Resenha: Trilogia Millennium

110320259SZTítulo: Trilogia Millennium

Autor: Stieg Larsson

Sinopse (Submarino)

Os homens que não amavam as mulheres: 

Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas, “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca.Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um enigma a portas fechadas – passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada.

A menina que brincava com fogo

O segundo volume da trilogia Millennium tem como fio condutor a personalidade complexa e os segredos ocultos de Lisbeth Salander, a jovem e destemida hacker que agora é acusada de três assassinatos brutais.
“Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade”, raciocina Lisbeth Salander, protagonista de A Menina que Brincava com Fogo, de Stieg Larsson. O autor – um jornalista sueco especializado em desmascarar organizações de extrema direita em seu país – morreu sem presenciar o sucesso de sua premiada saga policial, que já vendeu mais de 10 milhões de exemplares no mundo.
Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. A própria Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados: um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes – um Colt 45 Magnum – não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo.

A Rainha do Castelo de Ar

“Último volume da trilogia Millennium, A Rainha do Castelo de Ar reúne os melhores ingredientes da série: um enredo de tirar o fôlego, personagens que ficam gravados na imaginação do leitor e surpresas que se acumulam a cada página”.
Com mais de 15 milhões de exemplares vendidos no mundo, a trilogia Millennium é uma das mais bem-sucedidas séries policiais dos últimos anos, e já conta com uma versão cinematográfica prevista para estrear no Brasil ainda este ano. Quer seja tratando da violência contra as mulheres, quer seja enfocando os crimes cometidos por magnatas ou pelo Estado, a saga cumpre sua principal missão: a de nos prender numa leitura envolvente, cheia de mistérios.
Neste terceiro e último volume da série, Lisbeth Salander se recupera, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida, enquanto Mikael Blomkvist procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga, acusada de vários crimes. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. E agora conta com excelentes aliados. Além de Mikael, jornalista investigativo que já desbaratou esquemas fraudulentos e solucionou crimes escabrosos, no mesmo front estão Annika Giannini, advogada especializada em defender mulheres vítimas de violência, e o inspetor Jan Bublanski, que segue sua própria linha investigativa, na contramão da promotoria.
Com a ajuda deles, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos se articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está um perigoso espião russo que ela já tentou matar. Duas vezes.
A Rainha do Castelo de Ar enfoca de modo original as mazelas da sociedade atual, tendo conquistado um lugar único na literatura policial contemporânea.

Minha opinião:

Vamos começar pelo começo: eu sempre via o box com os 3 livros em promoção no Submarino, mas nunca comprei porque estava esperando um preço um pouquinho melhor (diz a pessoa que pagou R$ 77 pelos 5 livros das Crônicas de Gelo e Fogo). Nenhum amigo em especial me recomendou, ou disse que era bom; eu tinha vontade de ler simplesmente porque vi a promo do Submarino e porque vi as propagandas na época do lançamento do filme.

Aí esses dias atrás eu lembrei dessa vontade e resolvi ler no Ipad. Eu não gosto de ler sinopses e opiniões alheias antes de ler um livro, muito menos ver o filme. Eu sabia que existia uma personagem chamada Lisbeth (vi Rooney Mara em muitos tapetes vermelhos por aí) e peguei o livro sem ter a mínima ideia da história. E gente, que livro sensacional! Sério mesmo, eu nem tenho palavras pra dizer o quanto eu gostei desses livros. Fazia muito tempo que eu não pegava livros bons assim pra ler, daqueles que a gente quer ler só mais um pouquinho, só mais um capítulo… e quando vê já se passaram horas.

“A série de Larsson apresenta qualidades em comum com outro fenômeno da literatura estrangeira: O nome da rosa […] Sua trilogia Millennium também é um delicioso e instrutivo compêndio de conhecimento acadêmico e referências à cultura pop.” – The Guardian

Se tem qualidades em comum com O Nome da Rosa, como eu posso não amar? Justo O Nome da Rosa, meu 3º livro favorito da vida (e que eu já fiz resenha, pra ler clica aqui)

O primeiro livro tem uma história própria, centrada no desaparecimento da Harriet Vanger – e nele você já conhece grande parte dos personagens. O bacana desse livro é que você vai descobrindo a história e as pistas junto com o investigador, o Mikael Blomkvist, e você pode se esforçar e tentar enxergar algo que ele não enxergou, descobrir algo antes dele. Talvez por ter lido O Nome da Rosa, eu consegui ser mais rápida que ele em determinada parte da investigação (eita sensação boa, hehehe).

Já o segundo e o terceiro livro tem uma grande história dividida em duas partes. Continuamos com os personagens principais, mas vamos conhecendo mais deles, principalmente da Lisbeth. No primeiro livro eu duvidei de algumas atitudes dela, mas conforme você vai descobrindo mais da vida dela você passa a entender – e a admirar – a posição dela. Lisbeth é heroína!

Entram também muitos (mas muitos mesmo) personagens novos, e a trama vai ficando cada vez mais surpreendente. É como uma corrida, cada vez mais acirrada, entre aqueles que querem escancarar a verdade e aqueles que querem escondê-la, e você fica ali torcendo pra dar tudo certo (e imaginando, em alguns pontos, em quem acreditar).

Eu sou só elogios pro livro, porque eu amei mesmo. Aliás, dando uma olhada no site TrilogiaMillennium.com.br, dá pra ver que o livro é mara mesmo, porque tem muita galera que também amou e elogia super! Uma pena mesmo que o autor tenha falecido em 2004, antes de ver o super sucesso dos seus livros. Eu certamente gostaria de ler muito mais coisas dele, porque ele é ótimo.

A prova de eu gostei demais é que eu li muito rápido, eu devorei os livros, mas quando cheguei perto do final do terceiro eu quis desacelerar, pra ele não acabar =P

Filmes

Como eu falei da Rooney Mara ali em cima, o filme de Os Homens que não amavam as Mulheres (aliás, o título faz muito sentido depois que você conhece a história) foi lançado em 2012, com o Daniel Craig no papel de Mikael Blomkvist. Assim que eu terminei os livros a gente assistiu o filme, e eu gostei muito também. Adorei a Rooney como Lisbeth e adorei a forma como a adaptação foi feita. Você percebe que houve uma preocupação em manter a história fiel ao livro, e apesar de algumas modificações bem importantes, você vê que elas foram feitas realmente pra simplificar um pouco (já que o livro é enorme e o filme também ficaria se fosse 100% fiel).

Existe uma versão sueca desse filme, de 2009, e eu também assisti pra fazer uma comparação. Bem, eu achei a versão de 2012 muito melhor, mesmo. Ela é mais fiel ao livro e mais convincente (acho que a versão sueca omite algumas partes muito importantes pro entendimento da história). Sem falar que eu acho a Rooney Mara mais “exótica” como Lisbeth, mais condizente. A atriz da versão sueca é linda, mas ela é mais normal, sabe? E o ator sueco também não me convenceu muito como galã. De qualquer forma, eu prefiro a versão de 2012, mas principalmente porque ela é mais fiel ao livro.

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