Resenha: O Senhor da Foice

OSenhordaFoiceTítulo: O Senhor da Foice

Autor: Terry Pratchett

Ano: 1991

Editora: Conrad Editora do Brasil, 2006

Sinopse: Dizem que na vida só podemos ter duas certezas… Mas isso foi antes de Morte ser demitido e sair vagando em busca de sentido para a existência. Agora ele sumiu. E presume-se que… definitivamente. Isso provocou no Disco o caos que sempre ocorre quando um serviço público importante deixa de ser feito ou quando as pessoas param de morrer. É ocaso de Windle Poons, o mago mais velho da Universidade Invisível, que depois de 130 anos mal vividos esperava ansioso por uma boa vida após a morte. No entanto, Windle agora deve se unir a uma turma de mortos-vivos, vampiros e monstros e sair para livrar Ankh-Morpork da confusão que o excesso de vida está causando. Enquanto isso, numa pequena fazenda muito, muito distante, um homem alto e misterioso demonstra ser bastante habilidoso com a foice. Chegou a hora de fazer a colheita…

Minha opinião:

Eu gosto muito de Terry Pratchett, gosto mesmo. Então eu sempre começo a ler os livros dele com muita empolgação: mas esse livro não me conquistou. Não curti e várias vezes eu pensei em largar a leitura pela metade e partir pra outro livro (e olha que eu não sou de fazer isso). Não quero dizer que é um livro ruim – cada tem sua opinião e suas preferências. Mas achei que, comparado aos outros livros do autor que já li, esse é o mais fraco.

A ideia norteadora até é bem legal: o que acontece quando Morte é demitido. Assim a história segue duas linhas: a nova vida de Morte, agora uma vida comum, onde ele descobre como é ter tempo (e precisa aprender a lidar com ele) e saber que um dia se vai morrer; e a história de Windle Poons, que morreu mas não foi pra lugar nenhum, e então continua na terra tentando descobrir o que está acontecendo.

Sem nenhum Morte para levar a força da vida embora quando terminava, ela não tinha pra onde ir.

Mas apesar de ser uma ideia legal, eu achei que o livro começa a enveredar pra uma história muito chata. Até mesmo as partes com o Morte, que é meu personagem favorito do Pratchett não são tão legais como nos outros livros – mas ainda assim salvam a leitura. Todas as reflexões que o Morte faz sobre a morte, e os diálogos que tem com a senhora Flitworth, são bastante interessantes e fazem a gente enxergar a morte e a relação da humanidade com ela de uma forma diferente – e bem original.

A história se passa no Disco*, e assim como nos outros livros, existem diversas paródias com a nossa cultura e o nosso cotidiano.

A luz acha que viaja mais rápido do que qualquer outra coisa, mas está errada. Não importa a velocidade em que ela viaja, a escuridão sempre chegá lá primeiro e espera por ela.

Enfim, se você não conhece Terry Pratchett, eu te diria para começar por outro livro, quem sabe. Desde a primeira vez que eu li O Senhor da Foice eu não curti a leitura, por isso acho que outros livros do autor são mais indicados pra você conhecer – e se apaixonar – pelo estilo dele.

* Disco: um mundo achatado e carregado nas costas de quatro elefantes que viajam pelo espaço sobre o casco da Grande A’Tuin, a tartaruga estelar.

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