Resenha: A Cidade do Sol

acidadedosolTítulo: A Cidade do Sol – a Thousand Splendid Suns

Autor: Khaled Hosseini (mesmo autor de ‘O Caçador de Pipas’)

Ano: 2007

Editora: Nova Fronteira

Sinopse: A cidade do sol conta a história de Mariam e Laila. Duas mulheres muito diferentes que se encontram em meio ao caos da intolerância, das tradições distorcidas, da guerra contra tudo o que genuinamente somos. São protagonistas unidas para sempre pelo desejo de superar o sofrimento e o medo. Um desejo sem cor, sexo, raça ou credo. Mariam tem 33 anos e viveu metade de sua vida num casebre isolado, distraindo-se com as flores, os mosquitos e as pedras de um riacho. Quando ela tinha 15 anos, sua mãe morreu e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Na grande cidade, Mariam cumprirá seu destino de mulher: servir ao marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: “Você pode ser tudo o que quiser, Laila.” Sua mãe preocupa-se com os filhos que partiram para lutar contra os soviéticos, e esquece que a menina precisa tanto de sua atenção como os rapazes de suas preces. Laila vai à escola todos os dias, é inteligente, sonha com países distantes e com seu amigo, Tariq. Sempre soube que a vida era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela turbulência da história de um país, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram e estão absolutamente sós, com suas expectativas sobre a vida viradas de cabeça para baixo. A partir desse momento, embora o acaso – e também o ódio e a insensatez – continue a decidir seus passos, uma outra história começa a ser contada. Aquela que apaga as fronteiras entre países, entre ideias, entre Ocidente e Oriente, entre justo e injusto, amor e ódio, bem e mal, entre homens e mulheres.

Minha opinião:

Essa leitura nasceu da minha vontade de diversificar um pouco as minhas leituras. Por isso, quando fui a biblioteca do meu tio buscar ‘O Nome da Rosa’, aproveitei pra pegar alguns livros diferentes.

A história gira em torno da vida de duas mulheres, Mariam e Laila, e de como suas vidas foram afetadas pela guerra. Essa leitura foge muito do meu habitual, porque é uma leitura que foca nas emoções humanas – na vida cotidiana, ordinária, de pessoas comuns. E nesse relato acaba passando o retrato da vida no Afeganistão, e principalmente, o retrato da mulher e do seu espaço na sociedade afegã. É realmente muito triste acompanhar a vida dessas duas mulheres. São duas situação diferentes e completamente perturbadoras: uma mulher que suporta todo o tipo de sofrimento como se aquilo fosse normal, sem questionar; e a outra, que cresceu cheia de expectativas, e precisa enterrar todas elas e aprender a ser subserviente. O que é mais triste? Nunca ter a experiência da felicidade ou ser feliz e perder tudo?

Acho que esse é o ponto chave do livro, e o motivo pelo qual eu recomendaria a leitura. O autor soube descrever com maestria a vida e os sentimentos daquelas pessoas, fazendo com que a gente se coloque no lugar delas e sinta o sofrimento delas. É um ótimo livro pra conhecer a cultura de outro povo, mas não com a imparcialidade de um documentário, mas através dos sentimentos das pessoas.  Mas não foi só tristeza que encontrei ao ler esse livro. O livro também é um relato de esperança, de persistência, do compromisso de um povo na reconstrução da sua terra. Não diria que ele tem um final feliz, mas dentro das possibilidades, acho que tem o melhor final possível.

Eu recomendo o livro porque é uma leitura que enriquece a gente por vários motivos. Ela nós dá a visão da vida em uma outra cultura, da vida em meio a guerra, nos dá a chance de entender melhor os conflitos que se desenrolaram no Afeganistão, as reviravoltas. E ao conhecer o relato de vidas tão sofridas, pensar um pouco na nossa vida, valorizar a nossa liberdade, aquilo que a gente tem.

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2 Comentários

  1. Esse livre eu também li por acaso e realmente uma história muito triste e ao mesmo tempo cheia de esperança. Foi aquele livro que no final não tem como não chorar.
    Adorei

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