Espanha: Madrid

Ay, te dejo Madrid! Madriiiiiiid!

Então, depois de muito esperar (porque compramos passagens em promo com muita antecedência) nós finalmente fomos a Madrid. Mas essa viagem foi muito diferente das nossas outras viagens de final de semana… explicarei.

Pra começar, aquela dica malandra de reservar hotel perto do centro ou perto do metrô não foi posta em prática. O Henrique cometeu um pequeno erro na hora da reserva e reservou um hotel lá onde o Judas perdeu as botas. Não foi de todo ruim, pois o transporte público é eficiente, mas perdemos um pouco de tempo. Tudo bem, tinha churros no café da manhã – CHURROS no café da manhã.

Eu sempre faço uma pesquisa prévia antes de viajar, pra saber quais os pontos que valem mesmo a visita, e também pra saber se as atrações são gratuitas, pagas, se tem horário gratuito, aquela coisa que eu já falei também por aqui… e não foi diferente com essa viagem. Nós chegamos na sexta a noite e fomos direto pro hotel.

Sábado

No sábado começamos o passeio cedinho, depois de um café da manhã dos campeões. Começamos pela Plaza España, simplesmente porque era um dos pontos de interesse e também uma das paradas do metrô.

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Da Plaza España seguimos para o Templo de Debod, porque haverá um dia em que não me interessarei por coisas do Egito. Mas esse dia não é hoje. O Templo de Debod é um templo dedicado ao Deus Amun, com mais de 2000 anos, reconstruído em Madrid como um agradecimento pela ajuda que a Espanha ofereceu ao Egito no salvamento do templo de Abu Simbel. A entrada é gratuita e é totalmente demais.

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Aproveitando que estávamos por ali, caminhamos até o Rosaledo. Nessa época do ano não é um passeio imprescindível, dado que as roseiras estão todas peladinhas. Mas, só pra citar, encontramos um teleférico ali pertinho, com vista panorâmica da cidade. Não andamos porque ele abre um pouquinho tarde, mas fica a dica.

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Depois nós caminhamos em direção ao Palácio Real. Atravessamos os Jardins de Sabatini, na parte norte do Palácio Real. Criado em 1930, os Jardins ocupam o espaço das cavalariças reais, projetadas por Sabatini. Ao redor do lago podemos encontrar algumas estátuas de reis espanhóis consideradas muito pesadas para exposição no Palácio.

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Saindo dos Jardins e contornando o Palácio, passamos pela Plaza do Oriente para conferir a estátua de Felipe IV, onde um senhorzinho estava cantando Creedence  / have you ever seen the rain / em uma língua desconhecida, mas mereceu umas moedinhas porque tava bacana.

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A Estátua e o tiozinho cantor

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Nessa viagem eu estava bem no embalo de entrar no maior número de atrações possíveis. Até ver a fila pra entrar no Palácio Real. Nesse momento a gente percebeu que apesar do frio e da baixa temporada, a cidade estava beeem recheada de turistas. O Palácio Real de Madrid é a residência oficial da família real espanhola, mas é utilizado somente para cerimônias de Estado. Com uma área de 135 000 m²  é o maior palácio real na Europa. O primeiro monarca a habitar o Palácio atual foi Charles III, em 1764.

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No momento da dúvida sobre entrar ou não entrar,  o Henrique relembrou que a maioria dos palácios que conhecemos se revelaram passeios decepcionantes #realidades. Nessa hora, eu vi um cartaz em espanhol que dizia algo como ‘Museu da Catedral e Cúpula’ e a gente resolveu subir na cúpula da Catedral de Almudena, que não tinha fila alguma e fica exatamente em frente ao Palácio Real.

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Riqueza Braseel

A parte do museu não é exatamente imperdível, mas a vista da cidade lá de cima faz valer a visita. Pagamos 4 euros cada um pra entrar (contra 11 ou 12 do Palácio) e a saída do passeio já deixa no interior da Catedral.

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Feita essa parte do roteiro, seguimos em direção a Plaza Mayor pela Calle Mayor. Antes de entrar na praça nós entramos no Mercado San Miguel, que estava lotadíssimo porque era perto do meio dia. Achamos o lugar muito bacana e cheio de opções legais pra comer, mas não nos animamos a ficar disputando a atenção dos atendentes naquele mar de gente.

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mercado

A Plaza Mayor é uma praça retangular no centro de Madrid, construída em 1598-1621, a mando de Felipe III. Ela é completamente rodeada por edifícios de três pisos e pode ser acessada através de nove pórticos. É um ponto chave de turismo na cidade, e a encontramos cheias de turistas e artistas de rua.

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Saindo da Plaza Mayor passamos pelo Museu del Jamón, que é ponto de parada top para os turistas – e pegamos um croissant de presunto e queijo no balcão bem pertinho da entrada: baratinho, rápido e muito gostoso. As filas pra conseguir mesa estavam impossíveis. Ali pertinho encontramos um 100 Montaditos (o mesmo que fomos em Barcelona) e paramos pra tomar uma cerveja e beliscar qualquer coisa. Além de barato, o lugar é grande, então conseguimos sentar e descansar um pouco sem problemas e sem filas.

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Depois seguimos para a Puerta del Sol e esse foi o ponto da cidade que estava simplesmente bombando – também pudera, é o ponto central da capital espanhola. Ali percebemos uma aglomeração não só de turistas, mas também de espanhóis, dado as inúmeras opções de comércio (El Corte Inglés, El Corte Inglés Livros, outro El Corte Inglés…). Caminhar ali na região estava impossível, as lojas estavam impossíveis, o clima de carnaval + dia dos namorados estava enchendo ainda mais a rua…

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Giramos por ali um pouquinho, entramos no El Corte Inglés (que bombava mais do nunca por causa das Rebajas) e partimos em direção a Puerta de Alcalá. No caminho passamos em frente ao Palácio de Cibeles, antigo Palácio de Telecomunicações, hoje prefeitura de Madrid. É possível subir e admirar a vista da cidade, mas não subimos. Não entendemos muito bem o que estava se passando por ali, mas essa região estava num clima de obras e não conseguimos visualizar a Fonte de Cibeles muito bem (e esse trânsito gente?).

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A Puerta de Alcalá é uma das cinco antigas portas reais que davam acesso a Madrid. Contruída entre 1769-1778, a mando de Charles III, e foi o primeiro Arco do Triunfo construído na Europa desde a queda do Império Romano.

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A Porta e o Parque

Entramos no Parque del Retiro, um dos maiores parques de Madrid, que foi propriedade da família real até o século XIX, quando se tornou um parque público. Fomos caminhando em direção a estátua de Alfonso XII. Em frente a estátua, em um laguinho, muitos casais estavam passeando de barquinho e comemorando o dia dos namorados. Apesar do frio e do vento, o parque estava realmente agradável. No entanto, não preciso nem dizer que ele deve ficar mil vezes mais lindo no verão, bem verdinho e cheio de flores.

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Ali no parque nós caminhamos até o Palácio de Cristal. O palácio é, na verdade, uma estufa construída em 1887, para exibir a flora das Filipinas, e atualmente é utilizado para exposições de arte em parceria com o Museu Reina Sofia. A exposição atual é de Janet Cardiff & George Bures Miller (fevereiro 2015).

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Saímos pelo lado oposto do parque e fomos conhecer La Gatoteca, um cat café atrás do museu Reina Sofia – mas eu já contei essa parte da história aqui.

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Da Gatoteca nós subimos até a Calle las Huertas e fomos caminhando nela até a Puerta del Sol, novamente. E agora vem uma parte estranha, pelo menos para mim: estávamos caminhando em Madrid desde as 9h – e caminhando – e somente as 17h eu encontrei a primeira Zara.

Ok, eu sei que isso se deve principalmente ao trajeto que eu fiz, mas me deixou a sensação de que o comércio da cidade é super concentrado. Enquanto a Espanha inteira parecia estar fazendo compras na região da Puerta del Sol, em outras partes Madrid parecia uma cidade fantasma.

Caminhamos até a Gran Vía (também lotadíssima e com o comércio bombando), e fizemos hora por ali até perto das 18h, horário programado para irmos ao Museu Del Prado no sábado a entrada é gratuita entre 18h e 20h (consulte o site pra saber sobre os outros dias). Chegamos as 18h no Museu del Prado e entramos em uma fila gigantesca que, apesar de tudo, andava super rápido (e eu esqueci de bater fotos do exterior).

Aberto ao público pela primeira vez em 1819, o Museu Nacional del Prado é o mais importante museu espanhol.  Lá dentro, apesar da quantidade absurda de gente, reinava a maior civilidade. Sabe por que? Porque é proibido fotografar. Nada de selfie, pau de selfie, pose bizarra… somente a silenciosa contemplação. Nós pegamos o mapa do museu pra ir diretamente no que mais nos interessava – até porque são só 2 horas de passeio gratuito, tem que agilizar – e fomos direto pro Hieronymus Bosch e seu Jardim das Delícias. Aproveitamos também pra ver algumas obras de Rafael, El Greco e Goya, e paramos para outro momento de admiração no quadro As Meninas, de Velázquez.

Olha, meus parabéns Madrid! Uma cidade com museus maravilhosos e cheios de horários gratuitos pra visitação. Ponto pra você!

Saímos no museu na capa da gaita, e paramos pra jantar em um local que achamos pelo TripAdvisor, muito bem recomendado. Jantamos super bem com 25 euros, e voltamos em direção a Puerta del Sol (é o ponto, não adianta) onde caminhamos mais um pouco e aproveitamos os agitos de carnaval. A Gran Vía estava novamente lotadíssima, por causa do carnaval e da Broadway espanhola, e nós pegamos novamente o metrô na Plaza España pra voltar pro hotel.

Assim, contando mal e porcamente com a ajuda do google, a gente andou uns 17 km nesse dia e acabamos fazendo tudo o que eu tinha programado para o final de semana inteiro. Na maioria das cidades sempre nos falta tempo, mas dessa vez sobrou. Eu sei que a cidade tem mais atrativos, mas eu tentei focar o nosso roteiro do que era mais importante e interessante para nós.

Domingo

Sem saber o que fazer no domingo, a gente resolveu, bem de última hora mesmo, ir pra Toledo. Acordamos cedinho e partimos direto pra estação Atocha, onde compramos nossos bilhetes. Gente, não façam isso. É melhor programar com antecedência mesmo porque os trens vão lotados. Mas isso tudo eu vou contar num próximo post.

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Enquanto a gente matava tempo até embarcar pra Toledo, tropeçamos no Museu Nacional de Antropologia e achamos uma boa ideia pra matar um tempinho – e mais uma vez, entrada gratuita. Acabamos focando numa expo temporária sobre o Tsunami de 2004 e nem visitamos a coleção permanente.

Na volta de Toledo passamos no Museu Reina Sofia, aproveitando também o horário gratuito. O Museu também estava cheio de turistas e, como não conseguimos um mapa, fomos direto ver a Guernica (não pode fotografar).

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Nessa hora o cansaço bateu violentamente e a gente resolveu ir comer, porque a Espanha é o paraíso da alimentação. Fomos em um lugar chamado La Curruteka, pertinho do museu (também olhando recomendações do TripAdvisor) e comemos muito bem – tipo bem demais – a comida estava muito gostosa e gastamos 19 euros para dois com bebida.

Espanha, paraíso da alimentação gostosa, variada e barata. Já sinto sua falta também, Sangria!

Da Curruteka fomos direto pro Aeroporto usando o metrô (uma passagem normal + um adicional aeroporto de 3 euros) e matamos um poquinho de tempo por lá antes de embarcar.

No fundo, Madrid nos deixou confusos. Apesar de ter atrações incríveis, acho que o tempo e a época não colaboraram. Não rolou aquele amor incrível, mas mesmo assim a cidade conseguiu nos conquistar em alguns quesitos. Naquela história de Barcelona x Madrid, a gente fica com Barcelona. Não que a gente ache uma cidade melhor que a outra, é simplesmente que a gente deu mais sorte em Barcelona.

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