Festivais 2016: Paléo e Montreux Jazz Festival

A região do lago Léman é simplesmente incrível quando se trata de verão e festivais de música! Temos o Paléo, que é o maior festival de música da Suíça (e um dos maiores da Europa), e temos também o Montreux Jazz Festival, um dos mais famosos festivais de jazz do mundo! E isso que eu estou falando só dos dois maiores mesmo, mas tem também Caribana, tem Pully Jazz Festival, tem o Balelec da EPFL…

Programas foram divulgados, ingressos estão sendo vendidos, cartões de crédito foram utilizados… Vamos dar uma olhada no que nos espera em julho?

Paléo 2016

O Paléo 2016 vai acontecer de 19 a 24 de julho, em Nyon (pertinho de Genebra). Depois da programação incrível de 2014 e da decepção de 2015, confesso que eu nutria secretamente, porém não intensamente, a esperança de uma programação boa em 2016.  Posso dizer que, num geral, achei a programação meia boca novamente, mas teve um elemento de redenção ali no meio.  Pra ver a programação completa, clique aqui. As únicas coisas que eu conheço de toda a programação são:

Muse, Eluveitie,The Chemical Brothers e Iron Maiden.

ovelha

É amigo, você leu certo. Vai ter Iron Maiden no Paléo. Vai ter Iron Maiden num festival de bandas moderninhas. Vai ter Iron Maiden perto da minha casa e eu vou!

Olêêêêê olê olê olê, Maiden Maiden!

E eu vou contar também uma anedota. O ‘line up’ foi divulgado no dia 12 de abril (evento marcado na agenda) e, uma semana antes, eu lancei a seguinte pergunta pro Henrique durante a janta: que banda tu gostaria de ver no Paléo? Enquanto ele pensava, eu larguei minha resposta: “eu queria Iron Maiden, mas eu não acho que eles fariam um show num festival tipo o Paléo”.

Olha a vida aí calando a minha boca e me provando, pra minha próóóópria alegria, que eu estava errada. Iron Maiden era o único show que estava faltando na minha lista de ‘shows que preciso ir’, então eu realmente não poderia ficar mais feliz com o Paléo – mesmo que eu não conheça todas as outras modernidades que vão tocar.

A abertura das vendas aconteceu no dia 20 de abril, ao meio dia. Quem conhece o esquema sabe que ali é o lugar onde os fracos não tem vez. A fila de espera abriu as 11:45 e eu estava ali, enlouquecida dando F5, até conseguir entrar na fila de espera. Consegui acesso ao painel de vendas as 12:06 e, mesmo assim, a terça feira já estava esgotada. Não me importei pq o que eu queria mesmo era a quarta, mas mesmo assim fiquei espantada. Em questão de minutos todos os dias estavam esgotados. O ingresso adulto custa CHF 78 por noite e o ingresso de estudante custa CHF 68 por noite.

Pra quem quer ir ainda tem chance de conseguir tickets no site do Paléo através do Ticket Market. Durante a realização do evento serão liberados 1500 ingressos para cada noite do festival (venda loucura de última hora!), sempre a partir de 9 da manhã e também através do site do Paléo.

 

Montreux Jazz Festival

O Montreux Jazz Festival sempre tem uma programação cheia de clássicos e esse ano não foi diferente. Dá uma olhada no que vai ter:

Muse, ZZ Top, Beirut, Simply Red, Brazilian Dream (Ana Carolina, Elba, Maria Rita…), Neil Young, Lana Del Rey, Santana, Deep Purple e Slayer  – sim, eu disse Slayer!

Pra ver a programação completa, é só clicar aqui. Os ingressos estão a venda e alguns poucos dias já estão esgotados (os preços variam de show para show). E sabe o que é mais engraçado? O primeiro show a esgotar no Montreux Jazz Festival foi o do Muse; que, por coincidência também foi o primeiro show a esgotar no Paléo. Será que os suíços amam Muse sim ou com certeza? Segundo o Henrique, eles fazem uns 5 shows por ano na Suíça francesa, rs… mas né, quem somos nós e nossa Carreta Furacão pra falar do gosto musical dos outros, não é mesmo?

Eu estava alimentando a vontade de ver Deep Purple, não por ser profunda conhecedora da banda, mas porque eu acho que vai ser um momento memorável. Foi no Cassino de Montreux, durante um show do Frank Zappa, que ocorreu o incêndio relatado em Smoke on the Water:

We all came out to Montreux, on the Lake Geneva shoreline

To make records with a mobile, we didn’t have much time

No entanto, os ingressos já estão esgotados. Então nós escolhemos ir no show do Beirut (já que o Henrique disse que Slayer tava fora de cogitação). Nós já perdemos a chance de ver Beirut aqui uma vez, então resolvemos que essa segunda chance devia ser aproveitada.

Já repararam que eu tenho uma certa queda por essas bandas que, no Brasil, emplacam uma única música e depois viram fumaça? Já falei aqui de The Darkness, de Mika e agora de Beirut. Eles ficaram famosos com a microssérie Capitu, de 2008. Dizem que é indie/folk, mas eu classificaria como um cigano pós moderno melancólico. To curtindo dar nomes pras coisas… quero trabalhar numa empresa de esmaltes e passar o dia todo gastando essa criatividade.

Estamos ansiosos para julho e, até lá, eu to firme nessas duas playlists – meio diferentes né – porque eu gosto mesmo de ir em show e cantar junto!

Segura essa marimba aí, monamu!

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