Resenha: Estranhas Irmãs

estranhasirmãsTítulo: Estranhas Irmãs

Autor: Terry Pratchett

Ano: 1988

Editora: Conrad Editora do Brasil, 2003

Sinopse: Nem depois de morto o Rei Verence pode descansar. Mesmo como fantasma tem que continuar zelando pelo reino de Lancre, que foi tomado pelo duque Felmet e sua esposa. Com a ajuda de três irmãs, as Bruxas Vovó Cera do Tempo, Tia Ogg e Margrete, esse rei fantasma precisa coroar o verdadeiro herdeiro, entregue a uma trupe mambembe de passagem pelos arredores no dia de sua morte. As Estranhas Irmãs precisarão de muitas artimanhas para localizar um ator nato que interpreta reis como ninguém…

Minha opinião:

Estranhas Irmãs é mais um livro da série Discworld, e se passa no reino de Lancre, nas montanhas Ramtops (um local com alto acúmulo de magia).  Nesse livro o autor satiriza Shakespeare, mais precisamente as obras Hamlet e Macbeth.

No início do livro, o Rei Verence é morto pelo duque Felmet, que ocupa o trono e faz de sua esposa rainha (Macbeth). O Rei Verence fica então vagando pelo castelo, como um fantasma (Hamlet). Porém, seu herdeiro foi resgatado por um funcionário do castelo e entregue à três bruxas (Macbeth), que o entregam a uma companhia de teatro que passava pela região, levando-o para longe (Macbeth). O reino passa a demonstrar desgosto por seu novo rei, o duque Felmet, e as três bruxas resolvem acelerar o tempo para que o herdeiro tenha idade suficiente para retornar a Lancre e retomar seu trono. Ela volta a Lancre como um ator, em uma peça encomendada pelo duque encenando a morte do rei Verence e oferecendo a platéia uma versão da ‘verdade’ (Hamlet).

A ideia é essa, mas como se trata de uma história que se passa no Disco, nunca é só isso. O autor aproveita para satirizar os fantasmas, a culpa do traidor e seu sentimento de ter as mão sempre sujas de sangue (Macbeth), mas o que mais me chamou a atenção foram as bruxas. O autor descreve de uma forma muito engraçada os seus encontros, suas ‘feitiçarias’, dando uma nova interpretação para vários mitos relacionados.

Dizia-se que o lugar era muito limpo. Pouquíssimos germes conseguiam sobreviver.

Outra ponto interessante é chamado pelo autor de ‘o poder da palavra’. É uma sátira de como a fofoca e os boatos podem causar danos enormes as pessoas – podem ser mais fortes que exércitos –  e também do poder e do papel do teatro.

Enfim, não é um livro longo (tem 275 páginas) e é um bom exemplo da literatura de Pratchett – satirizando e distorcendo fatos e ideias do nosso mundo e exemplificando tudo isso na pizza geológica do Discworld. Não é o melhor livro da série que li, mas com certeza é uma leitura agradável e com toda a inteligência e sagacidade do autor.

* O ritmo de leituras aqui diminuiu bastante. Semana passada foi atípica, com muitos acontecimentos, viagens, trabalho e compromissos, e eu demorei mais de uma semana para terminar esse livro.

** Essa semana o ritmo vai continuar lento, porque eu resolvi me atualizar e assistir algumas séries – ainda nem vi a terceira temporada de Game of Thrones!  Já li os livros, mas quero acompanhar a série também.

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