Resenha: O Cavaleiro e o Samurai

ocavaleiroeosamuraiTítulo: O Cavaleiro e o Samurai

Autor: Orlando Paes Filho

Ano: 2006

Editora: Ediouro

Sinopse: Angus está conquistando o mundo. Presente em mais de 30 países, o sucesso é absoluto. No Brasil, ficou entre os mais vendidos das revistas Época e Veja por diversas semanas seguidas. A saga percorre doze séculos (desde a Idade Média até as Cruzadas do século XXI), compondo uma aventura para jovens e adultos com dezenas de ilustrações coloridas, mapas e ícones que retratam o período. Em O Cavaleiro e o Samurai, Kubilai Khan, neto de Genghis Khan, está ampliando seus territórios pela Ásia. O próximo ataque dos mongóis será o Império do Japão. Se o Japão cair, os mongóis terão dominado a Ásia por completo. Argyll, o cavaleiro escocês do clã MacLachlan, e seu aliado, o temível samurai Morimoto, desempenharão um papel importante na batalha a ser travada na Baía de Hakata, na costa da ilha de Kyushu, na tentativa de deter a invasão mongol e preservar o império japonês.

Minha opinião:

Pra começar, é um livro curto, muito curto: tem 192 páginas e é cheio de ilustrações. É daqueles livros pra ler de uma vez só. E eu fiquei com impressão de ter lido um resumo de um livro, e não o livro propriamente dito (meio confuso).

Pra reforçar esse ar de ‘resumo de uma história’, conhecemos a história através do Angus MacLachlan, que resolve ler sobre seus ancestrais pra aprender mais sobre sua família e sobre as habilidades de um guerreiro. E eu não sei se gostei desse jeito de narrar, porque o autor acaba não se aprofundando em personagem nenhum: estamos lendo a história de uma história. Talvez se a história fosse contada pelo próprio Argyll MacLachlan, que estava vivenciando os acontecimentos, pudesse ser mais interessante.

De qualquer forma, a história é interessante porque ela explora a questão da batalha em um país diferente e o choque de culturas entre o personagem escocês e seus anfitriões japoneses – e explora um pouco essas diferenças (na forma de lutar, nas armas e armaduras utilizadas por cada povo…).

Mas o livro é tão curtinho que o autor acaba não se aprofundando muito na trama. E por isso eu fiquei com essa sensação de ter lido um resumo. Talvez fosse essa a intenção (não sei né, o autor escolheu contar a história pela visão de alguém que a lê, e não de alguém que participou dela), mas a questão é que a história é bacana, e o autor poderia ter explorado melhor a diferença de culturas, detalhado mais o contexto da época, o cotidiano e os hábitos de um país diferente, detalhado melhor alguns acontecimentos, as motivações…

O livro tem vária ilustrações: algumas muito bacanas, e outras que realmente não agregam em nada pro conteúdo do livro, tipo replicar a figura de um soldado ‘trocentas’ vezes numa página com fundo verde (pg 122) – nesses casos é melhor deixar a cargo da imaginação, ela pode produzir uma cena muito mais interessante.

Resumindo: é uma leitura ok, super rápida, que traz uma história que se passa num país diferente mas que não se aprofunda muito em detalhes de nenhuma natureza.

Você também pode gostar de:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *