Resenha: O Hobbit

Quando tive a ideia de expandir o Gnomonique.blogspot para falar de livros, eu estava lendo Bilbo Le Hobbit, a versão francesa do Hobbit.

Nada mais justo então que começar o blog em grande estilo, resenhando um clássico da literatura de fantasia, e do meu autor favorito.

o-hobbit

Título: O Hobbit

Autor: J.R.R. Tolkien

Ano: 1937

Editora: minha versão é de 2002, da Martins Fontes

Sinopse: A versão da Martins Fontes que tenho não tem sinopse. Vou transcrever aqui a sinopse da minha versão francesa, da Le Livre de Poche.

Bilbo, como todos os hobbits, é um ser pacato e monótono. Um belo dia, sua vida  é interrompida  quando Gandalf, o Mago, e treze anões o levam para uma perigosa jornada. Este é o começo de uma grande aventura, uma busca por um fantástico tesouro,  repleta de obstáculos e dificuldades, e que levará Bilbo até a Montanha Solitária,  guardada pelo dragão Smaug.

Minha opinião:

O Hobbit foi lançado em 1937 e dedicado ao público infanto juvenil. Portanto, ele é uma leitura mais leve, mais bem humorada – não por causa dos fatos que descreve, mas sim pela maneira como os descreve.

Apesar de ser curtinho, o livro tem um enredo bastante rico e cheio de acontecimentos. Começa com o Bilbo sendo convocado para participar de uma aventura. Os anões querem reaver seu tesouro, roubado e até então guardado pelo dragão Smaug, porém, eles não tem como fazer isso por meio da força e dos números. Por isso, Bilbo é contratado como o ladrão oficial da companhia, pois eles pretendem reaver o tesouro através do furto – e é claro que essa ideia tem um baita furo. A história se passa então nessa jornada até a Montanha Solitária, onde está o dragão, contando todas as aventuras e os perigos que se passam até que Thorin & Cia cheguem lá. E não pense que a história termina por ali, pois são muitos os povos interessados no tesouro guardado pelo dragão, resultando em uma batalha final.

O enredo é cheio de fatos,  mas eles são narrados de uma forma mais objetiva, sem aquele detalhamento, as vezes obsessivo, de O Senhor dos Anéis, resultando em um livro bem ágil, mas nem por isso sem conteúdo.

É nesse livro que descobrimos como o Bilbo encontra o Um Anel, aquele, que precisa ser destruído pelo Frodo lá na Montanha da Perdição. Quando a editora encomendou a Tolkien uma sequência para o Hobbit, o escritor resolveu partir do anel encontrado por Bilbo nas Montanhas Sombrias, dotando-o de um grande poder – e aí se desenrola a história do Senhor dos Anéis – SdA.

O Hobbit: uma Jornada Inesperada

Eu gosto de reforçar que existe uma mudança de ‘tom’ muito grande entre o Hobbit e o SdA. Quando me refiro a uma mudança de ‘tom’, quero dizer que o SdA não segue a linguagem infanto-juvenil do Hobbit. No Senhor dos Anéis temos um enredo muito mais denso, complexo e sombrio. Não só pelos fatos a serem descritos, pela história em si, mas também pela mudança no público alvo de Tolkien.

Acredito que os filmes do Hobbit estão seguindo a mesma linha do SdA – porque em time que está ganhando não se mexe, não é? Os filmes do Hobbit ganharam esse tom mais sombrio, mais dramático e heroico pra se aproximar do SdA, pra criar uma sequência cinematográfica una, que segue uma mesma linguagem.

E algumas artimanhas foram utilizadas pra deixar o Hobbit mais sombrio. Rola até uma ressurreição do Azog para perseguir o Thorin e dar uma cara pra gente odiar, encorpando o clima de perseguição do primeiro filme. A caracterização dos personagens também contribui com essa linguagem. Sumiram os anões de roupas coloridas, que Bilbo distingue muitas vezes pelas cores dos capuzes (Thorin tem um capuz azul celeste com borda prateada), e foram substituídos por anões guerreiros e até, quem diria…

Kili-and-Fili

wtf

Eu não tive muito tempo pra acompanhar as notícias sobre o lançamento do Hobbit durante o ano passado, então eu fiz exatamente essa cara quando o Bilbo abriu a porta. Acho que até engasguei com a pipoca.

Num geral, a ordem dos acontecimentos neste primeiro filme é fiel ao livro, mas enquanto no SdA houveram mudanças e omissões, no Hobbit alguns acontecimentos estão sendo esticados, como no caso da guerra dos gigantes de pedra (que no livro ocupa um único parágrafo – PJ sentando a mão no exagero), e dos assuntos de Gandalf quando dá suas sumidas estratégicas. E também algumas adições, como o Radagast e aquele trenó muito louco de coelhinhos.

Minha intenção ao fazer esses comentários não é esmiuçar diferenças entre livro e filme, e entrar naquelas discussões sem fim a respeito de modificações e escapadelas do diretor. A ideia que eu quero passar aqui, pra quem ainda não leu, é que o livro pode trazer uma experiência diferente do filme. E é por isso que eu recomendo que você leia e descubra a história na sua versão original! A leitura é rápida, agradável e clássica.

Extra:

A versão em francês, que se chama Bilbo le Hobbit, vem com um mapa marcador de páginas e com pequenos ‘Smaugzinhos’ nos cantos das páginas, assim, quando você folheia o livro rapidinho, parece que ele está voando! Simples, mas muito fofo.

oioi

 

E você, já leu? Curtiu? O que achou do filme?

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