Resenha: Eric

EricTítulo: Fausto Eric

Autor: Terry Pratchett

Ano: 1990

Editora: Conrad Editora do Brasil, 2005

Sinopse: Eric é um demonólogo de 13 anos de idade com grandes pretensões. Seu maior problema talvez seja nunca ter de fato evocado um demônio. Quando parece que finalmente conseguiu, dá de cara com um certo mago há muito desaparecido e sua terrível acompanhante. E isso é só o começo da encrenca. O rei dos demônios tinha planos para o garoto e não aceitará passivamente essa interferência. Logo, Eric, Rincewind e sua inseparável Bagagem serão obrigados a lidar com tribos primitivas, guerras sem sentido e um tipo diferente de inferno. Afinal de contas, o jovem demonólogo ignorou uma precaução elementar: muito cuidado com o que deseja!

Minha opinião:

‘Fausto Eric’ é um livro do Terry Pratchett que se passa no Discworld*, e conta a história de Eric, que ao (tentar) invocar um demônio acaba invocando o mago Rincewind. A história segue então duas linhas: Eric faz três pedido a Rincewind (poder, uma linda mulher e vida eterna), e nas aventuras para a concretização desses pedidos; e na busca do Rei dos demônios por Eric.

“Discworld é um universo fantástico em que cada aspecto da vida é satirizado – desde a religião até a ópera, a guerra e o que mais estiver no meio. Obviamente tudo ganha uma forma toda particular nesse mundo alternativo, mas ainda assim parece soar terrivelmente familiar…”

Essa descrição está no próprio livro e é perfeita pra resumir o que é o Discworld.  A série é de um humor extremamente inteligente, onde o autor ilustra diversas situações do nosso mundo de uma forma distorcida, irônica e muito engraçada. Se no ‘O Fabuloso Maurício‘ temos uma interpretação do conto do flautista de Hamelin, no ‘Eric’ temos interpretações para o cavalo de Tróia, o culto a Quetzalcoatl (deus asteca), a criação do mundo e o inferno.

Existem demônios no Disco há pelo menos tanto tempo quanto os deuses, que são muito parecidos com eles em diversos aspectos. A diferença é basicamente  a mesma que há entre os terroristas e os que lutam pela liberdade.

A parte do inferno é particularmente hilária. Estando as almas separadas do corpo, e portanto, sem terminações nervosas, elas não podem sofrer aflições dolorosas (como as pinças incandescentes, por exemplo). Desta forma, o inferno não mais aflige pelo fogo, e sim, pelo tédio e pela burocracia!

Claro que nem tudo tem lá muita graça, mas num geral, o livro é hilário! Se você não conhece o humor de Terry Pratchett,  ele se assemelha muito (na minha opinião) ao humor do Douglas Adams, do ‘Guia do Mochileiro das Galáxias’. De uma forma geral, eu gosto mais do Discworld, porque eu acho o humor um pouco menos repetitivo do que no Guia (claro, a quantidade de situações e personagens também é muito maior).

Mas enfim, se você curte o Guia, vai curtir o Discworld também. Se você já leu outro livros da série, vai gostar também de ‘Eric’: é curtinho (125 páginas) e tem todos os elementos bacanas,  inclusive o MORTE**!

* Mundo em formato de disco, sustentado por 4 elefantes que vagam no casco de uma tartaruga gigante pelo universo.

** eu simplesmente adoro qualquer livro da série que tenha o MORTE, ele é demais!

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