Resenha: A Estrada

estradaTítulo: A Estrada

Autor: Cormac McCarthy

Ano: 2006

Editora: Alfaguara

Sinopse: Um pai e seu filho caminham solitários em um mundo pós apocalíptico. Estão fracos, o inverno se aproxima, e o pai acha que a única chance de sobrevivência é seguirem pelas estradas remanescentes em direção à costa, apesar de não terem ideia do que irão encontrar ao chegar lá. Eles não possuem praticamente nada. Apenas alguns cobertores puídos, um carrinho de compras com alimentos escassos e um revólver com poucas balas, para se defenderem dos violentos assassinos que vagam pelo mesmo caminho. Mas ‘A Estrada’ é muito mais do que um relato apocalíptico. É a profunda e comovente história de um pai e seu filho, ” cada um o mundo inteiro do outro”, e a jornada que empreendem em busca da salvação.

Minha opinião:

Sabe aqueles livros que de repente dá uma vontade tremenda de ler? Ninguém me disse nada, não li nada sobre, nem lembro em que momento fiquei conhecendo o livro, só sei que fiquei com vontade de ler. Um dia, fuçando na internet, achei o livro em promoção num site e comprei.

O livro é angustiante. A palavra é essa, angustiante.

Você não está situado no espaço, nem no tempo. E nem sabe o que aconteceu, como foi que as coisas chegaram naquele ponto. Você sabe unicamente o que os personagens sabem. Nada daquela situação de telespectador de novelas, que tem a visão do todo e grita pra TV “não, seu burro, não faz isso que você vai morrer”. E isso de cara já me chamou a atenção no livro: nada de explicações, nada de contexto. No decorrer da história a gente descobre algumas coisas, mas muito pouco.

Nesse livro, você acompanha a caminhada do pai e do filho e divide as angústias e as incertezas com eles. Você também não sabe exatamente o que aconteceu, não sabe o que tem mais pra frente, se vale a pena continuar, o que tem depois da curva, o que tem por detrás daquela porta. E divide poucas alegrias também, como encontrar uma lata de Coca Cola.

E assim a gente se flagra imaginando como seria se nós estivéssemos no lugar daquele pai. A situação já seria tensa demais se ele estivesse sozinho, mas ele ainda tem que criar e proteger um filho em meio a um mundo destruído.

Como faz aquilo que nunca será para ser diferente daquilo que nunca foi?

Eu diria que é um livro pesado, daqueles que você lê e aprende um pouco mais sobre sentimentos – não exatamente felicidade. Que faz a gente olhar pra dentro, se perguntar como seria se estivéssemos naquela situação, se teríamos coragem pra prosseguir, no que nos agarraríamos se tudo fosse destruído, o que sobraria pra acreditar. É um livro que não fala de um mundo pós apocalíptico e seus desdobramentos, mas fala da relação de um pai com um filho, sendo o mundo destruído um plano de fundo.

Recomendo a leitura, com certeza. O livro é curto, letras grandes, bem escrito. Não é a toa que é vencedor do Prêmio Pulitzer e 1º lugar nas listas de mais vendidos nos EUA. Mas se você não curte uma temática mais pesada, tá querendo um livro pra relaxar e ser feliz, acho que não é esse o livro que você está procurando. Se você se impressiona fácil (e depois tem pesadelos) talvez seja melhor procurar outro livro também.

Ainda não tive a oportunidade de ver o filme, mas quem viu disse que é tenso demais. E eu imagino que seja tenso MESMO. Alguém aí viu, o que achou?

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