Suíça: Zurique

Zurique é a maior cidade da Suíça e, talvez seja por isso que muita gente acha que é a capital do país (inclusive já achei essa informação em muito site de viagem famosão – mas a capital é Berna, ok?). Zurique fica na parte alemã da Suíça, é um importante polo de cultura, ciência e negócios.

A viagem de Lausanne para Zurique dura cerca de 2h10min em um trem direto, e custa cerca de CHF 142 ida e volta. Nós já fomos passear em Zurique propositalmente 2 vezes, mas também já passamos por lá pra ir pra St. Gallen e pra ir pra Nova York, já que o preço das passagens partindo do aeroporto de Zurique era muito melhor (e compensava pagar o trem até lá). Na primeira vez que turistamos em Zurique o tempo estava horrível, muito frio e chuvoso. Na segunda vez, em Dezembro, estava frio mas com um tempo bonito, e é por isso que esse post tem fotos diferentes – elas foram tiradas por nós, mas em dias diferentes.

Na Estação central de Zurique, a Hauptbahnhof Zürich, você pode pegar mapas e dicas de passeios no ponto de informações (inclusive em português), que fica dentro da própria estação. Nas duas vezes que fomos, fizemos basicamente o mesmo caminho (esse da foto) com alguns pequenos desvios e adições. Eu fotografei o meu mapa, mas você pode achar outros semelhantes na internet ou então em aplicativos para o celular.

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2013-04-27 10.09.50Estação Central

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Bahnhoftrasse

A Estação Central tem uma saída diretamente pra Bahnhoftrasse, a rua mais famosa de Zurique, e também a mais cara de toda a Suíça. Perto da  estação você encontra umas lojas mais populares, como H&M e The Body Shop, mas conforme você vai caminhando em direção ao lago, é um tal de  Channel, Dior, Hermes…

Independente do seu poder aquisitivo ou da sua intenção de gastar uns “pila”, a Bahnhoftrasse é uma rua muito interessante, com prédios lindos e lojas com vitrines que são verdadeiras obras de arte. E seguindo nela você chega na beira do lago.

Burkliplatz

Praça da onde saem os passeios de barco pelo lago de Zurique.

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Ópera

Partindo da Burkiplatz é só caminhar um pouquinho pela beira do lago, até passar na frente da Ópera. Em dezembro estava acontecendo uma espécie de feirinha de Natal em frente ao prédio.

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A partir dali, começamos a fazer o caminho de volta, em direção a estação,  e passamos nas 3 principais Igrejas (que ficam muito perto umas das outras). Mas antes, você pode passar no Kunsthaus, que fica mais ou menos atrás da Grossmunster.

Kunsthaus

O Kunsthaus abriga a coleção de arte moderna mais importante de Zurique. Ainda não tivemos a coragem de entrar, porque são simplesmente 25 francos por pessoa – o que, para mim, é um valor um pouco abusivo e muito acima do que eu gosto de pagar por essas atrações. Terei que voltar, porque é minha chance de ver um pouco de Edvard Munch, mas estou me preparando psicologicamente pra esse retorno.

Grossmünster

A Grossmünster remonta ao século XII, quando foi construída sobre o local onde dois mártires foram enterrados. Segundo a lenda, os mártires Felix e Regula foram decapitados em Zurique no tempo dos romanos, como parte de uma execução em massa dos cristãos. Os dois homens se recusaram a renunciar à sua fé e foram torturados antes de finalmente serem decapitados. No entanto, a lenda diz que os dois homens pegaram suas cabeças e se dirigiram até o topo de uma colina (agora o local da Grossmünster) onde cavaram suas próprias sepulturas e enterraram-se.

Depois de vários séculos como uma igreja católica dedicada aos mártires, agora padroeiros de Zurique, a igreja entrou no seu período protestante através de esforços de Zwingli, tornando Zurique um importante local histórico para a Reforma.

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Na nossa segunda visita nós subimos na torre da Grossmunster. Não lembro ao certo quanto pagamos, mas creio que foi algo entre 3 e 5 francos cada um. Essas subidas são sempre cansativas, mas nada exagerado. Aliás, essa é uma dica legal: sempre que você puder subir nas torres das catedrais suíças, suba! A vista nunca decepciona – desde que seja um dia de tempo bom =P

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Fraumünster – Nossa Senhora

Saindo da Grossmunster, é só atravessar a ponte e chegamos na Fraumünster (“Nossa Senhora”), que começou como uma abadia beneditina em 853. A abadia foi dissolvida em 1500, durante a Reforma Protestante e sua construção monástica destruída. No entanto, a igreja ainda está de pé e é uma das igrejas mais visitadas de Zurique. A igreja, iniciada nos tempos medievais, é uma mistura de estilo românico e gótico. Foi restaurada mais tardiamente, de acordo com estilos em voga.

A Fraumünster é muito procurada pelos turistas por causa dos vitrais de Marc Chagall, que são a peça central do coro da igreja. Há cinco janelas no coro feitas por Chagall, todas as criações longas e delgadas que têm um esquema de cores e temas diferentes – criadas em meados de 1900. As fotos eu tirei da internet porque não é possível fotografar lá dentro.

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São Pedro

A Peterskirche foi originalmente construída no século VIII, mas foi alterada no século XIII e novamente em 1705. Durante a Idade Média, a torre com janelas era a casa do guarda da cidade, cujo dever era o de olhar para fora das janelas a cada 15 minutos procurando por um incêndio. Caso avistasse um, o guarda soava um alarme e apontava um bandeira para o local do fogo.

Em vários sites li que este é o maior mostrador de relógio da Europa.

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Entramos na Grossmünster e na Fraumünster, mas não é permitido bater fotos lá dentro. Na São Pedro nós não entramos, mas só porque estava fechada.

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Lindenhof

O Lindenhof é um espaço onde havia um forte romano, e oferece uma bela vista do centro histórico e do Rio Limmat. O mapinha recomenda que você conheça a Peterskirche, a Fraumünster e o Lindenhof primeiro, pois eles ficam do mesmo lado do rio que a Bahnhoftrasse, mas nós deixamos pra fazer depois, na volta. Na real, tanto faz, é tudo tão perto e caminhar um pouquinho mais pelo centro de Zurique é sempre agradável. Na primeira vez nós voltamos pra Estação Central pelo lado direito (o lado da Grossmunster) porque fomos até a ETH, e na segunda vez nós seguimos direto do Lindenhof para a Estação, pelo lado esquerdo – mas eu recomendo voltar pelo lado direito, é mais legal.

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Centro histórico

Depois de passar nas Igrejas, fomos caminhando pela ruas do centro antigo, em direção a Estação Central.

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Museu Nacional

O edifício do Museu Nacional tem mais de 100 anos e lembra um castelo de conto de fadas, abrigando o mais acervo histórico cultural do país. Fica bem do lado da Estação Central (dá pra reparar na foto a indicação para as plataformas 41-44)

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Na nossa primeira visita, depois de terminarmos essa caminhada pelos pontos principais, nós resolvemos conhecer o Zurichhorn e a ETH.

Zurichhorn

Nós pegamos um bonde (tram) e fomos até perto do parque Zurichhorn, pra conhecer o centro Le Corbusier, último projeto do arquiteto, inaugurado em 1967.

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Ali bem pertinho tem um jardim chinês, presente da cidade de Kunmig a Zurique. Mas chegamos lá e precisava pagar pra entrar no tal jardim. Pãodurizamos novamente e fomos embora.

* Ok, já que você estava lá porque não pagou e entrou? Sinceramente, se a gente pensar assim, não tem bolso que aguente! É preciso selecionar o que ver e o que pagar para ver. O jardim é lindo, com certeza, mas no momento decidimos que não estava valendo a pena.

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ETH

Dali, pegamos outro bonde e seguimos em direção a ETH, Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, onde  Einstein foi estudante de matemática entre 1896 e 1900 e professor de Física Teórica entre 1912 e 1916.

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Da ETH seguimos a pé para a Estação Central, andando novamente por ruazinhas da parte antiga da cidade, extremamente agradáveis pra se passear.

Resumindo:

É uma cidade muito “fácil” de conhecer, pois assim como Berna, existe uma opção de caminhada que sai da estação principal e volta pra ela, passando pelos principais pontos turísticos. Caso você queira ir pra algum lugar mais longe, o transporte público é fácil de entender, mesmo pra quem não fala alemão.

Chega ser chato escrever que “vale a pena conhecer”. Veja bem, até agora eu não conheci nenhuma cidade da Suíça que não valesse a pena. Esses dias eu estava pensando que as cidades suíças oferecem basicamente sempre as mesmas coisas:  lago, rio, montanhas, um centro histórico bem preservado, alguma catedral importante… mas que nem por isso você conhece todas quando conhece uma. Pelo contrário, mesmo tendo um mesmo pano de fundo (que é impossível se cansar de ver), cada uma delas tem um charme diferente, tem uma característica especial. A característica de Zurique, na minha opinião, é aliar todas essas belezas naturais e históricas com as facilidades e encantos de uma grande metrópole (e, aparentemente, sem os problemas). Eu sugeriria conhecer Zurique durante a semana ou no sábado, em algum momento em que o comércio esteja aberto, porque eu encontrei muitas lojas interessantes caminhando pelo centro histórico, e essa é uma forma legal de usufruir um pouco das facilidades da cidade grande – sem falar que a Bahnhoftrasse fica animada e cheia de vida – mas não de um jeito insuportável. E para aproveitar e parar na Sprungli para experimentar um Luxemburgerli – que são tipo macarons só que com um recheio mais gordinho (e um preço igualmente gordinho).

Um dia é o suficiente pra conhecer os pontos principais e mais alguma coisa, de sua escolha (ou conhecer um museu). Claro que, assim como Interlaken, por exemplo, Zurique é ponto de partida para diversos passeios e excursões: cruzeiros pelo lago, Cataratas do Reno, Montanha Rigi, Montanha Titlis… sem falar que Zurique é um bom ponto para acessar praticamente todas as outras cidades suíças.

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