Resenha: A Batalha do Apocalipse

abatalhadoapocalipseTítulo: A Batalha do Apocalipse

Autor: Eduardo Spohr

Ano: 2010

Editora: Verus Editora, 2012

Sinopse: Há muitos e muitos anos, tantos quanto o número de estrelas no céu, o paraíso celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do juízo final. Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas. Único sobrevivente do expurgo, Ablon, o líder dos renegados, é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na Batalha do Armagedon, o embate final entre os céu e o inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro da humanidade. Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano, das vastas planícies da China aos gelados castelo da Inglaterra medieval, A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana – é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, repleto de lutas heroicas, magia, romance e suspense.

Minha opinião:

Sabe aquele livro que dá vontade de sair correndo dizer pra um amigo: meu, tu tem que ler isso!

Então, foi o que eu fiz. Mas nesse caso eu não saí correndo, eu mandei uma mensagem pelo Face mesmo (transcrevo aqui a mensagem que mandei, com erros e tudo o mais):

…Ah, então, eu li um livro esses dias e quando eu terminei eu pensei q eu tinha q te contar, pq o livro é demais.

O nome é A Batalha do Apocalipse, e o escritor é brasileiro. o contexto é mais ou menos esse: Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo. Mas os dias de Deus não são como os nossos, eles duram muitos milhares de anos, e por isso nós ainda estamos vivendo o sétimo dia e Deus está descansando. Enquanto isso, o mundo está sob o comando dos arcanjos. Porém no entanto todavia, nem todos os arcanjos gostam dos homens… e por isso eles resolvem destruir os humanos enquanto Deus está dormindo. E aí segue o dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra, as guerras e tals. Aí, enquanto alguns arcanjos querem destruir os homens, outros querem preservar a obra de Deus e salvar os homens. E se sucede uma baita peleja.

Dos muitos elogios que eu posso fazer para esse livro, preciso destacar um: é um livro extremamente diferente de tudo que já li. E isso é ótimo! Nada como uma boa história pra tirar a gente da leitura ‘mais do mesmo’.

De início a leitura foi lenta e não tão empolgante assim. Me perdi em algumas partes, não entendia muito bem sobre qual personagem o autor estava se referindo.  Não vou dizer que gostei de tudo, que achei o livro impecável. Algumas coisas me incomodaram sim, mas quando eu resenho eu penso no livro como um todo e na experiência de leitura, e pensando assim, eu achei o livro ótimo.

Acho que o grande mérito do autor foi a sagacidade de questionar certas passagens bíblicas, dar a elas uma nova interpretação, e a partir daí construir sua história. Mas não é só isso: soma-se aí uma trabalho de pesquisa monstruoso – por isso o resultado é tão surpreendente e criativo.

A história não se passa só no céu/inferno, mas também na Terra, enquanto acompanhamos Ablon, o anjo renegado:

O personagem principal é um anjo renegado, que vive na Terra desde muito antes de Cristo, e ele acaba narrando as aventuras desse cara pela Babilônia, pela China, no tempo do nascimento de Jesus, na Idade Média, no Rio de Janeiro no futuro… Até que chega o apocalipse!*

Como diz a sinopse, é uma viagem pela história humana, e é nesses trechos que a gente tem uma noção do trabalho de pesquisa do autor: ele passa por diferentes locais, em diferentes eras, e é preciso pesquisar muito pra desenvolver uma história em contextos tão diferentes. E tudo isso que acontece no céu, no inferno e na terra vai se encaixando e caminhando pro final apocalíptico, condizente com o livro como um todo.

Acho que esses livros que, vamos dizer assim, reinterpretam fatos e conhecimentos que julgamos certos e ‘imutáveis’, servem pra abrir a nossa mente com relação a outras possibilidades: nos levam a pensamentos diferentes daqueles que sempre tivemos, nos fazem questionar coisas que nunca questionamos, e podem nos levar a conclusões e entendimentos (sobre ‘n’ fatos – não exatamente os retratados pelo livro) que não tínhamos antes. E esse ‘exercício mental’ sempre é muito benéfico.

E sabe o que é muito legal? O autor é brasileiro. Poxa, é muito legal ler um livro dessa qualidade e saber que foi escrito por um brasileiro. Dá um ‘orgulho alheio’!

Mas enfim, apesar de ser bastante ‘bíblico’, eu acho que não importa a sua religião, no que você acredita, o que importa é que é uma história bacana. Com certeza os outros livros do Eduardo Spohr estão na minha lista de leituras.

* Essa minha mensagem pode ser a sinopse de uma próxima edição =X

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