Resenha: Drácula

DraculaTítulo: Drácula: O Vampiro da Noite

Autor: Bram Stoker

Ano: 1897

Editora: Martin Claret Editora, 2002

Sinopse: As histórias de vampiros, amplamente difundidas por todo o mundo, provém do fabulário húngaro do século XVIII. Vampiro, de acordo com a tradição popular, é a alma aflita de um suicida, criminoso ou herege que sai de sua sepultura, em geral em forma de morcego, para beber sangue de seres humanos. O romance gótico Drácula (1897) do autor britânico Bram Stoker, narra a história do Conde Drácula, vilão morto-vivo da Transilvânia, que se tornou o típico representante do mito vampiro. Drácula é um clássico de literatura de horror.

Minha opinião:

Bom, eu acho Drácula uma leitura bem clássica e indispensável tanto pra quem se interessa por vampiros ou leituras nerds em geral. Isso porque Bram Stoker foi o responsável por popularizar a figura do vampiro, e dar a ele as características que nós atribuímos hoje – o autor não inventou o vampiro, ele simplesmente estudou o seu aparecimento em diversas culturas e sintetizou isso na figura do Conde Drácula.

O livro começa quando Jonathan Harker vai a Transilvânia para tratar das aquisições de propriedades na Inglaterra, feitas pelo Conde. Harker percebe algo de estranho em seu anfitrião e é mantido prisioneiro. Na Inglaterra, a jovem Lucy começa a apresentar estranhos sintomas, e seus amigos Arthur, John e Quincey recorrem ao doutor Van Helsing para lhes ajudar a solucionar o caso. Jonathan consegue fugir do castelo, e juntamente com Mina, sua agora esposa e amiga de Lucy, se juntam aos quatro cavalheiros para desvendar o mistério, unir todas as partes do quebra cabeça e lutar contra a causa de tanto sofrimento. Apesar de Drácula ser o grande vilão do livro, a história se passa mais no lado dos mocinhos, e de tudo o que eles fazem para combater o conde.

Quanto ao livro, duas coisas me chamam a atenção: (i) é um romance epistolar, contado através de cartas e principalmente de relatos em diários feitos pelos personagens principais (o que é interessante, mas também pode ser bem estranho – e sentimental); (ii) o livro é bem característico da época em que foi escrito. Assim, tanto a forma de escrever quanto o que é descrito podem parecer um pouco estranhos lidos em 2013. O texto é bastante formal, e reflete bem a cultura da época (sendo inclusive machista em alguns momentos), e as próprias ações tomadas pelos protagonistas as vezes me pareceram meio bizarras (mas isso porque elas também refletem a vida na época). Eu penso que, dificilmente, um protagonista de “caça ao vampiro” de uma história mais atual tomaria as atitudes descritas em Drácula. Mas isso não deixa de ser um ponto interessante…

De qualquer forma, é um livro longo (nessa edição da Martin Claret tem 438 páginas), e de início a leitura é demorada e meio maçante, mas principalmente da metade do livro em diante a leitura começa a ficar mais empolgante. Recomendo mesmo, além de ser um clássico, é uma leitura bem interessante.

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