Resenha: Guardas! Guardas!

guardas-guardasTítulo: Guardas! Guardas!

Autor: Terry Pratchett

Ano: 1989

Editora: Conrad Editora do Brasil, 2005

Sinopse: Há muito tempo dado como extinto, um magnífico e perigoso exemplar de draco nobilis (dragão nobre) apareceu na cidade de Ankh-Morpork. O visitante indesejado tem o hábito desagradável de carbonizar tudo o que aparece no seu caminho. E, pior, é coroado rei (afinal, ele não é nobre?). Desconfiados de uma conspiração político-piromaníaca, alguns bravos cidadãos (ok, nem tão bravos assim) se organizam e arriscam tudo o que possuem para destronar o monarca voador e restaurar a ordem no local. Certamente, esse será o golpe de estado mais insano de que você já ouviu falar.

Minha opinião:

Mais uma história ambientada no Discworld, e que traz todas as características clássicas de uma ótima leitura ao estilo Terry Pratchett: um humor inteligente satirizando praticamente tudo.

A descoberta de que você está morto é amenizada pela descoberta de que realmente existe um outro você que pode descobrir que você está morto.

O livro se desenvolve em redor daquela crença de herdeiros perdidos, vivendo modestamente – e longe. E quando o reino corre perigo, eles revelam nobreza e magnitude, juntamente com alguma espada velha e uma marca de nascença, praticam atos heroicos e salvam a tudo e a todos! Mas, se tratando de Ankh-Morpork, o perigo é forjado, o plano todo desanda e o próprio flagelo se torna rei.

Nesse livro o autor satiriza em específico o papel dos vigilantes da cidade, o papel do herói (existe até uma menção ao Beowulf), das tramas políticas e da intrincada relação entre os diversos setores da sociedade. Além das sátiras e do humor de sempre, esse livro também traz umas surpresas bem legais na trama, como a mudança de alguns personagens e algumas revelações interessantes bem no finzinho…

Sem falar na visão do autor sobre os dragões, tanto os nobilis quanto os vulgaris, que é particularmente interessante quanto as doenças e ao complexo rearranjo de sistemas para que façam fogo a partir de qualquer substância.

Enfim, uma boa leitura da série Discworld, um pouco longa, não é minha favorita, mas mesmo assim bem bacana.

Porém no entanto todavia, minha conclusão com essa leitura foi que, assim como Douglas Adams, o humor do Terry Pratchett cansa quando é lido em demasia. Esse é o quinto livro da série que estou lendo em praticamente dois meses, e vou dizer, a leitura se arrastou demais. A melhor forma de ler Terry Pratchett, para mim, é intercalar com outros tipos de livros (dando uma boa pausa entre uma leitura e outra). Acho que é uma boa técnica pra não cansar do estilo, e também pra ter uma leitura divertida garantida depois uma série de livros ‘sérios’.

A razão pela qual os clichês se tornam clichês é que eles são os martelos e as chaves de fenda na caixa de ferramentas da comunicação.

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