Resenha: A Maldição do Cigano

maldicaociganoTítulo: A Maldição do Cigano

Autor: Stephen King

Ano: 1984

Editora: Objetiva, 2011

Sinopse: Advogado bem sucedido, feliz ao lado da esposa Heidi e da filha adolescente, Bill Halleck desfrutava os prazeres de uma vida sem grandes preocupações. Até o dia em que a velha cigana se pôs em seu caminho. Bill não conseguiu pisar no freio a tempo. Bill não conseguiu deter o carro e as artimanhas do destino e, ao mesmo tempo em que as rodas esmagavam a velha cigana, a vida de Halleck começava a ser destruída. Não, não foi a implacável justiça americana que pôs fim aos dias felizes do complacente Halleck. Na verdade, no júri, todos foram muito compreensivos com o bom amigo Bill e ele não precisou pagar com sua liberdade pela vida da cigana que matara. Halleck só não escapou da fúria do velho Taduz Lemke, o patriarca dos ciganos. Toda a habilidade e os bons contatos de advogado prestigiado não foram capazes de libertar Halleck das garras da justiça cigana. Na saída do tribunal, Halleck assustou-se com o rosto carcomido do velho, os olhos profundos e ouviu de seus lábios gretados uma única palavra: emagrecido. A partir deste dia, Halleck mergulha num pesadelo. Seus 111 quilos começam a ser sugados vertiginosamente. Para surpresa dos médicos, não há nada em seus organismo que possa justificar a súbita perda: 111, 98, 85, 78 – os ponteiros da balança não deixam qualquer dúvida. Bill Halleck está desaparecendo e se não conseguir deter a maldição cigana, em pouco tempo não será mais do que um feixe de ossos. Começa assim uma busca implacável em que Halleck reúne o pouco que lhe resta de forças e sai à caça de Lemke. Ele sabe que somente o velho cigano será capaz de mudar seu destino – encontrá-lo é questão de vida ou morte. Numa narrativa vertiginosa, em que cada segundo perdido afasta mais de Bill Halleck a possibilidade de sobreviver, A Maldição do Cigano combina suspense e terror com a habilidade inconfundível de Stephen King. Acompanhe Bill Halleck neste contagem regressiva. Você será a única testemunha de que a justiça dos homens pode ser cega, mas há forças poderosas para além de nossos olhos ditando suas leis.

Minha opinião:

Nunca li Stephen King, mas resolvi que estava na hora de começar.  Encontrei ‘A Maldição do Cigano’ entre os livros do meu namorado e comecei a ler. O livro parece curtinho, mas as letras são bem pequenas.

Infelizmente, fiquei com a sensação de que fiquei conhecendo o autor pelo livro errado. ‘A Maldição do Cigano’, não é o tipo de leitura que eu gosto. Isso, obviamente, não significa que o livro é ruim. Pelo contrário. O livro é muito bem escrito, a história é interessante, e o autor realmente consegue passar um sentimento de culpa, uma angústia de forma muito real. Só que o livro acabou se encaixando naqueles casos de: não gostei tanto a ponto de recomendar – não desgostei a ponto de criticar.

Não existe exatamente um crime a ser solucionado, um assassino a ser descoberto… O que pesa nesse livro é que ele põe o dedo em algumas feridas da sociedade: ao tratar do preconceito com os ciganos; de como a balança sempre favorece o cara rico e de emprego respeitável; e de como as pessoas podem ser mesquinhas e rápidas na hora de jogar a culpa nos outros pra aliviar a própria consciência. Acaba sendo o relato de um outro tipo de justiça – pra quando a dos tribunais falha. E também um exercício de análise dos dois lados da moeda – porque o autor não expõe somente o lado de Bill, ele explora também o lado dos ciganos, sua vida, a forma como são tratados. Acho que o livro é angustiante justamente porque lida com essas questões com as quais a gente se depara frequentemente – preconceito, hipocrisia, injustiça- na nossa própria vida.

Não é terror, não é sanguinolento, mas eu estou com muita saudade do humor do Discworld ou então de alguma batalha na Idade Média. O livro é bacana, só não é meu tipo favorito de leitura. De qualquer forma, quero ler mais Stephen King pra poder tirar uma conclusão melhor sobre o estilo do autor. Você, me recomenda algum livro dele?

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