Resumo literário: Trilogia Divergente e O Lado Bom da Vida

Faz tempo que eu não posto nada sobre livros né? Quase 4 meses. Pode parecer até que não estou lendo, mas não é bem assim. O mês de junho não conta muito porque eu estava no Brasil, mas de maio pra cá eu li 12 livros e estou finalizando mais 2.

O motivo de não ter feito resenha é simples: eu não gostei muito dos livros que li, e achei que não tá valendo a pena no momento fazer resenha específica só pra falar mal do livro, ou dizer que o livro é nhé. Tantas coisas boas pra contar, porque então se deter em leituras mais ou menos? Mas como eu gosto de ter um registro de tudo que leio, achei melhor comentar brevemente essas leituras.

Mas veja bem, vamos esclarecer uma coisa: não é porque eu não gostei que isso significa que o livro é ruim. É simplesmente a minha opinião, ok? Acho que a internet é um espaço grande o suficiente pra todas as opiniões literárias, e esse não é o primeiro, e nem o último, livro super famoso que eu leio e nhé. Acho que isso diz muito mais sobre os meus gostos literários do que sobre o livro em si.

Trilogia Divergente:

Divergente-original

Breve sinopse: A obra traz uma versão futurista da cidade estadunidense de Chicago, a sociedade se divide em cinco facções dedicadas ao cultivo de uma virtude – a Abnegação, a Amizade, a Audácia, a Franqueza e a Erudição. Aos dezesseis anos, em uma grande cerimônia de iniciação, os jovens são submetidos a um teste de aptidão e devem escolher a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas. Para Beatrice, a difícil decisão é entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é, e não poder ter os dois. Então faz uma escolha que surpreende a todos, inclusive ela mesma.

Um pouco antes de ir pro Brasil eu li a trilogia Divergente. Li porque eu tinha achado a experiência de ler Jogos Vorazes bem interessante, e achei que essa trilogia Divergente seguia pelo mesmo caminho e também poderia me interessar. Me enganei. Achei o primeiro livro muito chato, mas continuei firme porque eu li muitas críticas boas a respeito e porque, de certa forma, eu estava curiosa pra saber o tal “segredo”. Quando eu descobri o “segredo” eu achei muito decepcionante… foi algo tipo: sério que é isso? Eu terminei mesmo só porque eu odeio largar uma história pela metade.

Eu, pessoalmente, não gostei. Achei o final do livro bem digno, mas a história em si não me ganhou e nem os personagens. Tanto que eu não me interessei em ver o filme.

O Lado Bom da Vida

O Lado Bom da Vida

Breve Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”. Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora.

Ta aí outro livro muito famoso e que também não me conquistou. Não significa que eu não tenha gostado, mas eu também não recomendaria pra um amigo.

Eu achei uma leitura muito leve e muito rápida: é uma história simples, escrita de um jeito simples com palavras simples. Eu li com muita curiosidade até a metade, descobrindo junto com o Pat tudo que aconteceu, até chegar na verdade. Depois que eu descobri eu achei que perdeu a graça. Não que eu esperasse algo muito diferente, uma revelação bombástica, mas é que eu estava presa no suspense e achei decepcionante descobrir o que de fato aconteceu.

O Pat é um cara super ingênuo e de bom coração, lutando pra enxergar a vida de forma positiva e melhorar como ser humano. Isso traz uma mensagem muito bacana de otimismo e crescimento pessoal, mas eu achei que faltou alguma coisa nessa história toda que realmente me cativasse. Eu fiquei com a sensação de que o jeito simples de descrever um problema complexo que o autor utiliza deixou o livro meio superficial.

De qualquer forma, eu me diverti com a história do Senhor G. Achei a parte mais legal de todo o livro. Quem nunca sentiu um arrepio quando ouviu pela enésima vez a propaganda de coletâneas da SomLivre?

* Assisti o filme também. Mas ele é tão diferente do livro que só serviu pra me dar mais raiva ainda dessas “adaptações cinematográficas” que esculhambam tudo. PJ, essa foi pra você.

E agora estou finalizando…

As Crônicas Saxônicas – Bernard Cornwell: Com o lançamento de “The Pagan Lord” (O Guerreiro Pagão, em português), está na hora de reviver as aventuras do Uthred de Bebbanburg. Eu comprei o sétimo livro aqui na FNAC de Lausanne e, antes de lê-lo, eu resolvi reler os primeiros 6 livros da série pra relembrar exatamente em que ponto a história tinha parado (memória fraca tem dessas coisas). Estou finalizando o sétimo livro e em breve vou fazer resenha específica porque, mesmo não sendo meu livro favorito, Bernard Cornwell é sempre muito amor.

Trilogia Millennium – Stieg Larsson: Nem vou me demorar aqui porque essa trilogia com certeza vai ter post específico. Onde eu tava que eu demorei tanto pra ler essa trilogia? Porque ninguém me alertou antes que era tão bom?

Gente, quanto tempo que eu não me surpreendia tanto com uma história e achava um livro ótimo. Sabe aquele livro que te prende e te faz perder o sono, só pra ler mais um poquinho, só mais um capítulo… Estou terminando a Rainha do Castelo de Ar e achei a trilogia sensacional. Em breve eu volto pra contar mais detalhes, porque esse merece.

* No caso do Divergente e do Lado bom da vida, eu me decepcionei quando descobri a verdade por detrás do suspense. Mas na trilogia Millennium aconteceu exatamente o contrário: eu achei as revelações realmente surpreendentes – a peteca não cai nunca.

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