos o final de semana todo fora e eu fiz uma programação de 3 cidades: Lugano, Como (Itália) e Bellinzona. Isso só foi possível porque nós temos um pique bom – a gente não faz nada correndo ou por obrigação (feito cavalo com viseira), mas a gente caminha bem e não se enrola.

Lugano – a maior cidade da região de férias do Ticino é não apenas o terceiro mais importante centro financeiro, bancário, de negócios e conferências da Suíça, mas também uma cidade de parques e flores, casas de veraneio e edifícios sagrados. Dona de um sabor mediterrânico, Lugano oferece todas as vantagens de uma cidade de classe mundial, combinadas com o charme de cidade pequena. Graças a seu clima ameno, Lugano é um popular destino turístico durante a primavera, quando as camélias estão em flor. My Switzerland

Chegamos em Lugano as 12h e pegamos um mapa no ponto de informações turísticas ao lado da Estação. Dali você desce uma escadaria e uma rampa e já cai na Catedral de São Lorenzo. Nós usamos o mapa e também o aplicativo City Guide Lugano pra escolher os pontos de visita (mas o app é meio fraquinho).

Catedral de São Lorenzo

Fundada na Idade Média (ano 818) e reconstruída no século XV, teve sua fachada em estilo renascentista finalizada em 1517. É a sede da Diocese de Lugano, e está situada acima do centro histórico da cidade.

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O interior da Igreja está em reformas, mas tem um pequeno espaço lateral aberto.

Da Catedral nós descemos em direção ao centro histórico da cidade, passando por ruazinhas muito simpáticas e cheias de lojinhas interessantes.

Praça Cioccaro

A praça de Lugano com a maior quantidade de prédios históricos.

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Praça da Reforma

Praça no coração da cidade de Lugano, cheia de bares e cafés, e onde se encontra o Palazzo Cívico, construído entre 1842-1844.

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Aproveitamos pra comprar o nosso almoço na praça Dante, antes de seguir pela via Nassa.

Via Nassa

Uma das ruas históricas de Lugano, e cheia de lojas finas e caras.

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Rua da riqueza define.

Santa Maria degli Angeli

A igreja, que era originariamente parte de um monastério Franciscano, abriga o mais famoso afresco renascentista suíço: A Paixão e Crucificação de Cristo, de Bernardino Luini (1529), que reflete a influência do trabalho de Leonardo da Vinci.

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Depois da visitar a St. Maria degli Angeli, nós fomos seguindo pela beira do lago até o parque Cívico. No caminho nós compramos um sorvete e sentamos num banco pra apreciar a vista. O clima realmente é bem diferente das outras cidades suíças: deve ser o tal ar mediterrâneo…

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Parque Cívico

Com cerca de 63.000 m2 de área, o parque Cívico de Lugano é considerado um dos mais belos parques suíços.

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Parque muito lindo e cheio de flores, aproveitamos pra fazer fotos no portão (foto bem clichê de Lugano) e pra observar o “Pão de Açúcar” suíço.

Funiculaire Monte Brè

Nós planejamos ficar 4h em Lugano, mas como o centro da cidade é muito pequeno e é tudo muito perto, a gente percebeu que ia sobrar tempo. Então resolvemos conhecer o funicular do Monte Brè.

Um funicular é um carro de cabos que circula sobre trilho; a sua principal função é o transporte de passageiros ou carga ao longo de encostas. Uma linha de funicular é normalmente constituída por dois carros puxados por um cabo de aço, um em cada extremo da linha; partem ao mesmo tempo numa linha única, a meio do percurso a linha divide-se em duas permitindo o cruzamento. O nome deriva do latim, funiculus, diminutivo de funis que significa “corda”. Wikipedia

Do parque Cívico até o ponto de partida do funicular é preciso caminhar um pouco (não é exatamente longe, mas também não é ~ali do lado)

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Esse passeio de funicular, apesar de ser bem bacana, teve o dom de me irritar. Pra começar, você pega um funicular gratuito que te leva até uma estação, aonde você paga e pega o funicular que te leva até lá em cima. O detalhe ~bacana~ é que esses dois funiculares não são coordenados, então nós chegamos na segunda estação e ficamos esperando quase 20 minutos pra conseguir subir (e depois esperamos mais 13 pra conseguir descer). Não bastasse isso, eles também não são pontuais (e isso é uma raridade aqui). Sem falar que ele é bem carinho (pagamos CHF 12,50 cada um porque temos demi tarif).

Depois que descemos, nós voltamos para o centro da cidade, onde visitamos os últimos 4 pontos sugeridos pelo City Guide.

Igreja de São Rocco

A Igreja de São Rocco foi iniciada em 1528, no local onde antes existia uma igreja dedicada a San Biagio. Em estilo barroco, possui muitos afrescos do século XVII.

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Maghetti

Uma espécie de bairro no centro de Lugano cheio de cafés, bares, restaurantes e lojas.

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Eu não explorei toda a extensão do local, mas me pareceu mais uma galeria/shopping do que exatamente um bairro.

Prédio Ransila

Prédio comercial de 1985, do arquiteto Mario Botta.

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Igreja Santo Antonio Abade

Igreja em estilo barroco, construída em 1633 na praça Dante.

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Depois dessa Igreja nós fomos caminhando, lentamente, em direção a Estação. Digo lentamente porque estava um calor do cão e o caminho é pura subida – mas não é longe.

Resumindo:

Passamos 4 horas em Lugano e eu achei que foi tempo suficiente pra conhecer a cidade e aproveitar o clima animado de balneário rico (mas claro que se você tem mais tempo você encontra mais coisas pra fazer). Os pontos turísticos são bem interessantes. Mas mesmo assim nós gostamos muito de Lugano pelo conjunto da obra: tem a organização e o chocolate suíço, aliados a alegria e ao sorvete italianos – não tem como não gostar. Além disso, o dia estava lindo, a cidade estava bem cheia de turistas (não a ponto de irritar, mas dificultando bastante a tarefa de fazer fotos bacanas), o comércio estava bem movimentado – um clima perfeito pra caminhar sem preocupação, sentar e tomar um sorvete…

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2 Comentários

  1. BOA TARDE, GOSTEI MUITO DO SEU COMENTARIO SOBRE LUGANO, POIS É ISTO QUE QUERO FAZER, ESTAREI EM MILÂO EM OUTUBRO/2015 E NÃO SABIA EM QUANTAS HORAS DARIA PARA QUE EU PUDESSE TER UMA PANORÂMICA DA CIDADE. VOCÊ SABERIA ME INFORMAR, SE QUANDO FOI OS PREÇOS DA CIDADE, REFERENTE A COMPRAS, ERAM ACEITÁVEIS, OU CAROS?

    1. Olá Giovani!
      Bom, os preços na Suíça são em geral mais caros do que no resto da Europa. Acho que depende muito do que você pretende comprar, mas a Suíça não é conhecida como a terra dos bons preços =P
      Boa viagem!

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