Resenha: O Herege

oheregeTítulo: O Herege – a Busca do Graal

Autor: Bernard Cornwell

Ano: 2003

Editora: Record, 2011

Sinopse: O Santo Graal, a relíquia sagrada da cristandade, inspirou muitas obras-primas da literatura. Tornou-se o mais mítico dos objetos, imortalizado no imaginário de todo o mundo ocidental. Sua lenda é normalmente ligada às histórias de Artur e seus cavaleiros, mas, desta vez, Bernard Cornwell transporta a saga de sua busca para o século XIV, em plena Guerra dos Cem Anos entre Inglaterra e França. ‘O Herege’ é o terceiro volume desta trilogia, iniciada com o empolgante romance ‘O Arqueiro’. Thomas de Hookton, o valente arqueiro inglês, viaja à frente de alguns homens até o interior da França. Lá, toma uma fortificação inimiga, que usa como base para suas expedições a Astarac, terra de seus ancestrais, a família Vexille, que teria sido a guardiã do Graal. Pretende, com essa arriscada expedição, atrair a atenção do seu primo Guy Vexille, conhecido como o Arlequim e que também busca o cálice sagrado. Mas jogos políticos e uma bela jovem acusada de feitiçaria podem atrapalhar os planos de Thomas, e fazer com que a maior relíquia da cristandade caia nas mãos de homens inescrupulosos que ambicionam apenas o poder e a fortuna que um objeto tão venerável lhes proporcionaria. Entre arqueiros, mercenários, reis, monges, guerreiros, cardeais, inquisidores, nobres e lindas mulheres, Thomas atravessa a Europa e leva os leitores deste romance em uma viagem inesquecível pelo século XIV. Um livro apaixonante sobre um dos períodos mais conturbados da história inglesa. Cornwell confirma com ‘O Herege’ a reputação conquistada com sua releitura das aventuras de Artur e seus cavaleiros. 

* Mais da metade da sinopse é repeteco do Andarilho…

Minha opinião:

No Herege termina a busca do Thomas pelo Graal, quando ele volta para a terra pertencente a sua família para procurar pelo cálice e atrair seu primo. Thomas se estabelece em uma fortificação chamada Castillon d’Arbizon, da onde parte em expedições para Astarac. Os Vexille eram os governantes de Astarac e eram cátaros, portanto, rejeitavam a Igreja alegando que Deus está nas pessoas. Quando se passa essa história, a heresia cátara foi destruída  há um século. Porém, existe a lenda  de que os últimos Senhores Negros, antes de fugir e se refugiar pela Europa, juraram destruir a Igreja usando a força de suas maiores relíquias – e é por isso que Guy Vexille tanto busca o cálice.

Em Castillon d’Arbizon, Thomas salva uma jovem condenada a fogueira, é excomungado da Igreja e cria inimizades dentro do próprio grupo que comandava. Thomas precisa fugir de Castillon, e leva com ele Genevieve. Porém, seu plano de atrair Guy Vexille dá certo, e ele precisa unir-se novamente a seus amigos para conquistar sua vingança. Ao término do livro, Cornwell descreve a chegada da Peste Negra, primeiro como um rumor, uma ameaça. Quando ela finalmente chega, nenhum exército é capaz de combatê-la. O autor dá uma ideia bem clara do pavor e da devastação que ela trouxe.

A essa altura da história, a gente já sabe que o Thomas tem uma tendência natural a cometer erros por causa das mulheres, e dá até uma raiva dele. E o fato de ter sido excomungado o deixa ainda mais incrédulo com relação a sua busca. Porém, novos personagens surgem, e Thomas aprende que o Graal pode não ser o objeto salvador que se imagina, e que seria melhor que ninguém o encontrasse.

Eu gosto do final do livro, acho que o desfecho da busca é interessante e condizente com as hipóteses mais sensatas levantadas nos livros anteriores, e até um pouco previsível. Só que eu acho esse o livro mais fraco dos três. Somente o capítulo inicial e o finzinho do livro realmente aconteceram, e eu senti falta de uma correspondência histórica maior. É óbvio que seria preciso ‘inventar’ pra terminar essa história, e eu não tenho críticas a parte do romance que foi inventada pelo autor (Astarac, Berat…) mas eu acho que o terceiro livro, por causa disso, tem um ritmo diferente  dos outros (e menos empolgante)

De qualquer forma, eu gosto bastante da trilogia e gosto de como ela termina. A história como um todo é interessante e instigante, e ainda ganhamos uma aula sobre vários acontecimentos históricos e sobre a vida na época. Leitura muito recomendada.

* O Herege consagra Sir Guillaume como meu personagem favorito da história 😉

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