Meu curso de Francês

Essa semana, dia 13, eu iniciei meu curso de Francês na EPFL!

Durante o período que fiquei aqui no início do ano passado eu não me animei a começar um curso porque as datas não estavam fechando muito bem (e o preço também não). Sendo assim, deixamos a ideia do curso pra minha volta, assim eu não teria limitação de tempo.

giphyCAPND1R1

O curso iniciou agora em janeiro e vai até o final de março, com aulas 2 vezes por semana. Como eu sou esposa de um ‘funcionário’ da EPFL nós pagamos um precinho super ótimo (mais ou menos 1/3 de um curso particular). Fica a dica: verifique se o seu empregador/universidade tem um programa/convênio para o aprendizado de línguas com preços mais amigos. Já vi pessoas comentando de cursos gratuitos, mas eu pesquisei e não achei nada muito interessante a respeito (a única opção que achei era só pra pessoas em vulnerabilidade social).

Eu estava um pouco nervosa na minha primeira aula, porque apesar de entender bem o inglês e “maomeno” o francês, minhas habilidades na hora de falar non eczistem… Eu tenho poucas oportunidades de conversar com alguém em outra língua (e não venha me dizer pra falar francês/inglês com o Henrique porque isso não funciona – ou a gente ri ou a gente briga).

Mas a surpresa bacana é que tá todo mundo no mesmo barco, e você vê que tem gente até pior do que você (momento superação – só que não). Minha primeira semana de aula foi muito bacana, a turma é bem diversificada em termos de nacionalidades, porém, eu sou a única brasileira (eu sou a única pessoa da América inteira), mas isso é ótimo! Porque eu estou me forçando a aprender francês, mas principalmente forçando o meu inglês pra poder me comunicar com os ‘coleguinhas’!

Enfim, eu acho super urgente essa questão de aprender o idioma do local onde você reside (mas nem todos pensam assim: tenho colegas que moram aqui há 3 anos e só agora estão aprendendo). Na vida quotidiana de supermercado, transporte, lojas… você consegue se virar sem saber francês, mas pra fazer amizades e realmente rolar uma integração na cultura local é preciso falar a língua deles – ou como diz uma colega minha: eles não gostam de quem não fala francês =P

Antes de vir pra cá em março as pessoas me perguntavam se eu não tinha medo/ me preocupava em viver num país sem falar nada da língua. Não, nunca tive. De qualquer forma, acho que a gente aprende melhor quando está no ‘meio’. Nos 3 meses que fiquei aqui nunca tive problema nenhum pra me comunicar. Só tive um único incidente: uma pessoa começou a gritar comigo no ônibus um dia, e até hoje eu não sei porque. Eu não encostei nela, eu nem olhei pra ela, e de repente ela estava gritando comigo! Todo o ônibus entendia do que ela estava – provavelmente – me xingando, menos eu! Me senti super excluída.

Sem falar que quando eu cheguei aqui parecia que as pessoas estavam falando sempre a mesma coisa. MESMO. Mas conforme o tempo vai passando e a gente vai se esforçando, dá pra começar a entender. É bom assistir TV, ler os jornais, ouvir  músicas em francês, prestar atenção na conversa das pessoas na rua… tudo é válido pra se acostumar com a pronúncia. Hoje eu já consigo entender grande parte das conversações e avisos (não literalmente, mas a essência da coisa), mas  é claro que dá pra passar por uma situações bem engraçadas nesse processo de aprendizado…

Tu aime?  M? M é uma letra….

Peau? Pô é sílaba, no máximo um Teletubbie….

Ça va? Tá doido começar uma palavra com cedilha…

O fim de semana é weekend mas a semana não é week….

E a diferença entre pronunciar cabelo (cheveux) e cavalos (chevaux)? E o medo de dizer: por favor, corte só as pontinhas dos meus cavalos!

giphy9

Você também pode gostar de:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *