Os Museus de Strasbourg

Nós passamos 2 dias em Strasbourg, agora no mês de setembro, logo depois de ter passado por Baden Baden. Nós chegamos na cidade com um roteiro meio feito na cabeça, e quando fomos no centro de informações turísticas pegar um mapa e informações sobre o City Pass, descobrimos que era “Journées Européenes du Patrimoine” e, portanto, todos os museus e mais algumas atrações eram gratuitos naquele fim de semana (e tinham também programações especiais). Abandonamos toda a ideia de roteiro inicial e resolvemos conhecer os museus da cidade.

Começamos pelo museu de Arte Moderna e Contemporânea de Strasbourg – MAMCS – que fica perto da Estação e ao lado do hotel em que nos hospedamos. O museu foi construído pelo arquiteto Adrien Fainsilber e inaugurado em 1998, próximo da barragem Vauban e da Petite France. Seu foco é a arte na Europa de 1870 aos dias de hoje, tendo no térreo a coleção moderna (de 1870 à 1960 – passando por Monet, Georges Braque, Sisley, Picasso e Kandinski) e no primeiro andar a coleção Contemporânea, com instalações de Nan June Paik, Chen Zen e Daniel Buren. Tem também uma grande parte dedicada a Gustave Doré, um artista nascido em Strasbourg, que vai desde pinturas magníficas como Le Christ quittant le prétoire até ilustrações feitas para contos infantis.

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Daniel Buren: Like child’s play
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Paul Signac
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Picasso: Femme à la guitare
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Gustave Doré: o gato de botas
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Gustave Doré: Le Christ quittant le prétoire
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Nan June Paik

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Nós passeamos por todo o museu, e posso dizer que ele é inteiramente interessante. Seja na parte moderna ou na contemporânea, o museu é ótimo. Adoramos a parte especial do Gustave Doré e a exposição Like Child’s Play, do Daniel Buren (onde eu fiz essa voto que está aqui no meu perfil no blog).

Depois, passamos pelo Musée de l’Oeuvre Notre Dame, ao lado da catedral de Strasbourg. É consagrado as artes plásticas e decorativas do território do Alto Reno, do início da Idade Média até 1681, quando a Alsácia passou a fazer parte da França. É conhecido pela rica coleção de elementos de arquitetura, obras de arte, projetos originais e vitrais provenientes da catedral de Strasbourg e de outras igrejas da região, assim como pinturas famosas e um jardim com plantas medicinais (jardim medieval).

Oeuvre

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Esse museu é muito diferente de outros museus que já visitamos: é como se tirassem pedacinhos das igrejas pra que você possa olhar bem de pertinho. Uma experiência bem diferente e bacana.

Saindo dali paramos almoçar* e seguimos em direção ao Museu Tomi Ungerer – Centro Internacional de Ilustração. O museu foi aberto em 2007 e é dedicado ao trabalho do artista Tomi Ungerer, nascido em Strasbourg. O museu conta com mais de 11 mil desenhos e 6500 brinquedos doados pelo próprio artista, e é dividido  em 4 diferentes temas: ilustração de livros infantis, caricaturas e cartoons, desenhos de publicidade e desenhos eróticos.

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Pela descrição nós achamos que era uma museu de ilustrações (no geral), nomeado em homenagem ao ilustrador Tomi Ungerer, e só quando chegamos lá descobrimos que o museu é devotado ao trabalho dele. De qualquer forma, o passeio foi super legal. Eu pirei na parte de ilustração para livros infantis, porque é algo que eu realmente adoro – e ensaio de vez em quando (a louca do animal antropomorfizado). Pena que não podíamos fazer fotos lá dentro.

Aproveitamos que estávamos nessa parte da cidade e passamos pelo Palais du Rhin, que também estava aberto para visitações nesse dia. Construído entre 1883 e 1889, o antigo Palácio Imperial, é um dos exemplos mais importantes da arquitetura prussiana. Inaugurado em 1889, o palácio serviu como hospital durante a I Guerra Mundial, sua asa oeste foi danificada por um bombardeio aéreo na II Guerra Mundial (e restaurada entre 1962-1964), e hoje é ocupado pelo Ministério da Cultura e da Comunicação, pela comissão central de navegação do Reno e pelo serviço de inventário do patrimônio cultural da Região da Alsácia.

Nós passamos em frente só pra conhecer mesmo, já que não voltaríamos pra lá no dia seguinte, e nos deparamos com o Palácio aberto. Entramos pra conhecer rapidamente, e nos impressionamos com o processo de restauração do palácio.

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* Curiosidade: o prédio da faculdade de direito da UFRGS, em Porto Alegre, é uma réplica em tamanho reduzido do Palais du Rhin.

Depois du Palais du Rhin nós seguimos para o Palais Rohan (avante eorlingas!!!!), também ao lado da Catedral de Strasbourg, para visitar os últimos 3 museus do dia: Museu Arqueológico, Museu de Artes Decorativas e Museu de Belas Artes. Nós passamos rapidamente pelos Museus do Palais Rohan, até porque eles não são muito grandes. O mais interessante deles foi o Museu de Belas Artes, onde estávamos particularmente interessados no “Portrait of a young woman” de Raphael.

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Museu de artes decorativas
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Raphael: Portrait of a young woman
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Museu arqueológico
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Museu arqueológico

Esses três museus eram os que estavam mais cheios, então nós acabamos meio que por seguir a procissão, sem entrar muito em detalhes. No museu arqueológico só passamos os olhos mesmo, porque já estávamos muito podres. Quem disse que museu não cansa? Cansa muito… e se você fizer todo o trajeto entre eles a pé cansa mais ainda, hehehe.

Deu pra perceber que a gente aproveitou bem esse dia de entradas grátis, hein? Nós achamos que foi uma super sorte estar lá bem no dia da Journée do Patrimoine (estávamos lá porque era feriado no Cantão de Vaud, então foi super coincidência). Se tivéssemos que pagar o valor de entrada normal com certeza não teríamos visitado todos esses museus. E mesmo com a gratuidade, todos os museus estavam super habitáveis. Nos museus do Palais Rohan, que são pequenos, foram organizadas filas pra que o ambiente dentro do museu continuasse agradável (e mesmo assim as filas eram rápidas).

* Nós almoçamos num lugar chamado Au Brasseur – que recomendamos muito! Tanto que no final da tarde nós retornamos lá para o happy hour. Cerveja artesanal muuuuito boa (e eu nem gosto muito de cerveja) e a comída típica de Strasbourg: flammkuchen! O Flammkuchen é tipo uma pizza, só que com uma massa muito muito fininha. A versão clássica tem cebola, bacon e queijo branco (ou créme fraîche). É muito gostoso! Nós costumamos comprar aqui no supermercado e fazer em casa (e fica muito boa tbm), mas original assim e feita na hora é outra história! Além da clássica, lá no Au Brasseur tem várias outras opções também, e eu até me inventei de comer uma doce – muito boa tbm, de maçã e canela com sorvete de baunilha. Ali no site você pode conferir os preços – que nós achamos muito dignos – e o endereço do local. O atendimento é bem zoado porque tá sempre cheio, mas recomendamos mesmo assim porque a comida e a bebida são ótimas.

AuBrasseur
Degustar para escolher 😉

Semana que vem eu volto pra contar como foi o resto do passeio!

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