Sebastião Salgado – Genesis – e o Museu d l’Elysée

Aqui em Lausanne todo primeiro sábado do mês a entrada dos museus é gratuita. Por consequência, o primeiro sábado do mês virou o “sábado dos museus”. O escolhido de janeiro foi o Museu d l’Elysée.

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O museu fica em uma casa construída entre 1780 e 1783 por Henri Mollins, e posteriormente comprada pelo cantão de Vaud. A casa virou um museu inteiramente dedicado a fotografia em 1985, transformando-se ao longo dos anos em um museu de renome internacional. O Museu de l’Elysée fica bem pertinho do Museu Olímpico e, portanto, do lago Léman e de Ouchy. Nossa intenção de ir ao Elysée era conferir a exposição Genesis, do Sebastião Salgado (que fez bastante sucesso por aqui).

Sebastião Salgado é um fotógrafo brasileiro, nascido em Minas Gerais, e economista de formação. Sua carreira como fotógrafo começou em Paris, em 1973, trabalhando para diversas agências. Em 1994, juntamente com sua esposa, ele fundou a Amazonas Images, uma agência de imprensa fotográfica totalmente dedicada ao seu trabalho. A exposição Genesis é fruto de um projeto iniciado em 2004, e conta com uma série de fotografias de paisagens, fauna, flora e comunidades vivendo dentro de suas tradições e culturas ancestrais – todas em preto e branco.

Fica difícil escolher imagens pra ilustrar esse post (peguei as imagens no próprio site da Amazonas Images, ok)

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As fotos são realmente lindas! Acho que são duas as características que fazem desse projeto especial: a escolha do tema, já que o fotógrafo explora um mundo selvagem e intocado; e a qualidade das fotos, que são realmente ótimas (por vezes parecem até montagem), captando momentos especiais e transmitindo isso pra quem vê. Como o próprio fotógrafo descreve: é a sua ‘carta de amor para o mundo’. Não é uma exposição para mostrar a ação nociva do homem na natureza, mas pra mostrar o que ainda consegue resistir a essa ação. Acho que, no fundo, o impacto pra quem vê é o mesmo.

Genesis, do Sebastião Salgado ficou exposta no museu do dia 20 de setembro até o dia 05 de janeiro. Nós fomos no dia 04: era o dia do “passe livre”, era o penúltimo dia da exposição e estava chovendo! Agora pense num museu lotado! Acho que eu só vi tamanho acúmulo de gente no Louvre – e na frente da Mona Lisa. Sério mesmo. Isso tem um lado ruim, porque a exposição vira praticamente uma procissão, e você tem que seguir no ritmo das outras pessoas – mas também tem um lado ótimo, de ver que as pessoas se interessam por esse tipo de trabalho, aproveitam o passe livre dos museus e tiram suas bundas da cadeira em dias chuvosos pra apreciar uma boa exposição.

Porém, eu preciso fazer uma observação de uma observação que eu não fiz: na descrição da exposição dizia que ela é dividida em 5 setores, sendo um destes setores dedicado a Amazônia – e eu não achei! Eu fui percorrendo a procissão, passando por todas as salas até o final e nada. Voltei, pra ver se não tinha esquecido nada, e não achei novamente. Enfim…

Eu sei que a exposição já acabou, então eu to aqui dando dica fail….maaaaas eu achei o trabalho do Sebastião Salgado muito demais, e por isso eu gostaria de recomendar às outras pessoas (até porque ele é brasileiro e, portanto, tem exposições dele no Brasil com uma certa frequência) e quem não puder, que conheça seu trabalho na internet mesmo através deste site da Vale do Rio Doce (que é patrocinadora do projeto) ou através dos maravilhosos livros da Taschen =D

** A editora Taschen tem vários livros com as coleções do Sebastião Salgado, inclusive uma edição de colecionador do livro Genesis em tamanho super ultra giga, que acompanha um suporte e custa os dois olhos da cara! Nós vimos na loja da Taschen em Bruxelas, e também tinha um exemplar na exposição. Lindaço. E tbm tem uma versão normal, cujo preço é um pouco mais pagável =P

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