Resenha: Dewey: um gato entre livros

deweyTítulo: Dewey: um gato entre livros

Autor: Vicki Myron

Ano: 2008

Editora: Globo, 2008

Sinopse: A história de Dewey começa do pior modo possível. Com poucas semanas de vida, durante a noite mais fria do ano, ele foi abandonado na caixa de devolução de livros da Biblioteca Pública de Spencer. Só foi encontrado na manhã seguinte pela diretora do local, Vicki Myron, uma mãe solteira que sobreviveu à perda da fazenda de sua família, a um câncer de mama e a um marido alcoólatra. Dewey conquistou o coração dela e o carinho de toda a equipe, caminhando lentamente com sua patas machucadas pelo frio para se esfregar em cada um deles, em um gesto de agradecimento e amor. Ninguém poderia imaginar o impacto que Dewey causaria, não só em Vicki e no cotidiano da biblioteca, mas em toda a cidade. Nos dezenove anos seguintes, ele comoveu os moradores de Spencer com seu entusiasmo, calor e, acima de tudo, seu sexto sentido para identificar quem mais precisava dele.

Minha opinião:

Como amante de gatos, eu acho esse livro uma fofura. É uma leitura leve e agradável, e quando a gente vê, o livro já acabou. Não são 266 páginas contando somente as peripécias de um gato. Claro que tem muito sobre ele, sua rotina, sua aventuras. Mas a autora é bem feliz ao expor para o leitor todo o contexto em que essa história se desenvolveu, contando um pouco da vida da cidade de Spencer, do papel da biblioteca na vida da cidade e do papel do gato no meio disso tudo.

Então, além das fofuras do gato, a gente aprende um pouco sobre a crise agrícola da década de 80 e sobre as mudanças que a mecanização impôs nas cidades de economia baseada na agricultura familiar. Ao saber desses fatos, a gente consegue entender um pouco mais do sentimento que ‘reinava’ na cidade, e porque o gato pode fazer a diferença pra tanta gente.

Claro que ele não impactou a vida de todo mundo, só de quem deixou. O livro conta a relação do gato com as pessoas que frequentavam a biblioteca, desde os funcionários que ficavam mimando, as crianças, até as pessoas que passavam lá em busca de notícias e empregos. E claro, conta a relação especial de Dewey com a Vicki, a diretora da biblioteca. Assim como conta da cidade, Vicki conta muito de sua própria vida pra mostrar o quanto Dewey foi especial, seja estreitando sua relação com a filha ou a ajudando a passar por um câncer.

Generalizando bastante, é um ótimo livro que conta como um animal pode mudar a vida das pessoas. É claro que Dewey era um gato especial (e com uma paciência e sociabilidade infinitas), mas não era extraordinário. Até Tchitchirico, meu gato estranho, tem acessos de afeto e compreensão que nem eu sei da onde ele tira. A gente estabelece uma conexão com nossos animais que as vezes só a gente entende mesmo. E claro que, para a gente, eles são sempre incríveis.

DSC03626Tchitchi 

Enfim, é uma leitura muito bacana pra quem tem gatos, porque a gente reconhece no texto muito do amor e da relação que a gente estabelece com os nossos gatos; e também pra quem não tem, pra ter uma noção de quanto um gato pode agregar no camarote na vida de uma pessoa.

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