Vikings Season 2 – History Channel

Em 2012 eu me ‘dei’ de presente de Dia das Crianças uma maratona de Vikings, do History Channel. Eu tinha lido alguns comentários no face, alguns rumores… e resolvi assistir. Naquela época eu fiz a resenha da primeira temporada (está aqui – aliás, me espanta a quantidade de gente que chega aqui por causa dela).

Assim que eu terminei a primeira temporada eu comecei a acompanhar mais notícias da série, ficar de olho nos trailers e informações da segunda temporada e, por conseguinte, comecei a ficar muito  – MUITO MESMO – ansiosa com a segunda temporada. Ainda mais porque os trailers mostravam coisas muito loucas (pobre Athelstan), e a gente tava naquele suspense por causa das escolhas do Rollo…

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Fonte: http://www.history.com/shows/vikings

Quando a segunda temporada chegou, eu comecei a acompanhar avidamente. Conforme saiam os capítulos, no dia seguinte eu já estava procurando pra assistir. Gente, eu odeio isso… odeio mesmo. Eu sou do tipo de pessoa que gosta de esperar a temporada terminar, baixar a temporada inteira e assistir quantos episódios eu quiser de uma só vez. Eu odeio quando um episódio termina no maior suspense e eu tenho que ficar esperando até a próxima semana pra saber o que aconteceu. Mas e quem aguenta esperar?

De qualquer forma, assisti tudo e acabei procrastinando o post por aqui. Eu sempre ficava pensando em assistir de novo, pra formar uma opinião melhor. E janeiro foi o momento de rever Vikings porque:

– Tem as duas temporadas no Netflix brasileiro – alouuuuuuu, corram assistir! (não corra se você tem problemas em ver sangue e batalhas)

– A terceira temporada começa no dia 19 de fevereiro, então esse é um bom momento pra relembrar e entrar no clima!

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Fonte: http://www.history.com/shows/vikings

De certa forma, depois de rever as duas temporadas, minha opinião sobre a primeira segue a mesma: é uma história centrada em um único personagem principal, que explora muito pouco as particularidades dos outros personagens. E é mais pro final da primeira temporada que as coisas começam a ficar emocionantes.

A impressão que eu tive (minha opinião, ok) é que o sucesso da primeira temporada serviu pra alçar a segunda temporada para outro patamar. Os personagens e o enredo seguem os mesmos, mas de repente parece que tem muito mais história, muito mais tretas, então a gente se envolve mais com os personagens, conhece mais eles, passa a acompanhar suas vidas ‘além Ragnar’…. e isso acaba deixando a história toda bem mais rica.

A segunda temporada começa com o Brother’s War, que é quando a gente descobre o que vai se suceder da disputa entre o Rei Horik e o Earl Borg sobre um pedaço de terra (questão levantada lá no fim da primeira temporada). O seriado segue com as incursões pro oeste, seguidas de ataques no reino de Wessex. Esqueça aquele rei Aelle sem graça, agora entra em cena o rei Ecbert, e o negócio pode ficar feio pros nórdicos.

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King Ecbert — Fonte: http://www.history.com/shows/vikings

Como comentei ali em cima, nessa temporada as vidas de outros personagens são mais exploradas, e você começa a amar uns e odiar outros, torcer pra que as coisas deem certo, ficar muito curioso sobre o destino dos personagens, as mulheres começam a ganhar cada vez mais destaque (de formas surpreendentes, inclusive)… Aqueles personagens f**as da primeira temporada seguem, cada vez melhores, mas temos também personagens novos e igualmente interessantes.

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Earl Borg (ou Jarl Borg, como queiram) é meu personagen favorito da temporada! — Fonte: http://www.history.com/shows/vikings
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Versão mais velha do rei Joffrey =P — Fonte: http://www.history.com/shows/vikings
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Lagertha segue sempre muito <3 — Fonte: http://www.history.com/shows/vikings

A música de abertura segue a mesma – e não tem por que trocar, porque ela é simplesmente incrível – e tem um clipe cabulosíssimo. Mas nessa segunda temporada eu achei a trilha sonora toda incrível, em especial as músicas do Wardruna. Achei essa playlist no youtube, mas minha favorita é essa primeira mesmo, que se chama Dagr (o início é meio chatinho, mas depois ela fica muito boa).

Incursões pro oeste, acordos, desacordos, tretas, traições, ciúmes, batalhas, punições, surpresas, blood eagle…. essa temporada tá realmente de grudar os olhos na TV. Não vou falar mais pra não dar spoilers caso você não tenha visto, mas recomendo fortemente que você veja. O Henrique achou a primeira temporada meio ~assim, mas na segunda ele já estava super interessado e emendando um episódio no outro, de tanta curiosidade. Preciso dizer que a temporada toda é demais, mais o final é espetacular!

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Fonte: http://www.history.com/shows/vikings

Esperando ansiosamente pela terceira temporada! E esse trailer está exatamente como o trailer da segunda temporada, feito pra deixar a gente muito curioso com o que vem pela frente!

* Se você está sem tempo pra rever, ou quer resumir tudo, esse vídeo te dá uma ajuda.

* No site do History você pode encontrar conteúdo exclusivo e os capítulos do Athelstan’s Journal, uma web serie que conta a história pelos olhos do Athelstan que, aliás, tá ganhando cada vez mais importância na história.

* Já podemos perceber que o rumo dado na série não casa muito bem com o rumo das Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell. Vamos aguardar e conferir, já que os livros de Cornwell vão virar série, produzida pela BBC (leia matéria aqui). Será que vai ser maravilhoso, épico ou incrível?

* Alguém me corrija se eu estiver errada (please), mas foi o Rei Alfredo, um tanto quanto mais tarde, que tentou unificar os reinos sob o nome de Inglaterra. Então não é um pouco cedo pros reis Aelle e Ecbert gritarem “Viva a Inglaterra” quando eles se encontram nessa segunda temporada de Vikings? Fica a dúvida.

* Adianta gritar Shield Wall, formar a parede, sair correndo e estragar toda a formação? Eu sempre achei, baseada nas minhas leituras, que depois que a parede está formada ela avança lentamente, passo por passo, justamente pra não avacalhar com a formação…

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4 Comentários

  1. Oi Monique, tudo bem? Adorei seu resumão de Vikings. Estou assistindo pelo Netflix e confesso que é contagiante. Gostaria de fazer algumas considerações à respeito de seus comentários sobre a série:

    1. Shield Wall: De fato ela pode avançar lentamente ou, nesse caso, ser uma espécie de armadilha que dá a impressão de ‘avacalhação’ quando eles abrem e os inimigos adentram a parede e são facilmente aniquilados;

    2. Não li as obras de Bernard mas pelas poucas fontes acerca de histórias Vikings na internet e documentários encontrados no Youtube pude perceber que está bem próximo da ‘realidade’ o que de fato é superficial visto que a própria definição de como o próprio Ragnar existiu é incerta. Não estou falando de suas incursões mas de seu papel acerca dessas ‘tretas’ com saxões e bárbaros.

    O que pude perceber é que é difícil de definir os filhos e seus nomes. De fato os deuses o abençoaram porque até a história tem dificuldades de dizer a quantidade certa e os nomes destes. Fato é que Ivar, Bjorn, Ubba e Sigurd parecem de fato ter existido.

    É isso, parabéns pelo blog!

    1. Olá Edvandro! Tudo bem e com você?
      Poxa, obrigada pelo comentário.

      Pois então, eu não sou grande conhecedora do assunto e assumo que meus poucos conhecimentos vem, quase todos, da leitura de Bernard Cornwell. Comentei essa questão da parede de escudos porque ela é esmiuçada em detalhes pelo Cornwell, e me parece um pouco diferente do que é colocada na série. Eu entendo essa questão da abertura malandra, para “engolir” os inimigos, mas mesmo assim eu imagino ela diferente (uma parede bem formada e sólida, que de repente se abre e engole os inimigos, que serão aniquilados pelas fileiras de trás…). Me referi, nesse caso, a parede do Brother’s War, quando todos saem correndo de cara e, de repente, não existe mais uma parede (principalmente se você olhar do lado do Jarl Borg – o Rollo vem correndo todo pimpão, protegido por nada…). Mas assumo, minha visão do assunto é bem tendenciosa, já que é baseada em somente um autor.

      E realmente, como não existe uma versão oficial da história do Ragnar, a série será fiel na medida do possível. Afinal de contas, cada um pega um pouco daqui e um pouco dali e cria a sua versão, mas não saberemos nunca qual é a mais próxima do que realmente existiu. O que dá pra saber é que ele teve um papel importante nessa questão das incursões, nem que seja colocando seus filhos no mundo =P

      Em todo o caso, essa questão é interessante, porque dentro em breve teremos a série das Crônicas Saxônicas, que trata mais ou menos da mesma história, mas com algumas diferenças… to bem curiosa pra ver como tudo isso vai ficar. E não querendo avacalhar o History, mas não aparecendo aliens na história eu to bem feliz.
      E essa questão dos filhos é realmente duvidosa… Acho que consenso mesmo, só o Ivar! O resto cada autor varia…

      Enfim, vamos seguir assistindo e ver o que vem pela frente!
      E, se você gosta da temática, não deixe de ler Bernard Cornwell, principalmente As Crónicas Saxônicas. O cara é O Cara pra descrever uma boa batalha – só que do outro lado, do lado dos ingleses!

      Obrigada!
      Abraços

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