Viver em Lausanne é: MORADIA

– Descobrir que o aluguel é praticamente um assalto e se acostumar com isso – porque você tem que morar em algum lugar.

– Perceber que quase tudo que você tem dentro de casa é da Ikea. Se não é da Ikea é do Migros ou do Coop.

– Constatar que isolamento acústico não é uma característica marcante da arquitetura suíça – diz a pessoa que ouve o vizinho puxando a descarga.

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Vou te esperar, na minha humilde residenzaaa…”

– Descobrir que seu apartamento tem uma cave – que em alguns casos foi construída para ser usada em caso de acidentes nucleares, mas que viraram lugar pra guardar bagunça mesmo.

– Se sentir levemente incomodado quando descobre que o seu novo apartamento não tem uma cave – e se perguntar pra onde você iria em caso de acidente nuclear (pras montanhas, é claro =P

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– Ter um frigobar no lugar de uma geladeira.

– Compartilhar a lavanderia com todos os outros moradores do prédio.

– Perceber que talvez seu apartamento não tenha número, tenha só seu nome.

– Pagar 35 francos pela plaquinha com seu nome na caixa do correio.

– Colar um adesivo “sem publicidade, por favor” se você não quiser que sua caixa de correio seja inundada diariamente pelos mais diversos tipos de propaganda.

– Ter vizinhos das mais diferentes nacionalidades.

– Achar que 50 m2 é luxo e ostentação.

– Ter um porta casacos perto da porta de entrada.

– Morar em um apartamento construído em 1900, cuja última reforma foi em 1964 (acontece).

– Ouvir todo mundo – todo mundo – comentando sobre como é difícil a questão da moradia na cidade.

– Descobrir que todo e qualquer espaço que puder ser transformado em moradia (mesmo que em condições questionáveis) será.

– Pagar o Bilag de boas ou então morrer de medo toda vez que alguém bate na sua porta (e eles existem sim, já bateram aqui). As crianças tem medo do véio do saco e os adultos tem medo do homem do Bilag.

– Ter que pagar quando você se muda para outra comune – o equivalente, mais ou menos, a trocar de bairro.

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