Resenha: Assassin’s Creed Renascença

AssassinsCreedTítulo: Assasin’s Creed Renascença

Autor: Oliver Bowden

Ano: 2009

Editora: Galera Record, 2011

Sinopse: Traído pelas famílias que governam as cidades-estados italianas, um jovem embarca em uma jornada épica em busca de vingança.Para erradicar a corrupção e restaurar a honra da família, ele irá aprender a arte dos Assassinos. Ao longo do caminho, Ezio terá de contar com a sabedoria de grandes mentores, como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, sabendo que sua sobrevivência depende inteiramente de sua perícia e habilidade. Para os aliados, Ezio se tornará uma força de mudança, lutando por liberdade e justiça. Para os inimigos, ele se transformará em uma ameaça, dedicado de corpo e alma à destruição dos tiranos que oprimem o povo italiano. Assim começa uma épica história de domínio, vingança e conspiração. Embarque nessa aventura cheia de mistérios e de lutas pelo poder, e faça parte também do Credo dos Assassinos.

Minha opinião:

Comecei a leitura com muito entusiasmo, porque já estava interessada nesse livro a tempos.  O livro conta a história de Ezio, que vê a morte de seu pai e irmãos devido a uma traição, e jura vingança. Ao procurar o tio, é ‘iniciado’ na Ordem dos Assassinos, onde recebe treinamentos e descobre que a morte de parte de sua família é motivada por uma disputa entre dois credos, os Assassinos e os Templários. Ezio dá continuidade a sua vingança, e acaba descobrindo um segredo, uma profecia, e o livro prossegue então descrevendo os esforços para decifrar esse segredo e a luta entre os dois credos.

O enredo é interessante, mas a execução tem alguns pontos que me incomodaram.

Vou começar pelo que mais me incomodou. Ezio começa o livro como um rapaz normal, que se mete em algumas brigas, corre nos telhados e se prepara para trabalhar com o pai em um banco. Para se tornar um Assassino, Ezio precisa passar por treinamentos. E eu achei o livro muito -muito – vago com relação a esses treinamentos. Alguns poucos são descritos (como camuflar-se na multidão e escalar), mas os treinamentos dados por seu tio Mario, que também é um assassino, não são descritos. É mais ou menos assim:

Seu novo treinamento de combate começa de manhã. E lembre-se: estar preparado é tudo.

Uma semana depois, armado e pronto…

A questão é: o fato de não acompanhar seus treinamentos, a construção e a evolução do personagem Ezio de almofadinha a assassino letal, me fez perder a credibilidade no personagem. É como se o autor, de repente, pudesse encher Ezio de super habilidades, justamente porque ele não precisa justificá-las – e é bem isso que acontece. Pra esse Ezio Semideus,  entrar numa cidade onde todo mundo quer te matar é tão corriqueiro que o autor nem se presta a narrar o acontecimento. Quando você vê, ele já está lá. Ok, ele tem as armas do códex, mas sozinhas elas não fazem milagre.

A passagem do tempo também é um ponto crítico. Em determinado momento do livro Ezio está com 28 anos, sendo que no início do livro ele tem 18. Se passaram 10 anos e você não sabe exatamente dizer onde. O livro termina com Ezio com 44 anos, e você continua sem muita noção de onde esse tempo foi gasto.

De uma forma geral, achei que falta delinear melhor os objetivos e o plano de ação de Ezio.  Em certos momentos, o personagem vai pra lugares e entra em situações e você demora a entender de que forma aquilo tem a ver com o plano original. Assim como falta, no início do livro, explicar o que é o Códex, ou pelo menos o que os personagens acham que é, pra que a missão de buscar as páginas faça mais sentido. 

Resumindo: a ideia é boa, a história é interessante, as reviravoltas, as conspirações conferem bastante agilidade ao enredo, mas não me sinto inclinada a ler a continuação no momento. Não estou dizendo que é um livro ruim, só que não me conquistou. Até porque, livro de assassino que se passa na Itália com pouco palavrão é duro de acreditar. Mesmo.

De qualquer forma, deixo claro aqui que minha opinião é baseada única e exclusivamente no livro. Nunca joguei os jogos porque, por mais que eu me interesse, não tenho a habilidade necessária. Talvez pra quem já jogou a leitura fique mais interessante.

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2 Comentários

  1. Concordo com você sobre a passagem de tempo. Achei muito inexplicável, passou muito rápido. E me avisa quando conseguir um unicórniooo hahahaa

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