Suíça: St. Gallen

Em dezembro de 2013 nós descobrimos uma promoção muito bacana aqui na Suíça: a carte journalière da Post Finance. Um passe diário válido para duas pessoas, que pode ser usado para viajar para (quase) toda Suíça e com um custo de 69 francos para 2º classe e 105 francos para 1º classe. Os passes podiam ser comprados até o final de dezembro e usados até o final de janeiro.

Compramos 4 passes de 2º classe e usamos 3 deles ainda em dezembro (para Zurique, Zermatt e Luzerna via Golden Express – falarei de todos em um futuro próximo) e um deles sobrou para janeiro. O mês de janeiro foi bastante complicado, e acabamos deixando pra usar o último passe no dia 25. Viajamos bem ‘descompromissados’, mais pra usar o passe mesmo, sem muita programação ou expectativas. No dia anterior resolvemos conhecer St. Gallen, que fica bem longe de Lausanne e, portanto, seria super caro viajar até lá sem esse tipo de passe promocional (pobreza, é assim que se chama).

Saímos de Lausanne as 8:20 da manhã e chegamos em St. Gallen ao meio dia, com um trem direto. Chegando lá nós fomos procurar o posto de informações turísticas (quando você não tem tempo de pesquisar sobre a cidade, isso é o melhor a fazer) e o encontramos bem pertinho da abadia (existe um ponto de informações bem pertinho da estação, mas era sábado e ele estava fechado).

O principal ponto turístico da cidade é a Abadia de St. Gallen, com sua catedral barroca ligada a biblioteca, o mais belo salão não-eclesiástico da Suíça e que contém mais de 160.000 livros. A abadia inteira foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1983.

A Catedral é simplesmente linda! Ela é muito diferente das outras catedrais que visitamos, e nós ficamos um bom tempo lá dentro apreciando tudo (e eu tirei muitas fotos).

2014-01-25 12.08.24 2014-01-25 12.09.20Um dia lindo e friooo

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“O nome e a fundação da cidade provêm do monge missionário irlandês de nome Gallus, que ali fundou um eremitério por volta do ano 612. Pelo ano 747, o mosteiro de St. Gallen já seguia a Regra de São Bento, que exige o estudo contemplativo de livros e, consequentemente, também prevê a presença de uma biblioteca. Na Idade Média, a cidade desenvolveu-se num importante polo europeu de cultura e educação. Mais tarde, os bordados de St. Gallen ganharam reconhecimento internacional, trazendo prosperidade à cidade. ”

Depois disso nós caminhamos em direção a Biblioteca, e ela parecia fechada – como nós estávamos com muita fome e era sábado, a gente presumiu que estivesse fechada mesmo e partimos pro almoço (sem conferir no material informativo o horário de funcionamento da biblioteca: das 1oh as 17h no sábado). Cagada é a palavra que define.

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Biblioteca de St. Gallen

A cidade também tem um museu têxtil com bordados suíços e estrangeiros do século XIV ao XX, mas acabamos não visitando. Nós optamos por conhecer a Abadia e caminhar pela cidade, bem em clima de passeio.

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St. Laurenzen – ao lado da Catedral de St. Gallen

 

Outra característica da cidade são as casas burguesas, datadas de XVI ao XVIII, com janelas salientes envidraçadas pintadas. O centro histórico é fechado para os carros e é uma região ótima para passear. Nós caminhamos bastante por ali, entramos nas lojas, almoçamos…Que cidade agradável! Cidade ultra agradável! Mesmo sendo sábado o centro não estava lotado, as pessoas são extremamente educadas, as lojas também estavam super habitáveis (ao contrário de Lausanne, que no sábado a tarde é impossível caminhar na rua, impossível entrar numa loja e não surtar)… enfim, eu achei a cidade o máximo! As pessoas só falam alemão, e elas realmente não se esforçam pra falar inglês ou francês, mas mesmo assim elas são muito educadas e a comunicação acontece sem problemas.

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A localização de St. Gallen faz da cidade ponto de partida para passeios na região de Appenzellerland, como o Santis (um mirante a 2502 metros de altura da onde pode se enxergar 6 diferentes países) e do Lago Constança. Nós achamos a ideia de ir ao Santis interessante, mas nesse caso nós precisávamos ter programado o passeio um pouco melhor. Resolvemos então conhecer o lago Constança. Saímos de Saint Gallen perto das 3 da tarde, e fomos em direção a Rorschach (menos de 20 minutos de trem).

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Em Rorschach a estação do trem fica muito perto da beira do lago, então nós só descemos do trem e caminhamos um pouco por ali. Não caminhamos pela cidade e tudo o mais, porque no caminho nós decidimos estender o nosso passeio descompromissado até Vaduz (capital do principado de Liechtenstein, o sexto menor país do mundo) e, por isso, só tínhamos 25 minutos em Rorschach.

Eu não gosto de viajar sem pesquisar um pouco sobre a cidade antes, e agora eu sei que poderíamos ter aproveitado muito mais o nosso passeio com um pouco de pesquisa e programação (e atenção). Porém, no fim de janeiro estávamos no meio da nossa segunda mudança, e além de todos os preparativos pra entrar no apartamento novo, também estávamos organizando as visitas no apartamento velho – o stress tava tomando conta. Apesar disso eu adorei o passeio, adorei a cidade, e pretendo voltar pra conhecer a Biblioteca e o Santis –  quem sabe numa próxima promo de carte journalière 😉

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